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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Slow Food


O movimento Slow Food é algo muito maior do que simplesmente comer de forma tranquila e sem pressa, como muita gente pensa. Surgiu em 1986, idealizado por Carlos Petrini, e em 1989 se tornou uma associação sem fins lucrativos. Hoje, com sede internacional em Bra, na Itália, o movimento conta com mais de 100.000 membros e tem escritórios na Itália, Alemanha, Suíça, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido, além de apoiadores em 132 países.

O princípio básico é o direito ao prazer da alimentação, utilizando produtos artesanais de qualidade especial, produzidos de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto as pessoas responsáveis pela produção, os produtores. O Slow Food opõe-se à tendência de padronização do alimento no Mundo e defende a necessidade de que os consumidores estejam bem informados, se tornando co-produtores e participantes ativos na manutenção da agricultura, meio ambiente e ecologia.

O Slow Food conjuga o prazer e a alimentação com consciência e responsabilidade. As atividades da associação visam defender a biodiversidade na cadeia de distribuição alimentar, difundir a educação do gosto e aproximar os produtores de consumidores de alimentos especiais através de eventos e iniciativas.

A principal crença do Slow Food é que todos têm o direito fundamental ao prazer de comer bem e consequentemente têm a responsabilidade de defender a herança culinária, as tradições e culturas que tornam possível esse prazer. O Slow Food segue o conceito da ecogastronomia, reconhecendo as fortes conexões entre o prato e o planeta, ajudando na redescoberta do prazer de saborear um alimento e na compreensão da importância de conhecer sua origem, quem o produz e como é feito.

A associação acredita que o alimento deve ser BOM, LIMPO E JUSTO. O alimento que comemos deve ter bom sabor; deve ser cultivado de maneira limpa, sem prejudicar nossa saúde, o meio ambiente ou os animais; e os produtores devem receber o que é justo pelo seu trabalho. Tendo informação sobre como nosso alimento é produzido e apoiando efetivamente os produtores, nos tornamos parceiros no processo de produção.

Uma das maiores bandeiras do Slow Food é a defesa, manutenção e divulgação de alimentos em extinção pelo mundo todo. Essa lista conta com 750 itens, sendo 13 genuinamente brasileiros. A intenção é restituir ao alimento sua dignidade cultural, favorecer a sensibilidade do gosto e luta pela preservação e uso sustentável da biodiversidade. Protege espécies vegetais e raças animais, contribuindo com a defesa do meio ambiente, da cozinha típica regional, dos produtos saborosos e do prazer da alimentação.

Conheça mais o movimento Slow Food Brasil.

Confira matéria da REVISTA ÉPOCA sobre alimentos em extinção.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A Última Chance dos Vinhos Brasileiros?

VinhoemPauta
Todos nós queremos que a indústria de vinho brasileira seja um sucesso. Realmente existem alguns bons exemplos e nos orgulhamos com relação a isso, mas ainda há muito espaço para evolução. A hora é agora, antes que a competição com a Argentina e o Chile fique difícil demais, afinal eles já dominam o mercado.

O que acontecerá quando empresas sérias do ramo, de países como Austrália e África do Sul, que já possuem know-how, têm um grande potencial econômico e são muito bons em marketing decidirem olhar para o mercado brasileiro? Ou quando vinícolas estrangeiras que já estão no mercado de maneira passiva decidirem aumentar suas vendas no mercado nacional? Quando isso acontecer, e vai acontecer, é muito pouco provável que nossos vinhos sejam capazes de competir com os preços dos produtos que vêm de fora. O correto é estar preparado desde já. Os produtores de vinho nacional precisam trabalhar com estratégias para estabelecer a qualidade e o estilo do vinho brasileiro o quanto antes para assegurar a sua sobrevivência a longo prazo.

Uma das alternativas seria o governo criar barreiras comerciais para diminuir a entrada de vinhos importados. Isso seria uma medida desesperada e protecionista, que não beneficiaria o consumidor em nada e muito menos ajudaria no desenvolvimento da indústria. A criação dessas barreiras poderia diminuir a evolução do nosso mercado ainda mais e, por exemplo, aumentar o espaço para as cervejas, já favorecidas pela legislação.

