quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Back to the Start - Chipotle



O vídeo Back to the Start, feito pela rede CHIPOTLE MEXICAN GRILL, serve como um apelo ou até mesmo um ligeiro incentivo aos fazendeiros. A intenção é mostrar o quanto a rede valoriza a agricultura familiar sustentável ao invés da contrução de "fábricas de comida".

Belo trabalho!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Projeto “Gols pela Vida” - Instituto de Pesquisa Rei Pelé



O Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe é uma unidade do Complexo Pequeno Príncipe criada em 2005 para desenvolver pesquisas da área básica e clínica em doenças complexas da infância.

No planejamento estratégico do Complexo Pequeno Príncipe, a criação de um instituto de pesquisa estava contemplada no médio prazo. Mas a oportunidade de apoio do Atleta do Século XX, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, fez com que a instituição se lançasse nesse grande desafio antecipadamente. Nasceu assim o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe.

Veja o que o Pelé fala sobre o projeto:




Os trabalhos desenvolvidos na unidade de pesquisa contam com a estreita participação dos profissionais das outras unidades do Complexo: os hospitais e a faculdade. A atuação conjunta tem proporcionado ganhos a todos os envolvidos, criando um círculo virtuoso em que a pesquisa alimenta o ensino e se reflete na assistência.

Ao estruturar uma unidade de pesquisa e fazer investimentos nessa área, o Pequeno Príncipe fez uma opção pela qualificação dos seus profissionais e pelo aprofundamento científico para encontrar caminhos que ampliem as esperanças de saúde e vida para as crianças e adolescentes atendidos na instituição, de maneira extensiva às crianças de todo o mundo.

Hoje o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe conta com 17 pesquisadores, com importantes publicações científicas, que estão à frente de mais de 50 linhas de pesquisa, buscando alternativas para cura e melhoria de vida de crianças e adolescentes portadores de doenças graves.


Mas faltou um gol, não é Gordon Banks!?

Para a manutenção do instituto, o Pequeno Príncipe lançou o Projeto Seleção Gols pela Vida. A equipe de relacionamento do complexo está trabalhando muito para convocar 1.283 empresas (a quantidade de gols da carreira do Pelé) para fazerem doações mensais. Com isso, espera-se ter garantido o valor necessário para o custeio do instituto de pesquisa.

Como testemunho: o Restaurante Vila Roti e o blog Gastronomia Descomplicada estão colaborando com o projeto desde agosto de 2011. Fomos ao Café da Manhã com os outros novos investidores do mês no dia 26/08/2011. Ficamos encantados com a estrutura do complexo, a organização da equipe e, principalmente, com o brilho nos olhos da equipe.




"EM NÃO SENDO SOLIDÁRIO, SERÁS SEMPRE SOLITÁRIO"
José Carlos Machado

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Resultado VEJA CURITIBA - Comer e Beber 2011/2012



Aconteceu ontem, dia 25 de agosto, no Espaço Torres, a Votação da Revista Veja Curitiba - Comer e Beber 2011/2012. O guia é considerado o melhor e mais confiável roteiro gastronômico da cidade. Tivemos a oportunidade e o prazer de participar da festa como indicados ao prêmio na categoria Variados. Coisa difícil de acontecer, afinal O Vila Roti tem menos de 2 meses de existência. Nossa categoria é muito concorrida e ficamos orgulhosos de aparecer em meio a restaurantes já consagrados de Curitiba.


Foto Própria

As especialidades que fazem parte da premiação 2011/2012 do especial VEJA Curitiba Comer e Beber são:

- Restaurantes: Árabe, Carne, Costelão, Cozinha Contemporânea, Francês, Italiano, Japonês, Oriental, Peixes e Frutos do Mar, Pizzaria, Variado, o Bom e barato, Carta de Vinhos e Chef do Ano.

- Bares: Boteco, Carne de Onça, Carta de Cervejas, Cozinha, Happy Hour, Música ao Vivo, Para ir a dois, Para Paquerar e Bar Revelação.

- Comidinhas: Café, Café Colonial, Chocolate, Doceria, Frozen Yogurt, Padaria, Salgado, Sanduíche e Sorvete. 

Mais uma vez, o chef Júnior Durski foi o grande campeão da noite, arrebatando os prêmios de melhor carne com o MADERO PRIME STEAKHOUSE, Melhor Carta de Vinhos e Melhor Restaurante na categoria Variados, com o DURSKI e Chef do Ano.
Vamos aos indicados e os premiados:

COMIDINHAS

Cafés

Indicados: Lucca Cafés Especiais, Empório Kaveh Kahnes, Café do Paço, Caffè Metrópolis, Kopenhagen, Brooklyn Coffee Shop.

Vencedor: Lucca Cafés Especiais

Café Colonial

Indicados: Chez Arnold, Confeitaria Coeur Douce, No Kafe Fest, Confeitaria Piegel, Saint Germain.

Vencedor: No Kafe Fest

Chocolate

Indicados: Cuore di Cacao, Grué Chocolateria, Chocolates Schimmelpfeng, Chocolates Icab, Rose Petenuci.

Vencedor: Cuore di Cacao

Doceria

Indicados: Confeitaria das Famílias, Prestinaria, Doce Delícia, Café Champagnat, Bella Banoffi, Edelweiss.

Vencedor: Confeitaria das Famílias

Frozen Yogurt

Indicados: Tutti Frutti, Yoguland, Frug Frozen Yogurt.

Vencedor: Yoguland

Padaria

Indicados: América, Família Farinha, Villa Augusta, Café da Manhã, Delices de France.

Vencedor: Família Farinha

Salgado

Indicados: Saint Germain, Empada Original, Pantucci, Edelweiss, Família Sfiha, The Kettle, Caruso.

Vencedor: Edelweiss

Sanduíche

Indicados: Missouri Gourmet Deli, Peggy Sue, Maia Box, Madero, Hamburgueria do Vicente.

