quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Comportamento de Consumidores de Vinho Mudou Desde 2008




O ultimo relatório da Wine Intelligence mostrou mudanças nas preferências dos consumidores de vinho nos últimos quatro anos. Os consumidores estão mais dispostos a investir em vinhos para consumir em casa do que sair para beber, como era costume.

O relatório também mostrou que a variedade e a familiaridade com a marca dos vinhos são os fatores que mais influenciam os consumidores na hora de comprar. Além disso, eles estão mais dispostos a deixar a quantidade de lado e pagar mais para consumir vinhos melhores. Segundo Richard Halstead, chefe de operações do Wine Intelligence, a era da recessão pós-2008 foi caracterizada por consumidores querendo manter seu estilo de vida através de hábitos de consumo mais inteligentes.

O aumento dos gastos em vinhos também foi parcialmente influenciado por uma mudança na estrutura de preços dos vinhos oferecidos nos supermercados, bem como uma mudança contínua no comportamento do consumidor. Os consumidores se acostumaram com a ideia de comprar boa comida e bom vinho para consumir em casa.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Rompimento de Fasano com Chef Reflete Mudanças na Alta Gastronomia de SP



A saída do chef Salvatore Loi do grupo comandado por Rogério Fasano, em junho, não foi resultado de uma disputa de egos entre dois "italianos sanguíneos". Foi o capítulo final de um processo de mudança que teve como pano de fundo uma transformação no mercado da alta gastronomia nacional.

Para Rogério, não havia saída: era mudar ou mudar. Neste novo cenário, não existia mais espaço para Loi, que comandava não apenas o Fasano paulistano, como também os demais restaurantes do grupo.

Rogério e Loi não quiseram comentar os detalhes do rompimento desse "casamento" de quase 13 anos.

Em uma entrevista de Loi, no final de junho, o chef afirmou ter saído devido à pressão para a redução de custos, de funcionários e do uso de produtos caros. Também disse que houve perda de clientes e que os investimentos, como a filial do Gero, em Brasília, não deram o retorno esperado.

Rogério sempre disse ter crescido aos "trancos e barrancos". A partir de uma confeitaria aberta pelo bisavô, em 1902, ergueu um império da gastronomia que se expandiu para a hotelaria e consolidou uma das marcas de luxo mais valiosas do país.

Sem controle de gastos, o grupo enfrentou problemas financeiros no fim da década de 90. O restaurateur teve de colocar "ordem na cozinha" para se adaptar aos novos rumos do mercado e preservar a saúde financeira do grupo. Afinal, nem só de badalação e lances criativos dos chefs vive a alta gastronomia paulistana, não mais.

O aumento da concorrência nessa elite dos restaurantes, os custos cada vez mais altos da mão de obra e a valorização do real, entre outros fatores, reduziram substancialmente as margens de lucro dessas casas. Não bastassem essas circunstâncias, a saúde financeira do grupo Fasano era afetada pelo estilo perfeccionista de Rogério. Resultado: em 2003, ele quase foi à falência.

Não restava outra saída que não fosse aderir a uma gestão empresarial, com um controle rigoroso de custos.


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