A idéia mais inteligente seria considerar os vinhos importados como oportunidade de termos boas referências e não ameaça. Uma vinícola não precisa ser grande, ter fundos ilimitados e empregar consultores caros para garantir a qualidade. Há exemplos de famílias pequenas gerindo vinícolas no Brasil que estão alcançando boa qualidade com consistência devido à determinação e grande atenção aos detalhes. Os vinhos podem não ser sempre perfeitos, mas mantém padrões consistentemente altos e há uma ambição latente contínua e dinâmica que rege a melhoria do produto.

O que se precisa nesse momento são de visitas, seminários, workshops, opiniões e sugestões de pessoas com um alto nível de expertise técnica. Até aconteceram essas atividades há pouco tempo atrás, mas nada perto do nível ou da frequência que nossa indústria requer. Existem indivíduos brilhantes espalhados pelo mundo que poderiam trazer know-how. São eles que precisamos recrutar para compartilhar seus conhecimentos e experiências, não jornalistas obscuros.

Não devemos parar de falar e trabalhar apaixonadamente em nossos vinhos, mas a indústria deve se profissionalizar para aumentar a qualidade do que é produzido por aqui.










quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Brasil Lança sua Primeira Água Gourmet

                  

A Schincariol lançou a primeira água gourmet produzida no Brasil: a FYS (For Your Sense). E ela já nasce com a chancela da ABS - Associação Brasileira de Sommeliers.


A FYS vem com a intenção de ser um produto de alta gastronomia e será comercializada nas versões com e sem gás.

A FYS, em ambas as versões, passa por rochas ricas em substâncias minerais alcalino-terrosos, com elevado teor de bicarbonatos e cálcio, sendo capaz de diminuir a acidez estomacal, favorecendo a digestão.

Os preços de venda sofrerá variações de acordo com o ponto de venda, mas custará em torno de R$6,00 a garrafa com 330ml.

Segundo Mário Telles Jr., vice presidente da ABS, essa água tem aromas da natureza, mineralidade e acidez equilibrada, leve e refrescante. Destaca que a temperatura correta de degustação fica entre 10° a 12°C para a sem gás e entre 8º e 10°C para a com gás. Lembra também que as águas premium ou gourmets não devem ser consumidas com limão ou gelo.

Quanto à harmonização, as águas leves devem ser acompanhadas de vinhos e pratos leves. Já águas mineralizadas  têm corpo mais estruturado e pedem um vinho mais encorpado e pratos mais pesados ou condimentados. A temperatura da água deve ser ligeiramente mais alta do que a do vinho para evitar distrações.

De acordo com Telles Jr., a FYS sem gás vai bem com vinhos sauvignon blanc, prosecco, riesling renano, moscatel, chardonnay e destilados brancos como vodca e cachaça branca. Enquanto a FYS com gás acompanha bem vinhos à base de cabernet sauvignon, carmenere, tannat, shiraz e malbec ou destilados envelhecidos em tonéis de madeira como uísque, conhaque e cachaça envelhecida.


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Amaranto, o Super Alimento


EmagracerDasfutil
Grão andino ainda pouco conhecido no Brasil, o Amaranto está desbancando a quinua e ganhando o status de Superalimento. Considerada quase milagrosa, a planta do Amaranto tem ainda uma vantagem: pode ser consumida em grãos, folhas, flores, flocos e farinha.

O Amaranto tem aproximadamente 15% de proteína com alto teor biológico, que tem todos os aminoácidos essenciais que o nosso organismo não produz, podendo ser comparada à proteína do leite. Também é fonte de cálcio biodisponível, que tem melhor absorção, o que não é comum em outros vegetais. Conta ainda com grande quantidade de fibras, fósforo, ferro, subtâncias antioxidantes, zinco e uma série de outros nutrientes. Não contém glúten, o que o transforma em mais uma opção para os celíacos.