Vencedor: Missouri Gourmet Deli

Sorvete

Indicados: Freddo, D’Vicz Gelateria, Fabiano Marcolini Alimentari.

Vencedor: Freddo

BARES

Boteco

Indicados: Bar do Dante, Estofaria, Quermesse, Jacobina, Devassa, Bar do Pudim, Alice Bar, Bar Libertadores, Ao Distinto Cavalheiro.

Vencedor: Bar do Pudim

Carne de onça

Indicados: Mercearia Fantinato, CanaBenta, Bar do Alemão, Aos Democratas, Papo Furado, Boteco de Sampa, Zezito’s.

Vencedor: Mercearia Fantinato

Carta de cervejas

Indicados: Cervejaria da Vila, Sheridan’s Irish Pub, Clube do Malte, Saaz Bier .

Vencedor: Cervejaria da Vila

Cozinha

Indicados: Don Max, Bar dos Passarinhos, Mercearia do Português, CanaBenta, Santa Marta, Matriz & Filial, Gonzales y Garcia.

Vencedor: Bar dos Passarinhos

Happy hour

Indicados: Quermesse, CanaBenta, Jacobina, Citra Bar, Folha Seca, Aos Democratas, Babilônia.

Vencedor: CanaBenta

Música ao Vivo

Indicados: Sheridan’s, Hora Extra, Aos Democratas, Wonka Bar, John Bull Pub, Matriz & Filial, Er só o q fltv… .

Vencedor: Sheridan’s Irish Pub

Para Ir a Dois

Indicados: Carmel, Mustang Sally, Venda Armazém e Boteco, Casa di Bel, Original Beto Batata.

Vencedor: Carmel

Para Paquerar

Indicados: Devassa, Aos Democratas, Vox, Jacobina, TAJ.

Vencedor: Vox

Bar Revelação

Indicados: Devassa, Estofaria, Gonzales y Garcia, Kubrick, O Barba Hamburgueria, Aurora Bar & Piadineria, Bar do Pachá.

Vencedor: Gonzales y Garcia

RESTAURANTES

Árabe

Indicados: Al Beirut, Le Liban, Cantinho Árabe, Dubai, Restaurante do Patrício, Baalbek, Velho Oriente.

Vencedor: Le Liban

Carne

Indicados: Madero, Salero, Babida, Devon’s.

Vencedor: Madero

Costelão

Indicados: Nick Costela, Ripas & Costelas, Costelão Alto da XV.

Vencedor: Nick Costela

Cozinha contemporânea

Indicados: Manu, Terra Madre, Edvino, Zea Maïs.

Vencedor: Manu

Francês

Indicados: Sel et Sucre, Le Réchaud, Île de France, Bistrot L’Épicerie.

Vencedor: Île de France

Italiano

Indicados: DOP Cucina, Barolo Trattoria, Ristoranti Famiglia Caliceti, Donadoni, Trattoria Boulevard, Porcini Trattoria, La Pasta Gialla.

Vencedor: Trattoria Boulevard

Japonês

Indicados: Kan Cozinha Japonesa, Akai Sushi Bar, Tatibana.

Vencedor: Kan Cozinha Japonesa

Oriental

Indicados: Lagundri, Hwa-kuo, Soho Thai.

Vencedor: Lagundri

Peixes e frutos do mar

Indicados: Bistrô do Victor e Bar do Victor.

Vencedor: Bar do Victor

Pizzaria

Indicados: Mercearia Bresser, Baggio, Piolla, Baviera, Carolla.

Vencedor: Mercearia Bresser

Variado

Indicados: Durski, Tartine, Vila Roti, Caffe Milano, Vin Bistro, Vindouro.

Vencedor: Durski

Bom e Barato

Indicados: Velho Oriente, Cantina do Délio, Godines Grill, Tartine, Bellagio, Bar Palácio, Paraguassu Grelhados, Clorofila.

Vencedor: Cantina do Délio

Carta de Vinhos

Indicados: Durski e Terra Madre.

Vencedor: Durski

Chef do Ano

Indicados: Manu Buffara (Manu), Daniela Caldeira (Mediterrâneo), Celso Freire (Zea Maïs), Kika Marder (Sel et Sucre), Dudu Sperandio (Ernesto Ristorante), Júnior Durski (Durski e Madero), Paulino da Costa (ex-DOP Cucina), Renata Abreu (Vin Bistro), Ivan Lopes (Terra Madre).

Vencedor: Júnior Durski

Gasto de Brasileiros em Restaurantes Dobra em 9 Anos


O aquecimento no mercado de trabalho no Brasil está gerando impacto não apenas nas contas bancárias da população, mas também na mesa de refeições. Os brasileiros gastam hoje mais que o dobro do que gastavam há nove anos com alimentação fora de casa de acordo com uma pesquisa inédita feita pela consultoria Data Popular. Esse tipo de despesa somava R$ 59,1 bilhões em 2002. Dados deste ano mostram que ela subiu para R$ 121,4 bilhões.

O levantamento indicou ainda que esse aumento foi impulsionado pela chamada nova classe média, que engloba a classe C. Dos 65,3% do total de brasileiros que costumam comer fora de seus domicílios, 54,6% são da classe C, seguidos de 26% das classes D/E e 19,4% das A e B.

Segundo o sociólogo Fábio Mariano Borges, especialista em comportamento do consumidor, um dos motivos para todo esse crescimento é a nova configuração da sociedade. O aumento do índice de emprego não significa apenas o maior acesso financeiro, mas uma mudança no estilo de vida, que inclui atividades fora de casa, tanto no almoço nos dias de trabalho, quanto no jantar, apenas por lazer. Se as pessoas estão mudando de vida, elas querem incluir hábitos que mostrem essa mudança.

O crescimento desse costume aqueceu o setor de alimentação, gerando concorrência e melhorias em bares e restaurantes. Isso acaba fechando o ciclo, já que com preços menores e maior quantidade e qualidade na oferta, o número de clientes tende a aumentar. Estima-se que hoje haja cerca de 680 mil estabelecimentos como restaurantes e lanchonetes no país que recebem 85,2 milhões de clientes por ano, enquanto que há nove anos esse número não passava de 240 mil empresas desse tipo.

