terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Vai Faltar Chocolate...


Chocólatras, segurem-se! Mas, se continuarmos com os nossos níveis de consumo atuais o chocolate pode se tornar um produto muito raro e, obviamente, caro daqui a vinte anos.

O problema, na verdade, é muito simples. De acordo com pesquisas, estamos comendo muito mais cacau do que produzimos o que indica que, se continuarmos nesse ritmo, o chocolate provavelmente vai acabar.

O cacau, atualmente, é muito desvalorizado – na África é possível comprar toda a coleta de um trabalhador por um real ao dia – e, além disso, por ser muito barato e por ser difícil de cultivar os agricultores têm mais vantagens cultivando outro tipo de produto, como seringueiras que produzem borracha.

O que isso significa na prática? O preço do chocolate irá aumentar, óbvio. De acordo com alguns pesquisadores mais alarmistas, o chocolate logo poderá ser tão caro, raro e “chique” como caviar.

Claro que o mercado tenta se adequar a tudo. O preço elevado do cacau, estimularia a produção, o que reduziria a cotação.

Existe também outra esperança, os cientistas da fabricante Hersheys conseguiram seqüenciar o genoma do cacau, fazendo com que no futuro fabricar o chocolate possa ser mais simples.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Micróbios Podem Ser Nova Prova do Fator Terroir nos Vinhos


O termo terroir, cunhado pelos vitivinicultores franceses, é difícil de descrever. Podemos simplificar, dizendo que terroir é uma determinada região que tem características próprias. Ele engloba diversas variáveis e, no fim, designa que um vinho feito nesse local, tem um sabor único, diferente de outro mesmo que feito com as mesmas uvas, com mesmo método, porém em outro lugar.

Mas como se prova que um vinhedo específico carrega mesmo uma assinatura singular que vai até o vinho finalizado? Segundo o professor David Mills da Universidade da Califórnia, a resposta pode estar nos microrganismos. A equipe do cientista pegou 273 amostras de uvas de quatro diferentes regiões da Califórnia de duas safras distintas e observaram-nas microbioticamente, analisando os fungos, bactérias, leveduras presentes em parcelas específicas de vinhedos. Ao mapear a sequência genética desses microrganismos, eles descobriram que diferentes regiões, diferentes variedades de uvas e diferentes climas apresentam padrões diferentes ao nível microbiótico.

“De certa maneira, o conteúdo microbiótico de uma uva na safra é um registro da história de vida dessa uva”, apontou Mills. Ou seja, os diversos micróbios que vivem na uva refletem o seu lugar, suas características genéticas e as condições ambientais. Esses resultados podem influenciar nas decisões enológicas. Por exemplo, em uvas Zinfandel, encontrou-se uma alta concentração de Gluconobacter, uma bactéria que podem produzir ácidos voláteis em excesso se não tratada com dióxido de enxofre. Um enólogo pode então fazer ajustes para não sofrer com isso.

Além disso, as composições microbióticas podem servir como barômetro na vinha sobre o potencial do vinho. “Se você souber quais padrões resultam em vinhos melhores e quais são os padrões perigosos, pode prever a qualidade antes da safra e mudar as coisas de acordo com seu desejo”, aponta o estudioso.

O cientista apontou ainda que não é necessário produzir “vinhos naturais” para que esses organismos vivam em suas uvas. Ele acredita que leveduras comerciais e adição de SO2 não eliminam completamente os micróbios que afetam o sabor dos vinhos finalizados. 

Porém, esses padrões de micróbios são apenas o primeiro passo para provar que é possível identificar o terroir em uma taça de vinho. Os pesquisadores precisam investigar se as distintas sequências microbióticas de uvas não fermentadas têm qualquer relação com os químicos que definem os sabores do vinho. “Terroir é sempre falado com um assunto provado. Não é. No tempo de Galileu, todo mundo estava convencido que o sol circundava a terra. Obviamente, isso se provou um erro. Não estou dizendo que as pessoas que acreditam nos impactos do clima e da geografia no sabor do vinho estão errados. Acho que estão certos. Mas eles precisam se livrar do lado anedótico e entrar nas hipóteses mecanicistas que podemos testar”, finaliza Mills.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Café em Super Slow Motion

Feito pela Spyhouse Coffee House, que fica em Minneapolis, no EUA. Esse lindo vídeo mostra um simples café espresso saindo de uma máquina em super slow motion.


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Crise na Alta Gastronomia Francesa!