Pesquisas da USP e da UNICAMP revelam que o Amaranto é um alimento funcional, com forte potencial para reduzir níveis de colesterol e pressão arterial e ainda exerce grande influência na regularização dos intestinos.

Uma das principais vantagens do Amaranto em relação a quinua real é a ausência de gosto residual, o que aumenta a aceitação para se fazer a substituição em farinhas, pães, farofas, bolos, sucos, doces, etc.

As pesquisas ainda vão continuar e o próximo passo é incluir a farinha de Amaranto em preparações  industriais, sempre com o objetivo de aumentar o valor nutricional dos alimentos.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Água e Café - Harmonização


Todos aprendemos na escola que a água deve ser insípida, inodora e incolor. Depois de adultos, descobrimos que ela só precisa ser incolor, pois os dois primeiros fatores podem variar. E é melhor que variem mesmo!

Dependendo da origem do aquífero, que pode ser natural ou de fontes artificialmente captadas, e da composição físico-química, ela apresenta qualidades de sabor e odor perceptíveis para quem tem paladar apurado. (Veja postagem sobre Águas de Luxo).

Mas, por que beber água com gás antes do café? Para sentir todas as nuances, limpar a boca e abrir as papilas gustativas. Na harmonização, a água é consumida também após a ingestão do café, dessa forma afloram novas descobertas sensoriais.

Combinada ao café, a água pode realçar as particularidades da bebida. Limpa o paladar para a chegada da bebida e potencializa qualidades, sejam elas positivas ou negativas, no caso de uma escolha infeliz.

A água pode ser mineral sem gás ou gasosa, naturalmente ou artificialmente. Com o café, ambas podem funcionar, melhorando a experiência de sabor. O ideal é que o consumidor, perdido entre tantas opções, escolha dois ou três produtos e deguste com o café de sua preferência, descobrindo as sensações que mais o agradam. Recentemente, a marca suíça NESPRESSO lançou um código de harmonização entre café, água, chocolates e destilados: o Coffee Codex (ainda sem tradução para o português). A publicação, voltada a chefs e sommeliers, é um guia de informações dos sabores, levando em conta combinações por aproximação e oposição.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Kobe Beef - O Ouro Vermelho



Kobe Beef é a carne mais cara e saborosa do mundo. Criada no Japão, tradicionalmente na região de Kobe, a carne é extraída da raça Wagyu.

Com um processo de produção rodeado de lendas, os bois têm aparência mais atarracada e pelagem mais densa do que a dos bois criados no Ocidente. Esse animais têm predisposição genética para acumular praticamente o dobro da quantidade de gordura das outras raças. Sua maior característica e diferencial é que essa gordura fica entremeada à carne, chamada marmoreio, que produz a super maciez do Kobe Beef.

Para um melhor resultado, os animais têm seus movimentos limitados, evitando o enrijecimento dos músculos. Recebem massagens, acupuntura, dormem sobre tapetes térmicos, ouvem música clássica e bebem cerveja e saquê.

O Kobe espalhou-se rapidamente pelos mercados mais ricos do mundo. Por seu preço, é chamado de "ouro vermelho". Comer um bife de Kobe pode custar até 800 dólares em Nova York. Um hambúrguer feito com a carne do boi japonês chega a 80 dólares. No Brasil, podemos encontrar a carne sendo vendida em torno de R$150,00/kg e o hamburguer a R$30,00 a unidade.

Com o bom uso da tecnologia e do grande investimento financeiro feito, o Brasil conquistou rapidamente, em número de cabeças de gado, o posto de quarto maior produtor de Kobe do mundo. Já existe até a Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Wagyu (em japonês, Wagyu significa gado japonês). 