Pela pesquisa do Data Popular, que foi realizada no segundo trimestre deste ano nos 26 estados, "lazer" foi a resposta mais dada pelos entrevistados de todas as classes sociais quando questionados por que vão jantar fora de casa. Nas classes A e B esse percentual chega a 56,4% dos ouvidos, seguidos por 46% da classe C e 42,9% das classes D e E. "Com um maior nível de emprego, agora há a possibilidade de se passear no shopping, não comprar nada nas lojas, mas comer algo na praça de alimentação antes de voltar para casa", afirma Borges.

Esse cenário também foi se desenvolvendo porque o recente boom econômico se dá principalmente em empreendimentos de serviços, como explica Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular. "E nesse setor de serviços, onde geralmente há empresas menores, predomina a prática de dar vale-refeição aos funcionários e não de se fazer refeitórios como ocorria antigamente e ainda acontece, geralmente em indústrias".

fonte INVERTIA


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Variar Sabores Melhora a Alimentação e Estimula o Cérebro


Qualquer um que provar um pedaço de jiló sentirá o amargo em alguns milissegundos. Muitos rejeitarão esse sabor. A ciência pesquisa o tema, mas não se sabe ao certo o que faz alguém gostar ou desgostar de certos alimentos.

Segundo Ivan Eid de Araújo, neurofisiologista brasileiro, existe uma nuvem de fatores que envolvem a degustação. Existem os fatores biológicos, como os receptores gustativos da língua, o olfato e até a temperatura do alimento, os genéticos, pouco conhecidos, e os socioculturais, muito variáveis.

"A quantidade de influências extraorais é enorme. Crianças que comem com a família várias vezes por semana, por exemplo, se alimentam melhor", diz o especialista, que é pesquisador na Universidade Yale (EUA).

Para complicar, o jeito que cada um processa um gosto é influenciado por sensações psicológicas e físicas de prazer. "Alguns alimentos ativam regiões ligadas à sensação de bem-estar. Quanto mais energética for a comida, mais sentimos prazer. É uma questão biológica, para garantir nossa sobrevivência", afirma o neuropsicólogo Paulo Jannuzzi Cunha, do Hospital das Clínicas de SP.

Sobre o prazer psicológico, a lógica é simples: preferimos alimentos ligados a memórias positivas. E é aí que o sabor doce sai ganhando: além de ser energético, quase sempre traz boas lembranças.

Se não há certeza sobre o porquê das preferências, uma coisa é certa: quanto mais sabores tem uma dieta, melhor. A variedade é boa não só para o corpo. Cada gosto ativa grupos de receptores específicos na língua e em regiões cerebrais distintas.

Degustar o amargo, o doce e o azedo é uma boa maneira de exercitar o cérebro, tornando a alimentação variada em uma espécie de exercício cognitivo, segundo a pesquisadora espanhola Ana San Gabriel, que estuda a fisiologia do sabor. "É parecido com falar diferente línguas ou ver diferentes cores."

San Gabriel é coordenadora do Centro de Informação do Umami, organização internacional que divulga o quinto gosto reconhecido pela ciência (além de doce, salgado, azedo e amargo). O gosto umami (que quer dizer "saboroso" em japonês) foi reconhecido como tal no começo dos anos 2000. A descoberta, porém, foi feita há mais de cem anos por um japonês que ficou intrigado com o sabor único de uma sopa de algas, diferente de tudo que ele conhecia. Ele começou a pesquisar e descobriu a molécula responsável por aquele gosto.

Hoje, o umami é definido como o gosto de aminoácidos tipo glutamato, presente em proteínas. Está entre o salgado e o doce, mas permanece por mais tempo na boca. O queijo parmesão curado tem alta concentração de umami, presente também em cogumelos, carnes e legumes.

Para Ricardo Maranhão, professor de história da gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi, apesar de o umami ser pouco reconhecido, é popular. "A comida brasileira tem muito desse gosto. Feijão com carnes embutidas, por exemplo."

Além do umami "in natura", há produtos industrializados que ganham esse sabor a partir da adição de glutamato monossódico. A substância está presente no trio ketchup, salsicha e macarrão instantâneo, unanimidade entre as crianças, coitadas.

Contra essa armadilha do "saboroso" é preciso treinar o paladar infantil. Não é verdade que as crianças são mais frescas do que os adultos para comer. O que acontece é que elas são acostumadas com o mais fácil. "Os primeiros alimentos são adocicados: leite da mãe, mamadeiras preparadas com farinhas, papinhas de frutas aguadas e doces", diz a nutricionista Cláudia Lobo.

Perder o costume é difícil. Uma forma é fazer com que a criança prove de oito a 12 vezes um mesmo alimento preparado de formas diferentes: cozido, grelhado, assado, etc. Só assim ela poderá dizer se gosta ou não do sabor. "Se fizermos isso, a minoria dos alimentos será rejeitada."

Se há resistência a algum sabor, mesmo depois de adulto, vale usar o velho truque de enfeitar a comida (um bolinho de espinafre), abusar de temperos naturais e se aproveitar de industrializados que deixam a comida mais gostosa e não são tão vilões.

Pessoas mais velhas ou pacientes de quimioterapia podem perder o prazer pela comida. Isso acontece porque as papilas gustativas deixam de se renovar com a frequência ideal. Para essas pessoas, conhecer o sabor umami pode ser útil. A nutricionista Ilana Elman, em sua tese de doutorado, constatou que crianças com dificuldades alimentares são sensíveis ao quinto gosto e aceitam melhor a comida com esse sabor, industrializada ou não.