O chef francês Erick Jacquin, radicado no Brasil desde 1994, está cético quanto à possibilidade de manter em São Paulo um restaurante no modelo tradicional da alta gastronomia francesa, o que levou ao gesto radical de fechar seu La Brasserie no início deste mês.

Com isso, Jacquin - chef repetidamente premiado como melhor francês da cidade- não somente priva seus clientes de sua arte: ele inaugurou uma era impensável, em que São Paulo, onde existem bons bistrôs, deixa de ter representante da alta cozinha mais emblemática do mundo.

"Passei um ano viajando pelo Brasil e observando o que as pessoas querem" disse o chef à Folha. "Acho que querem mais simplicidade no serviço, preços mais em conta", diz ele, que assina o menu do Tartar&Co., no Alto de Pinheiros. Umlugar que, bem-sucedido de público, aproxima-se mais dessa descrição.

"Não pretendo parar, mas chegou a hora de me reinventar", diz ele, que vislumbra um restaurante que não se limite a pratos simples de bistrô, mas onde a criatividade e a sofisticação das técnicas francesas sejam embaladas em ingredientes menos caros e serviço mais descontraído.

Enquanto se reinventa, Jacquin, foca seu trabalho em atividades paralelas aos restaurantes. Ele lançou nesta semana um site www.erickjacquin.com.br no qual promove suas atividades de consultoria a restaurantes e de eventos particulares.

QUADRO MUNDIAL

A crise dos restaurantes franceses de alta cozinha, que foram o emblema da gastronomia ocidental nos dois últimos séculos, não é exclusiva do Brasil. Na França mesmo, essas casas dão sinais de inviabilidade financeira.

Ao mesmo tempo, são símbolos de uma cultura que todos odiariam perder. Para tomar um exemplo, a ópera está longe de ser algo popular; mas continua existindo, contando com subsídios privados e públicos.

Já o grande restaurante não pode contar com esse tipo de apoio. Na Europa, ele tem encontrado sobrevida numa curiosa volta ao passado.

Os restaurantes franceses se espalharam pela Europa no começo do século 20 por meio da hotelaria. E, hoje, são os grandes hotéis, um pouco menos interessados no lucro do restaurante e mais no prestígio que trazem, que abrigam grandes chefs na França.

Outro caminho tem sido o da diversificação dos negócios em restaurantes mais baratos, que compensem o eventual prejuízo do restaurante principal. No Rio, o pequeno Olympe, de Claude Troisgros, funciona somente à noite (salvo às sextas) seis dias por semana. Mas o chef e seu filho tocam também outras casas, inclusive em shoppings, todas de preços mais acessíveis e grande procura.

Aparentemente, todo o setor da Gastronomia deve se reinventar...

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Degustação de Chás na Moncloa Tea Boutique



A Moncloa Tea Boutique promove degustação de chás no dia 17 de dezembro de 2013 das 17h às 21h. 

A tea sommelier Thalita Ferronato, que assina a carta de chás da Moncloa, fará uma degustação na loja com sete diferentes tipos de chás, quentes e gelados, mostrando o preparo e modo de servir. Além disso, a tea sommelier, que também representa a marca argentina El CLub del Té no Brasil, dará dicas de harmonização com comidas, Tea Drinks e benefícios do chá para a saúde. O evento é gratuito e aberto ao público. 

A Moncloa Tea Boutique fica no piso L3 do Pátio Batel.

Sobre a Moncloa Tea Boutique


Inspirada no charme e design dos melhores chás da Europa e Estados Unidos, a Moncloa Tea Boutique traz o conceito de chá gourmet com uma carta de chás composta de 25 sabores de vários lugares do mundo. A bebida é servida no local nas opções quente e gelada e vendida em latas ou pacotes de 45g. Bolachas, biscoitos, alfajores e waffles fazem parte do cardápio. Na boutique há também acessórios para o consumo da bebida, selecionados pela qualidade e pelo design. 

Serviço:

Moncloa Tea Boutique
Endereço: Pátio Batel – Piso L3 Loja 310 (Av. do Batel, 1868 I Batel I Curitiba-PR)
Horário de funcionamento: 10h às 22h (2ª a sábado) e 14h às 20h (domingos e feriados)
Telefone: 41 3020-3414
E-mail: contato@moncloa.com.br
Redes sociais: Facebook, Instagram,
www.moncloa.com.br

Imagens: http://www.mediafire.com/sorttiesolcriativas
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...