Apesar disso, alguma pessoas consideram heresia chamar a nossa produção de Kobe Beef, pois não seguimos exatamente os mesmos rituais japoneses e o ambiente natural é bem distinto. Os Wagyus nacionais ficam soltos no pasto e enfrentam um clima mais quente, o que reduz sua fome. As massagens são esporádicas, o gado só vai para o confinamento meses antes do abate e, o principal, a carne brasileira não chega ainda ao mesmo nível de "marmoreio" (grau de gordura entre as fibras), principal critério de avaliação de qualidade de um Kobe Beef.

Veja aqui a tabela de comparação do gado Wagyu japonês e produzido no Brasil.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Os mais Caros e Inusitados Cafés do Mundo


Parece estranho para alguns e muito nojento para outros, mas os cafés mais valorizados são obtidos através de fezes e cuspes de animais selvagens.


O Kopi Luwak, conhecido há mais de 2 séculos, é o café mais caro do mundo. Chega  custar U$ 1.500,00 o quilo e U$ 150,00 a dose. O Kopi Luwak é retirado das fezes de um gato herbívoro selvagem, chamado Civeta (Luwak), que vive na Indonésia, Vietnã e Índia. Esses gatos só comem os grãos mais doces e maduros dos pés selvagens do café arábica da região. O sistema digestivo do civeta não consegue digerir por completo as semente do café, mas retira a polpa do fruto. Com isso, as enzimas digestivas e bactérias do animal acabam por processar os grãos de uma forma "toda especial".


 

Nós também temos um café especial, o tupiniquim Café do Jacu ou Jacu Bird Coffee para os estrangeiros. O Café do Jacu é produzido no Espírito Santo e custa em torno de R$ 300,00/kg. O processo de produção é basicamente o mesmo do Kopi Luwak, mas o animal envolvido no processo é uma ave, o Jacu. Antes vilão, pois consumia até 10% dos grãos de café da região, o Jacu passou a ser um herói, transformando os melhores e mais maduros grãos numa iguaria com alto valor agregado, que gera grandes lucros aos seus produtores.

Um terceiro, mas não menos especial, é um café produzido em Taiwan, na vila de Zangu, que é cuspido por macacos. Os grãos são indigestos para o animal, que depois de consumir a polpa madura do fruto, acaba por cuspir as sementes. O café de Zangu, chega  custar R$ 100,00/kg e tem um sabor mais doce do que o café comum, com notas de baunilha. Tem atraído amantes de café do mundo inteiro para essa pequena região.

Por serem produtos muito diferenciados e com uma produção pequena, praticamente todos esses cafés especiais são vendidos ao mercado externo para os grandes consumidores de café do mundo, como Nova York, Tóquio, Los Angeles e Londres.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A Volta do Arroz Vermelho



O arroz vermelho é um grão integral, muito mais nutritivo do que o arroz branco e cheio de atributos gastronômicos, como por exemplo o sabor amendoado, ligeiramente adocicado, com gostinho de mel. 

Culturalmente, é dono de muita história. De origem asiática, chegou ao Brasil por meio dos portugueses na época da colonização. Em meados do século XVIII, foi proibido pela Coroa portuguesa por interesses comerciais. Os registros históricos até apontam um curioso decreto do governador do Maranhão, Joaquim de Melo e Póvoas, que na ocasião  decretou que seu uso poderia implicar nas seguintes penas: “Homens livres: um ano de cadeia e pagamento de uma multa de 100 mil réis, sendo metade destinada às obras públicas e a outra metade ao denunciante; Escravos: dois anos de calceta (argola de ferro que é fixada no tornozelo do prisioneiro e ligada à cintura por meio de corrente) com surras espaçadas nesse espaço de tempo; Para os Índios, somente dois anos de calceta”.

Essa proibição durou quase 120 anos e quase fez o arroz vermelho desaparecer do país. Isso só não aconteceu porque, quase clandestinamente, algumas produções migraram para os sertões da Bahia, Minas Gerais e Paraíba. Hoje é em Santa Terezinha, no sertão paraibano, que está a Fazenda Tamanduá, empresa pioneira no resgate da produção da variedade ameaçada de acordo com o Greenpeace.