Mas o uso exagerado de realçadores de gosto esconde o alimento e causa dependência, alerta a bioquímica e nutricionista Lucyanna Kalluf. "A pessoa pode só gostar de comer brócolis se for com tempero artificial." Para Elman, os industrializados já fazem parte da dieta e esse é um caminho sem volta, viciamos no sabor e na facilidade. Para as crianças, ela recomenda o preparo mais caseiro de pratos considerados "trash food", como hambúrguer ou nuggets.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Olivier Anquier é Nomeado Embaixador do Alentejo


O chef francês tupiniquim Olivier Anquier foi nomeado embaixador do Alentejo, em cerimônia marcada pela apresentação do tradicional grupo de cantares Alentejanos. A condecoração teve participação de Vitor Silva, secretário do Turismo do Alentejo, e Paulo Machado, diretor do Turismo de Portugal no Brasil. Além de Olivier, a apresentadora Hebe Camargo, também já foi nomeada com o título.

A região do Alentejo tem registrado aumento de turistas brasileiros. Em 2010 a região recebeu 11.781 hóspedes brasileiros, deixando o nosso país em quarto lugar no ranking dos principais emissores estrangeiros, atrás apenas de Espanha, França e Alemanha. O número é 32,86% maior que em 2009, quando 8.867 hóspedes brasileiros estiveram na região.

Olivier está desde 17 de agosto em Portugal para gravar uma série de programas enaltecendo as atrações turísticas e gastronômicas do país para o Diário de Olivier, da GNT. Ao todo serão cinco reportagens com temas variados.

Olivier já passou pelo restaurante Tromba Rija, em Leiria, um dos melhores de Portugal, onde foi recebido pelos donos Elizabeth e Fernando Real. Lá, aprendeu o segredo para demolhar e dessalgar o bacalhau.

O apresentador também já esteve em Coimbra, no hotel Quinta das Lágrimas, um palácio que já acolheu o Rei Dom Miguel. Depois, o chef seguiu para o Alentejo, hospedando-se no Convento do Espinheiro, em Évora. O convento é Patrimônio Mundial da Unesco.

No Alentejo, Olivier Anquier aprendeu a fazer a tradicional Açorda com Miguel Costa Pinto, do Restaurante Aqueduto. As receitas do Diário de Olivier vão ao ar a partir de novembro.

No quarto programa da série Portugal, Olivier Anquier irá até Tróia e Sines para fazer pratos de peixes, especialmente Sardinha. Esta é a terceira vez que Olivier viaja por Portugal para gravar reportagens a convite do Turismo de Portugal, que é a entidade pública responsável pela valorização e sustentabilidade da atividade turística no país. Ele e sua equipe ficam no país até o dia 25 de agosto.

Animação "Le Cafe"




O vídeo é muito bonitinho. Todo em francês e com legendas em espanhol.


Aproveitem...

A quem interessar, a música é do Oldelaf Et Monsier D, que é um grupo de humor francês.

Segue a letra!!


Le Café
Oldelaf Et Monsieur D


Pour bien commencer
ma petite journée
et me réveiller moi
je pris un café

Un arabica
noir et bien corsé
j'enfile ma parca
sa y'est je peux y'aller

"Où est-ce que tu vas"
me cri mon aimée
"prenons un kawa
je viens de me lever"
étant en avance
et un peu forcé
je change de sens
et reprend un café


A huit heure moins le quart
Faut bien avouer
les bureaux sont vides
on pourrait s'ennuyer


Mais je reste calme
je sais m'adapter
l'temps qu'ils arrivent
j'ai le temps pour un café


La journée s'emballe
tout le monde peut bosser
au moins jusqu'à l'heure...
de la pause café

Ma secrétaire rentre
"jlé faire comme vous l'aimez"
Ah mince j'viens d'en prendre
mais maintenant qu'il est fait

Un repas d'affaire
tout près du sentier
Il fait un temps superbe
mais je me sens stréssé
mes collègues se marrent
"T'es trop fort René!!!"
"Prend un bon cigare
et un p'tit café"


Une fois fini
mes collègues crevés
j'appelle un taxi ...
mais moi j'ai envie de sauté!!!

Je fais tout Paris
pi je vois un troquet
j'commande un déca.
mais re-caféiné


hummm...
hummmmm...


J'arrive au bureau
ma secrétaire me fait:
"Vous êtes un peu en retard
je me suis inquiétée!"
oh! j'la jette par la f'nêtre!!!
elle l'avait bien cherché !!!


T'façon faut que je rentre
mais d'abord un café!!!


Attendant le métro
je me fais agrésser
une p'tite vieille me dit:
"heu vous avez l'heure s'il vous plaît?"
hé! j'lui casse la tête et j'la pousse sur le quai!!!
Je file à la maison et j'me sert un ... devinez?!!

"Papa mon papa!
En classe je suis premier!"

P'TIN MAIS QUOI!!!
T'VAS ARRETER D'ME FAIRE ...
CHIER!!!


MAIS QU'IL EST CON CE GOSSE!!!
PI EN PLUS IL S'MET A CHIALER!!!


J'M'ENFERME DANS LA CUISINE!!!
IL RESTE UN PEU DE CAFE!!!


CA FAIT QUELQUES JOURS QUE JE SUIS ENFERME!!!
CHUIS SEUL DANS MA CUISINE ET JE BOIS DU CAFE!!!
IL FAUDRA BIEN Q'JE DORME!!!
LES FLICS VONT M'CHOPPER!!!
ALORS JE COULE UNE BANK ET J'REPREND DU CAFE!!!!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Cervejas Especiais Ganham Espaço e Caem no Gosto dos Brasileiros


A cerveja está enraizada na cultura do brasileiro, que só em 2010 consumiu 13 bilhões de litros da bebida.

As chamadas Pilsen, as famosas loirinhas, ainda dominam a preferência nacional. Mas aos poucos nomes como India Pale Ale e Weiss começam a cair na boca dos apreciadores de cerveja. Isso se deve à produção de microcervejarias nacionais e ao crescimento das importadoras especializadas, que apostam no poder gustativo dos rótulos especiais.

O mercado destas cervejas especiais registra um aumento gradativo entre um público que se dispõe a pagar um pouco mais por mais qualidade e variedade na garrafa. Segundo a ABRABE (Associação Brasileira de Bebidas), o Brasil tem hoje 175 microcervejarias, concentradas principalmente no sul e sudeste do país.

Nesse mercado em franca ascensão, que deve atingir uma fatia de 2% dos consumidores de cerveja em dez anos, lojas, bares e restaurantes pegam carona no sucesso dos rótulos especiais para incrementar seus serviços. Além de se dedicarem a moldar uma carta de cervajas, diversos estabelecimentos já mostram sugestão de harmonização. Uma das principais tarefas de um sommelier de cerveja, assim como o do vinho, é proporcionar as melhores harmonizações entre a bebida e a comida. E no vasto mundo das cervejas especiais, os casamentos podem ser inusitados, do mesmo jeito que com vinhos.

Assim como o vinho, as cervejas especiais também despertam a curiosidade de aficionados, que desejam conhecer mais as variedades e riquezas da bebida. Muitos deles se reúnem em confrarias para conversar, beber e até fazer sua própria cerveja.

fonte UOL


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Moqueca em Novas Versões - Bom Gourmet - Gazeta do Povo


A tradicional moqueca está com os dias contados. Com o fluxo de peixes importados mais constante em nosso mercado e abundância de temperos disponíveis, a criatividade dos chefs tem resultado em novas versões deste clássico da cultura brasileira – folclórico na culinária baiana.

O Bom Gourmet encontrou duas receitas que vão além do convencional, preparadas pelos chefs Paula Sindeaux e Fábio Pimentel.

Professora do restaurante escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e do curso de gastronomia da Universidade Positivo, Paula aponta que a escolha do melhor peixe deve ser feita pela quantidade de gordura. “Quanto menos, mais resistente a carne fica e não desmancha durante a cocção”, diz.

Os mais comuns são o dourado e o cação, abundantes em nossas águas, mas há a possibilidade de utilizar a garoupa, linguado e uma espécie exótica aos rios brasileiros, mas encontrada em supermercados e peixarias, o panga.

No restaurante Vila Roti, o chef Fábio Pimentel utiliza justamente filé de panga para compor uma receita de moqueca que é uma das opções no cardápio da casa. O peixe é oriundo dos rios do sudeste asiático e possui sabor leve, que lembra a carne de linguado.

Outra mudança que sugere em relação aos preparos tradicionais diz respeito ao azeite-de-dendê. “O sabor dele é marcante e deixa o prato muito gorduroso, por isso, não o utilizo”, diz.

Para o molho, o chef Pimentel utiliza pimentão, cebola, leite de coco, sal, pimenta e outros temperos a gosto. Cozinha todos os ingredientes por cerca de 20 minutos, sem o peixe. Depois processa tudo no liquidificador para que fique homogênea a apresentação.

O molho vai então para a panela, onde o filé de panga é cozido. Assim, ele ganha mais sabor. Para finalizar, acrescenta palmito pupunha pré-assado. A moqueca do Vila Roti custa R$ 27.

Um tempero que pode modificar ainda mais a moqueca, deixando-a com um toque mais tailandês é o cúrcuma (uma especiaria típica da Tailândia, também conhecida por aqui como açafrão-da-terra).

A professora Paula, que tem uma receita de moqueca baseada nesta gastronomia oriental, explica que este tempero sobressai. Para utilizá-la, uma colher de sopa juntamente com os outros ingredientes é o suficiente. “É possível também colocar erva cidreira, para deixar mais agridoce, ou ainda gengibre. Este deve ser adicionado sempre no fim da cocção, porque o calor o faz perder sabor”, diz.

Uma dica de ambos os chefs é estar atento ao tempo de cozimento do peixe. Deve ser entre 15 a 20 minutos, no máximo. “Deixar mais do que isso é um erro porque a moqueca fica com cara de sopa e a carne se perde completamente”, afirma Paula.

Clima Atípico na França Pode Provocar Ano de Vinhos Excepcionais



Os turistas podem estar achando deplorável o tempo úmido na França neste verão, mas o lado bom de todos os dias nublados na praia pode, no final, ser um ano de bom a "excepcional" para o setor vinícola francês.

Muitos especialistas em vinho dizem que somente a volta das fortes chuvas, tempestades, granizo ou pragas na última parte da temporada de maturação do fruto pode interromper o que parece ser uma colheita que irá se beneficiar do clima atípico deste ano.


Segundo a Reuters, o clima desse ano na França fez muitos vinicultores pensarem que a safra seria prejudicada. Jérôme Despey, do setor vinícola da France AgriMer, um corpo agrícola e de peixes na França, disse que a safra estaria 10 a 30 dias antecipada e seria superior em volume. Estima-se que serão 4,76 bilhões de litros de vinhos, 230 milhões a mais que a safra de 2010.

O inverno foi o mais frio em 40 anos: as temperaturas chegavam a quinze graus negativos. Janeiro e fevereiro foram melhores, mas mesmo assim houve um déficit de água de 20%. A primavera foi seca e quente, as chuvas eram raras.

"O solo quente e seco tem sua influência. O crescimento das videiras parecia difícil e as plantas pareciam mais fracas que o comum. A atividade microbiológica que nutre as vinhas sofreu com a pouca água", disse Olivier de Moor, vinicultor francês. 

Durante a primavera seca deste ano, as videiras procuraram água e suas raízes penetraram fundo no solo, momento em que o crescimento das uvas é menos prioritário. Quando veio a chuva, numa época em que os turistas ansiavam pelas praias ensolaradas, a água irrigou as videiras e colocou a safra de volta nos trilhos, voltando ao tempo de maturação normal.