Existem ainda, muita gente que é radicalmente contra a produção de arroz vermelho no país, pois o consideram a principal planta invasora das lavouras de arroz e um dos principais fatores que limitam o aumento do potencial de rendimento das lavouras. O arroz vermelho é considerado a planta daninha que mais danos causa a rizicultura. As perdas de produtividade em lavouras infestadas com arroz vermelho podem facilmente superar os patamares de 30%. Altos níveis de infestação podem inviabilizar áreas de produção.
 
Segundo essas organizações, a presença dos grãos de arroz vermelho junto aos grãos de arroz contribui para a diminuição da qualidade física do arroz produzido, isto em função da diminuição do rendimento de engenho, aumento de grãos manchados e gessados. Por pertencer à mesma espécie do arroz cultivado e devido à semelhança entre ambos, principalmente com relação aos aspectos de biologia e fisiologia, o controle do arroz vermelho se torna bastante difícil.

Apesar de tudo, tem muita gente trabalhando em prol do arroz vermelho. Além da paraibana Tamanduá, a Ruzene também produz no interior de São Paulo. Mesmo não sendo em grande escala, o produto está cada vez mais presente no mercado e os chefs já se encarregaram de testá-lo em aplicações e receitas.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Trufas Brancas - Temporada Brasileira Supera Expectativas



O preço assusta e todos concordam que é caro. Apesar disso, os carregamentos de trufas brancas que chegam aos restaurantes de São Paulo têm durado muito pouco.

Em outubro, teve o início da colheita anual do cogumelo italiano, que agora em novembro chega à sua melhor fase. A temporada curta é o único período do ano em que se pode degustar essa rara iguaria ainda fresca, exalando o aroma intenso pelo qual é conhecida.

A nova safra foi abraçada por um seleto grupo de casas na capital paulista, mas suas cozinhas estão sendo pegas sem estoque, surpreendidas com a corrida dos paulistanos às mesas. Sucesso que até mesmo os chefs veteranos não conseguiram prever.

A trufa branca cresce debaixo da terra próximo às raízes de carvalhos na região do Piemonte (Itália) e sua "caça" é feita com cães farejadores. É a raridade do ingrediente e a dificuldade de sua colheita que faz com que ele seja um dos mais caros da culinária. Na Europa, o quilo gira em torno de R$ 6.000,00, chegando a custar R$ 11.000,00 aqui no Brasil. E a tendência é que esse valor aumente com o passar do tempo, pois  aprocura tem aumentado e a produção continua sendo, praticamente, a mesma.

Frágeis e extremamente perecíveis, os cogumelos são trazidos para o Brasil cercados de cuidados especiais, o que os encarece ainda mais.

Para o transporte, eles são embalados um a um em papel absorvente e armazenados em caixas que conservam a baixa temperatura. As trufas precisam ser mantidas em geladeiras, pois em temperatura ambiente, elas soltam todo seu perfume e acabam ficando sem sabor.

A embalagem individual, em que permanecem mesmo após o transporte, precisa ser trocada diariamente. Com esses cuidados, os restaurantes têm dez dias para utilizar a iguaria antes que ela estrague.

Quem não pode ou não quer pagar o preço de um menu com trufas brancas frescas, mas tem o interesse de conhecer seu sabor, pode buscar uma experiência parecida com o uso de produtos trufados, como azeites e manteigas, mesmo que a maioria deles seja aromatizada artificialmente.

Encontre pratos com trufas brancas nos seguintes restaurantes:

São Paulo

Piselli
R. Padre João Manuel, 1.253, Jardins, tel. 11.3081.6043

Zucco
R. Haddock Lobo, 1.416, Jardins, tel 11.3897.0666

La Tambouille
Av. Nove de Julho, 5.925, Jardins, tel 11.3079.6276

Vinheria Percussi
R. Cônego Eugênio Leite, 523, Pinheiros, tel 11.3088.4920

Curitiba

Durski
Av. Jaime Reis, 254, São Francisco, tel 41.3225.7893

Rio de Janeiro

Gero
R. Aníbal de Mendonça, nº 157, Ipanema, tel 21.2239.8158

Fasano Al Mare
Av. Vieira Souto, 80, Ipanema, tel 21.3202.4000

fonte FOLHA DE SÃO PAULO

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Alho Negro



O alho negro é o ingrediente da vez aqui no Brasil e talvez até no mundo inteiro. Muito tem se falado sobre ele, mas poucas pessoas ainda o conhecem e sabem sobre o processo que ele sofre para ficar assim.