"As chuvas renovaram as nossas esperanças de uma safra de tamanho razoável, porque antes a falta de água anunciava uma grave falta de suco", disse Yves Hostens-Picant, outro vinicultor de Bordeaux. "Se a segunda metade de agosto e setembro forem ensolaradas, nós podemos esperar não só um ano de boa qualidade, mas talvez um ano excepcional", complementou Jérôme Despey.

Que Deus os ouça!!! Estaremos todos no aguardo do sol!

A França é o maior exportador mundial de vinho, em valor*. O setor emprega 120 mil pessoas e gera 18 bilhões de euros (25 bilhões de dólares) em receitas.

*Acompanhe a "briga" de França e Itália para serem os maiores produtores de vinho na nossa postagem: "Itália ultrapassa a França e se torna o maior produtor de vinhos."

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Banda AC/DC Lança Coleção de Vinhos


A banda de rock australiana AC/DC lançará uma exclusiva coleção de vinhos com o nome de algumas de suas canções mais conhecidas.

"Back In Black Shiraz", "You Shook Me All Night Long Moscato", "Highway To Hell Cabernet Sauvignon" e "Hells Bells Sauvignon Blanc" são os nomes das bebidas elaboradas pela adega australiana Warburn Estatede com a assinatura da banda liderada pelos irmãos Young, de acordo com a imprensa local.

O preço desta coleção de vinhos exclusivos, que começará a ser vendida a partir do dia 18 de agosto na Austrália, ainda não foi revelado.

"Será um fenômeno mundial, mas primeiro queremos nos estabilizar em nosso mercado local", afirmou Steve Donohue, gerente das destilarias Woolworths.

O AC/DC, com mais de 200 milhões de discos vendidos, foi formado em 1973 pelos irmãos escoceses Angus e Malcolm Young em Sydney.



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Britânico Come em Todos os 3 Estrelas Michelin


Há pessoas que chegam a celebridade depois de ter gravado um filme, desafiado as forças da natureza ou inventado algo extraordinário. Para Andy Hayler foi suficiente estar sentado à mesa de um restaurante. Esse britânico de 49 anos é um dos poucos, senão o único, a ter comido em todos os restaurantes do mundo considerados três estrelas pelo guia "Michelin".

Ele conseguiu a façanha em 2004, 2008 e no ano passado. "Não é fácil. Todo ano saem novos guias e novos restaurantes são acrescentados. Em 2004, eram apenas 49, e todos na Europa. Em 2010, 86, alguns no Japão, China e nos EUA", afirma.

Na vida, ele não é nem chef nem degustador profissional: é consultor de tecnologia. Mas faz resenhas simples e precisas em seu site, o andyhayler.com, além de escrever um guia de restaurantes de Londres e participar de programas de TV sobre o assunto. Hayler diz que comida é hobby.

O que garante a opinião de Hayler é o fato que ele sempre pagou do seu bolso suas refeições. Afirma ele que isso o deixa livre para expressar sua opinião. "Uma vez, em Londres, jantei em um local chamado West Street, que agora fechou. Serviram uma massa tão mole que era um bloco só. Há casos em que avisar os futuros clientes é um dever!”. Afirmações como essa são bombas para o guia francês que é considerado, ainda hoje, como a maior referência para a avaliação da qualidade de restaurantes.

Foi o trabalho que possibilitou que ele conhecesse tantos restaurantes. "Tenho a sorte de viajar muito e achei que seria uma boa ideia conhecer os melhores do mundo e relatar minhas experiências."

Segundo Andy, a opção de seguir os passos do "Michelin" foi óbvia: "Apesar de falhas, é o melhor guia do mundo".

Os guias "Michelin", cujo primeiro lançamento foi em 1900, são uma espécie de bíblia para chefs e apreciadores de comida. Obter três estrelas significa sucesso. Perdê-las já custou vidas. Em 2003, o francês Bernard Loiseau cometeu suicídio e dizem que a razão foi a suspeita de que perderia uma das três estrelas de seu La Côte d'Or, na França.

Hayler afirma que, tendo visitado todos, conseguiu perceber que há muita diferença de critério na avaliação dos estabelecimentos.

"As estrelas são dadas por profissionais de cada país. O critério parece mais severo na Alemanha, por exemplo, e mais brando em países não europeus, como a China. Mesmo na França, há alguns lugares que estão na lista pelo que foram no passado."

O britânico prefere os restaurantes clássicos. Uma vez, chegou até a qualificar a cozinha do espanhol Ferran Adrià de "comida de 'Harry Potter' superestimada".

Questionado a avaliar mais uma vez Adrià e Heston Blumenthal, britânico também adepto de experimentações, foi mais polido, mas apontou a qualidade de outros. "A culinária tem de inovar, por isso todo mundo tem de ser grato a chefs como esses que tentam novas técnicas e ideias. Mas para expandir os limites, é preciso ser muito, muito talentoso, como Marc Veyrat, na França, e Grant Achatz, em Chicago. Infelizmente, imitadores menos talentosos produzem pratos horrorosos."

Hayler disse que começou a prestar atenção em comida ao se mudar para Londres depois de se formar. "Vivia no interior, onde havia poucos restaurantes e a maioria da comida era enlatada."

Sua conversão à boa mesa se deu quando visitou o Jamin, em Paris, do chef Joël Robuchon. "Foi a primeira vez em que fui a um três estrelas do "Michelin". Percebi quão emocionante uma comida pode ser. Até hoje, não comi comida melhor do que aquela do Jamin", afirma.

Chefs ególatras ganham nova espetada quando a pergunta é sobre o que faz um bom restaurante: "Os restaurantes que realmente se preocupam com o cliente são os que prosperam", afirma. Para ele, isso inclui um bom menu e um bom serviço. "Mas alguns chefs se esqueceram do cliente e passaram a se preocupar somente com os seus próprios egos."

sábado, 13 de agosto de 2011

Lagostas Cozinhando


* Eu odeio o jeito que eles gritam enquanto você os cozinha!

* Não estão gritando... É apenas o ar escapando!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Restaurante de Jamie Oliver é Atacado em Birmingham


O restaurante do chef britânico Jamie Oliver em Birmingham foi atacado durante os distúrbios ocorridos na cidade na madrugada desta terça-feira.

Birmingham, segunda cidade mais populosa do país, foi a primeira cidade da Inglaterra para a qual a onda de saques e violência se espalhou além de Londres.

No Twitter, o chef contou sobre o ataque: "Tristemente, meu restaurante em Birmingham foi atacado, as janelas se foram, a área toda está fechada, não posso abrir. Equipe e clientes a salvo!"

O restaurante Jamie's Italian fica no shopping center Bullring, uma das áreas atingidas pelos saques e tumultos, e tem 270 lugares.

Em sua página do Twitter, o chef comentou os tumultos em outros lugares.

"Minha escola de gastronomia está no local dos maiores tumultos em Clapham (Londres), mas parece que lá as pessoas não estão interessadas em leitura ou culinária", comentou o chef.

"Deus abençoe as comunidades (que estão) se unindo para resolver isto", disse ele ainda, a respeito dos voluntários que se reuniram para limpar a cidade.

Segundo a agência de notícias PA, um porta-voz de Oliver afirmou que o restaurante de Birmingham abriu para o almoço nesta terça-feira e que uma janela tinha sido quebrada.

Lojas em algumas partes de Birmingham fecharam mais cedo temendo mais distúrbios na cidade nesta quarta-feira. À tarde, supermercados e bancos em uma área da cidade repleta de joalherias resolveram fechar as portas.

A polícia de Birmingham aconselhou que as pessoas saíssem mais cedo do trabalho. Cerca de 130 pessoas foram presas em Birmingham na terça-feira, de acordo com a polícia. Durante a noite uma delegacia foi incendiada e lojas foram saqueadas.

Os tumultos que começaram em Tottenham, no norte de Londres, no sábado, espalharam-se pela capital e para outras partes do país, como Birmingham, Liverpool, Bristol e Manchester.

Grupos de jovens mascarados destruíram lojas e restaurantes e atearam fogo a carros, prédios, pontos de ônibus e até delegacias

fonte UOL

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O que Foi Servido no Último dia do El Bulli


O restaurante el Bulli, situado em Roses, na Espanha, fechou no último sábado (30), conforme antecipamos aqui, mas reabrirá em 2014 como uma fundação. A ideia do chef Ferran Adrià é manter o experimentalismo culinário que o tornou famoso.

Veja abaixo a lista do último cardápio servido no el Bulli:

- Dry martini
- Aguardentes: mojito e caipirinha
- Cálice de mojito e maçã
- Gin fizz gelado quente
- Azeitonas verdes esféricas
- Falsos amendoins
- Ravióli de pistache
- Sopa de parmesão
- "Macaron" de parmesão
- Globo de gorgonzola
- Chip de azeite de oliva
- Flor em néctar
- Papel de flores
- Amêndoas macias "sabores básicos"
- Pão com tomate
- Ovo de ouro
- Suspiro de marisco
- Croquetes líquidos de frango
- Espuma de fumaça
- Ravióli de lula e coco com soja, gengibre e menta
- Cristal de soja
- Empanada de alga nori
- Palitos de soja
- Nigiri de salmão
- Camarão fervido
- Camarão duas cocções
- Cérebro de camarão tailandês
- Won-ton de rosas com presunto e água de melão
- Canapé de presunto e gengibre
- Pão de queijo
- Quinua gelada de foie gras de pato com consomê
- Alho branco
- Tutano com caviar
- Shabu-shabu de pinhões
- "Fritada" líquida de avelã
- Frango ao curry
- Percebe com caviar
- "Ceviche" de lagosta
- Taco de Oaxaca
- Gaspacho e alho branco
- Ninyoyaki de lebre
- Capuccino de caza
- Risoto de amoras com suco de caça
- Lombo de lebre com seu sangue
- O prato das especiarias
- Ossos
- Infusão
- Corneta Melba
- Fondue Melba
- Caixa (um cofre com doces e chocolates que sempre encerra o menu)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Dia dos Pais no Vila Roti



No próximo domingo, dia 14 de agosto, o Vila Roti abre suas portas exclusivamente para o Dia dos Pais com um almoço com pratos especiais, muito lúpulo e cevada. "Temos parcerias com diversos cervejeiros da cidade. Para o Dia dos Pais, ofereceremos opções de uma das melhores: a Way Beer, que é premiada e, pelo cuidado com a qualidade de seus produtos, tem tudo a ver com o Vila Roti", explica o chef Fábio Pimentel, sócio-proprietário do restaurante.

No menu, pratos especiais para o dia e opções do cardápio normal que agradarão a todos da família. De entrada tem a Salada Caesar Roti com alface americana, tiras de frango grelhado, bacon e lascas de parmesão ao molho caesar, que entra em cena somente nesta data. Destaque também para a Brandade de Bacalhau com purê de batata salsa e nozes, acompanhado de torradas. O Barreado de Javali cozido à exaustão e acompanhado de arroz de castanhas brasileiras e pirão do caldo do cozimento, é uma opção diferenciada, que harmoniza muito bem com os chopes servidos no dia. Além disso, outros pratos como o Peixe com Legumes e o Spaghetti Carbonara de Lingüiça Blumenau, foram especialmente selecionados para a ocasião. Para sobremesa a novidade é a Tartelete de Nutella com compota de laranja Kinkan.

No dia serão servidos três tipos diferentes de chope: o American Lager (claro, 100% puro malte), o APA (American Pale Ale, eleito pela Revista Maxim como o melhor Pale Ale do Brasil) e o Irish Red Ale (uma cerveja em que o malte é o protagonista). A Way Beer é uma cervejaria curitibana que está no mercado desde 2010 e trabalha só com cervejas artesanais. Cada chope consumido vale uma rotizeta, que dá direito a outro.