Ele não é tingido com shoyu, não está impróprio para o uso e nem se trata de uma espécie geneticamente modificada. O alho negro é um alho normal, que passou por um processo de fermentação e envelhecimento em câmeras com temperatura e umidade controlada por cerca de um mês. Esse é o tempo para os açúcares e aminoácidos se unirem e  produzir uma substância chamada melanoidina, que é responsável pela coloração. Torna-se macio, adocicado e escuro. E, não tem gosto algum de alho.

A origem do processo de criação é disputado por japoneses e coreanos e só existe desde 2005, ou seja, é um produto novo para todos.

O processo originário do Oriente para fermentação e envelhecimento do bulbo comum traz nova cor à mesa. Com casca dourada e dentes escuros, pode levar a pensar que foi queimado ou está apodrecido, mas fica ainda melhor com o passar do tempo quando se tomam alguns cuidados de armazenamento. 

O alho negro é pouco conhecido no país, mas aos poucos vem sendo introduzido na gastronomia brasileira. O consumo ainda é restrito a restaurantes e aos poucos entusiastas que procuram por novidades. In Natura, só é encontrado com a Marisa Ono, que é a única produtora no Brasil e comercializa o quilo a R$100 mais o custo do frete.



fonte GLOBO RURAL

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Almoço - 03/11/10


Saladinha de folhas com tomate, cenoura, croutons e mini abobrinha grelhada com molho de emulsão de gorgoonzola.

Como é bom ter um amigo bioquímico para ajudar nessas horas...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Personagens do Vinho


Amplo, diversificado, repleto de nuances, o mundo do vinho conta com alguns personagens principais que precisam ser conhecidos e desmistificados.

O ENÓLOGO

É o profissional mais graduado de uma vinícola, tem formação acadêmica de nível técnico ou nível superior. Ele é o responsável pela elaboração dos vinhos. Cabe a ele todas as decisões relacionadas às diversas e complexas etapas de sua produção: análise do solo, métodos de irrigação, escolha das mudas, da melhor técnica para plantar, para podar, para colher, etc.

Após a colheita o enólogo define as técnicas de vinificação, os cortes (mistura de uvas), o tempo de amadurecimento e a hora de colocar o vinho no mercado.

A profissão de enólogo foi regulamentada recentemente - lei 11.476, de 29 de Maio de 2007.

O ENÓFILO

Enófilo é o apreciador da arte e do consumo do vinho. É aquele que gosta e se dedica, profissionalmente ou por prazer, a estudar o maravilhoso mundo dos vinhos.

De fato, o enófilo é o principal personagem do mundo do vinho. É ele que o faz girar, vai a feiras, degustações e apresentações, faz análises e considerações sobre os vinhos que toma, freqüenta confrarias ou encontros, está sempre em busca de novas experiências.

Enófilos são todas as pessoas que gostam de tomar vinho e de saber sobre ele. Nessa categoria, entram desde o que está dando os primeiros passos no mundo do vinho até o mais respeitado crítico internacional. Portanto, enófilo é você também, que está aqui, agora lendo sobre vinhos, mesmo que você ainda não soubesse.

O SOMMELIER

O Sommelier é o profissional responsável por tudo relacionado ao vinho no restaurante ou loja, como a escolha dos vinhos, a elaboração da Carta de Vinhos, a compra e reposição, o armazenamento e o serviço do vinho, bem como das outras bebidas.

No Brasil até agora não existe uma regulamentação da profissão de sommelier. O projeto está parado no Congresso Nacional. Por este motivo também não há uma escola responsável oficialmente pela formação desses profissionais, nem um currículo aprovado pelo MEC ou um diploma reconhecido.