No menu kids tem o rotiburguer, que é um cheeseburguer artesanal com queijo gouda, salada verde, batatas fritas e maionese sem ovos. Além disso, eles podem montar brincando um delicioso prato escolhendo a proteína e os acompanhamentos. Por exemplo, o mignon pode ser combinando com o fettuccine artesanal com molho de queijos ou batatas fritas e o frango empanado com purê de batatas. Para sobremesa tem brigadeiro de colher.

Reservas antecipadas pelo telefone 41 3352-0226 ou contato@vilaroti.com.br.

Serviço:
Data: 14 de agosto
Horário: 12h às 16h
Local: Rua David Carneiro, 469 I São Francisco I Curitiba-PR
Cartões: American Express, Diners, Mastercard e Visa. Todos os cartões de débito e tickets refeição.
Tem ambiente climatizado, acessibilidade para portadores de necessidades especiais, acesso wi-fi.
Informações: www.vilaroti.com.br

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Manifesto de Ferran Adriá Sobre a Cozinha Molecular


Parece claro que, a essa altura, se as perguntas que costumam me fazer em entrevistas servem como guia, todo o mundo culinário deve considerar que sou o pioneiro, o criador, o máximo representante da cozinha molecular. Não exagero caso diga que, em nove de cada dez entrevistas, fazem referência a esse fato, quando na verdade eu jamais disse coisa alguma a respeito, e aliás nem considero que minha cozinha seja "molecular". Por isso, gostaria de expressar por escrito minhas opiniões quanto ao assunto. Para começar, é importante para mim assinalar que o trabalho dos cientistas merece o mais absoluto respeito, a máxima admiração, e que já há séculos eles vêm realizando um trabalho de máxima seriedade; seria imperdoável recair na frivolidade.

O termo "cozinha molecular" veio precedido por outro, "gastronomia molecular". Pela metade dos anos 80, uma série de cientistas fãs da gastronomia (Nicholas Kurti, Harold McGee e Hervé This, entre outros) começaram a se interessar pelos processos físicos e químicos que aconteciam na cozinha. Tratava-se de um movimento que buscava elucidar o motivo dessas reações, e que recebeu o nome de "gastronomia molecular". Na realidade, se tratava de uma prática comum há décadas na indústria de alimentos, que nesse caso apresentava uma novidade fundamental: a de tomar por centro a cozinha. Começaram a partir dali a divulgar os frutos de suas pesquisas, e inclusive publicaram seus resultados com sucesso, mas infelizmente, salvo em ocasiões raras, esse movimento não atraiu grandes cozinheiros.

Mas devemos ser equânimes e colocar as coisas no contexto. A gastronomia molecular jamais pesquisou, por exemplo, coisas que hoje constituem o diferencial entre a cozinha atual e a de uma década atrás, como os novos hidrocoloides (agentes de adensamento, emulsão, gelificação etc.) Afirmar que o uso desses produtos é cozinha molecular não deixa de ser uma forma de confundir o público, como também o seria afirmar que a elaboração de uma espuma ou sorvete salgado por um cozinheiro obedece a razões científicas.

No nosso caso, até 2003 os contatos que mantivemos com o mundo da ciência foram esporádicos, e o que conhecíamos de Harold McGee e Hervé This se limitava a contatos em congressos daquele período (a exceção foi uma palestra de This a que assistimos em Biarritz em 1996). Por isso, não podemos dizer que nossas criações (nascidas de uma busca simplesmente culinária) tiveram base científica. Para oferecer outro exemplo, quando em 1998 descobrimos que o agar-agar era capaz de suportar temperaturas elevadas e criamos uma gelatina quente, a descoberta se baseou simplesmente na observação, sem qualquer base científica. Limitamo-nos a empregar a informação que obtivemos na prática.

A partir de 2003, começamos a colaborar com Pere Castells, cientista amante da gastronomia, o que conduziu por exemplo à criação da Fundación Alicia. Com Pere, pudemos concretizar o que havíamos tentado em ocasiões anteriores com outros cientistas, em diálogos que não chegaram a bom porto, já que estabelecer um sistema de trabalho não era nada fácil. Foi então que começamos a trabalhar de maneira séria, durante 18 meses, e nos demos conta da dificuldade que existia para estabelecer esse diálogo. Entre os frutos concretos da colaboração está, por exemplo, a publicação do Léxico Científico Gastronômico, uma ferramenta com a qual desejamos estabelecer uma ponte entre esses dois mundos.

Mas retornando ao meu papel como "pioneiro" da cozinha molecular. Preciso ser radical quanto a isso. Creio que se trata, nada mais, nada menos, que de uma operação de marketing, e creio que não podemos confundir o público afirmando que a cozinha molecular é um tipo de culinária. Na realidade, por mais que hoje exista vontade de conhecer os processos científicos que acontecem na cozinha, são duas atividades distintas. Se falamos de cozinhar, a pesquisa não deixará de ser um apoio. Cozinhar significa conhecer (a história, a técnica, os produtos, a tradição e a modernidade, os processos culinários), pensar, testar, refletir, escolher e também pesquisar. Se para o resultado final é necessário recorrer à ciência, ou estudar livros de história ou de qualquer outra disciplina criativa, esse fato será simplesmente um conhecimento que incorporamos à nossa filosofia de cozinha.

Essa confusão foi um dos motivos que nos levou a redigir a "síntese de nossa cozinha", ou seja, os 23 pontos com os quais pretendíamos definir e delimitar nossa maneira de entender e praticar a cozinha. Essa síntese nos serviu para muitas coisas, e entre elas darmo-nos conta de que o papel da investigação e da ciência, se bem que importante, fica limitado a um de seus 23 pontos. A cozinha é mais, ou é outra coisa, pois, repito, é preciso ter o máximo respeito pelo mundo científico, um respeito que deveria começar por não banalizar seu trabalho. A partir de hoje, se algum cozinheiro desejar definir seu trabalho como cozinha molecular, tem toda a liberdade para fazê-lo. Mas insisto que, em nosso caso, a classificação não procede.

Tradução de Paulo Migliacci











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