O ENOCHATO

Talvez o mais famoso de todos os personagens do mundo do vinho. O enochato é aquele que usa seus conhecimentos, ou pseudo-conhecimentos, sobre vinhos para convencer-se que está acima, e bem acima, do resto dos mortais que não sabem o que ele sabe (ou pensa que sabe) sobre o assunto.

Muito fácil identificá-lo. Sempre num lugar público e, com a certeza de que está sendo observado, o enochato pega uma taça, faz cara de entendido, inclina o copo, cheira, gira o copo, cheira de novo, franze a testa, suspira fundo, olha para a platéia como quem vai ensinar alguma coisa e solta algum comentário incompreensível, geralmente idiota.

É, por causa deles que o vinho acaba tendo fama de coisa complicada, inacessível, sofisticada, exclusiva de gente rica, metida e, claro, chata. Todo mundo deveria ter a oportunidade de aprender a tomar vinhos, sem achar que o vinho e sua cultura representam chatice ou um bicho papão, cheio de mistérios e dificuldades.

fonte CORREIO GOURMAND

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Chefs Europeus Priorizam Comida Ecologicamente Correta



A cidade italiana de Turim sediou este mês o Salão Internacional do Sabor, um dos grandes eventos do setor. Chefs renomados se reuniram para apresentar suas criações mais recentes e mostrar que a arte culinária também se preocupa com o meio ambiente.

Sustentabilidade é a palavra chave do momento!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Almoço - 22/10/10


Sexta feira, dia de Junk Food!

Cheese salada com hamburguer caseiro com hortelã em pão de cerveja e queijo mussarela. Acompanhado de batatas fritas rústicas e a mágica maionese com cheiro verde e alho, sem ovo, e foi muito mais rápido e fácil de fazer, excelente oportunidade para as pessoas que evitam ovos crus, que não é nosso caso.

Tivemos que acertar uma receita sem ovos para poder utilizar maionese caseira no nosso restaurante. Aprovada!!

Cafés Brasileiros são Aprovados na Bolsa de NY


O Conselho Nacional de Café (CNC) divulgou que as negociações com cafés brasileiros lavados e semilavados foram aprovadas pela Bolsa de Nova York.

Atualmente, o café brasileiro é considerado uma commodity, enquanto 19 países da América Latina já tinham seus cafés de qualidade negociados em Nova York.

Os acordos para a negociação do café brasileiro vêm desde 2004. Agora é só esperar a direção da NYBOT (New York Board of Trade) validar a decisão do comitê e o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil ser oficialmente comunicado.

A qualidade do produto foi fator decisivo para a permissão ser concedida, mas um dos motivos que contribuíram para a conquista foi a escassez recente de grãos arábica lavados da Colômbia e América Central, que tiveram duas temporadas consecutivas de baixa oferta.

O Brasil nunca negociou esses cafés em Nova York porque a produção de cafés lavados e semilavados é recente, teve início somente há cinco anos.

O efeito da aprovação só será sentido entre 18 e 24 meses, depois de todos os contratos em abertos serem encerrados.

Mas a médio e curto prazo, o deságio dos cafés brasileiros frente aos colombianos e da América Central na Bolsa de Nova York vai diminuir, pois os produtores terão mais liquidez de sua produção e poderão conquistar novos mercados.


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Almoço - 18/10/10


Hoje foi dia de Jambalaya, com frango, pimentão amarelo, camarões, linguiça calabresa, cebola e páprica picante. Com uma pitada de Garam Massala que não faz parte do contexto, simplesmente não resistimos...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Almoço - 14/10/10


Fettuccine "carbonara" de linguiça caseira com brócolis romanesco.

Puxa, dois dias seguidos de brócolis e linguiça, não tínhamos reparado. Duas linguiças e dois brócolis diferentes. Não pudemos resistir ao ver brócolis romanesco, ou romano, sendo vendido na feira, na porta do restaurante.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

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