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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Insetos: A Comida do Futuro

Se você é daquele tipo de pessoa que está sempre se preocupando em ter uma alimentação mais saudável e em como incrementar as refeições para que elas fiquem mais nutritivas, é bom você começar a cogitar a introdução de insetos no seu prato.


Apesar de muita gente torcer o nariz com a idéia de comer esses bichinhos, a prática é muito comum em vários países, como Tailândia, México, Austrália e Colômbia. Inclusive, nos Estados Unidos existem festivais anuais de entomofagia (nome dado à prática de comer insetos). Nós já falamos sobre o assunto no post "Entomofagia, a Ideia de Comer Insetos", de 2011.

Segundo um estudo da Universidade de Oxford, publicado no European Journal of Clinical Nutrition, insetos seriam mais saudáveis do que carnes "comuns", como gado, porco e frango.


Na pesquisa, foram usados dois métodos distintos: o primeiro, chamado de modelo Ofcom, compara a quantidade de calorias, sódio, açúcar e gordura saturada existentes em cada porção de 100g do item estudado. O segundo modelo, chamado de Nutrient Value Scores, é parecido com o primeiro, mas também avalia as quantidades de vitaminas e minerais do produto.

No primeiro modelo não houveram diferenças significativas entre os nutrientes dos insetos e de outros tipos de carne, mas no segundo modelo, grilos, larvas, abelhas e besouros se saíram muito melhor do que carne de gado e de galinha.

Segundo os entusiastas da ingestão de insetos, essa poderia ser a salvação para acabar com a fome no mundo, com a vantagem de ter um baixo impacto ambiental quando comparado a outras formas de se produzir alimentos. 

Ainda, de acordo com um relatório das Nações Unidas, publicado em 2013, comer insetos pode ajudar a combater a obesidade, como explicamos no post "Comer Insetos Pode Ajudar a Combater a Obesidade".

Imagem: Bitty

A indústria alimentícia já está de olho na nova tendência, procurando meios de produzir alimentos que levem insetos em sua composição aumentando significativamente a quantidade de proteína em suas tabelas nutricionais. 

Em uma matéria publicada na CNN money, a Wayback Burgers, cadeia de restaurantes de fast food americana, lançará um milkshake chamado "Oreo Mud Pie Cricket Protein Milkshake" que será feito com um "blend" de grilos e chocolate. 
Imagem: CNN Money

De acordo com o gerente de marketing da rede, Gillian Maffeo, tudo começou como uma brincadeira no April's Fool (o equivalente americano ao primeiro de abril aqui no Brasil), mas a resposta dos consumidores foi tão boa que eles resolveram vender o produto de verdade. Mafeo diz ainda que cada milkshake conterá uma média de 96 grilos secos e moídos e a quantidade impressionante de 24g de proteína por porção.

Barrinhas de cereais feitas com farinha de grilo
Imagem: Chapul

Mas não é só de shake que vive a indústria dos insetos. Também já estão disponíveis no mercado biscoitos e barrinhas de cereais feitas de farinha de grilos. 

Cookies com gotas de chocolate e farinha de grilos
Imagem: Bitty

No post "Hamburguer de Besouro? Logo, Insetos Deverão Fazer Parte do Cardápio Ocidental", publicado aqui no blog em março de 2013, destacamos que o diretor florestal da Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas, Patrick Durst acredita que um dia teremos hamburgueres de besouros e grilos. “Eu já posso ver o momento em que poderemos comprar hambúrgueres de besouro nas seções de congelados dos supermercados”, disse Gates. O segredo, segundo ele, é como estes alimentos serão apresentados. Uma hipótese é atrair aqueles que priorizam saúde e o meio ambiente. 

E aí? Apeteceu??

sábado, 14 de março de 2015

Desvendando mitos

Todos já ouvimos alguém jurar que algum alimento faz mal pra saúde, ou que você PRECISA comer tal e tal legume para ter uma vida saudável. Mas será que tudo o que dizem por aí é verdade?

Pense bem antes de sair espalhando alguns mitos por aí!

1. Comer cenouras dá às pessoas visão noturna.


MITO! Não, comer cenouras, independentemente da quantidade, não vai te dar super poderes.

Esse mito nasceu durante a Segunda Guerra Mundial, quando surgiram rumores de que os pilotos britânicos de avião tinham desenvolvido visão noturna em conseqüência de sua dieta rica em cenouras.

O mito acabou virando até propaganda do exército britânico:




Claro, cenouras são super saudáveis e você não deve deixar de comê-las só porque elas não vão te transformar no próximo super-herói da Marvel. Elas contém vitamina A, que realmente ajudam a melhor a visão, porém, a visão noturna ainda é coisa só dos quadrinhos (pelo menos por enquanto!).

2. Açúcar deixa crianças superativas


MITO! Não há qualquer evidência de que o açúcar deixe o ser humano hiperativo, muito menos crianças. Obviamente, existem várias razões para você não deixar o seu filho se entupir de doces, mas esse, você pode descartar da sua lista.

3. Você precisa ingerir 8 copos de água por dia


MITO! Assim como o último mito, essa é uma afirmação que provavelmente você ouve sempre e que não tem qualquer tipo de evidência científica. 

Sem surpresa alguma, companhias que engarrafam água foram as primeiras a espalhar essa "recomendação", inclusive afirmando que uma desidratação leve poderia levar a doenças e as pessoas acabaram acreditando.

Na verdade, o quanto de água que cada um deve ingerir por dia varia de acordo com a idade, sexo e atividades diárias. Não há um número exato. Além disso, deve-se levar em conta que todos os alimentos que consumimos durante o dia possuem uma porcentagem de água em sua composição, e que também devem entrar na conta da hidratação.

4. Carboidratos são inimigos da sua dieta


MITO! Nem todo carboidrato vai sabotar o seu regime. 

Ao contrário, um estudo realizado com 10.000 americanos, em 2002, mostrou que aqueles que ingeriam uma maior quantidade de carboidratos eram aqueles que tinham uma dieta de menor calorias.

Os carboidratos fazem bem para sua saúde e ajudam a perder peso. Prefira legumes e grãos integrais pois eles possuem carboidratos complexos. Eles irão te ajudar a se sentir satisfeito com menos comida e por mais tempo, fazendo com que você coma menos durante o dia.




quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Bacon, manteiga e chocolate! Tá liberado, galera!!

                                                       Foto: The Telegraph

Para essa minha primeira postagem no GD, eu tenho uma ótima notícia para compartilhar com você, meu amigo e companheiro glutão.

Você se lembra de todos aqueles conselhos médicos e matérias em revistas e jornais que diziam que manteiga, bacon, carnes gordurosas, embutidos, e algumas outras delicias gastronômicas não faziam bem à saúde e deveriam ser banidos das nossas dietas?

Pois bem! Eis que novas pesquisas foram realizadas e adivinhe só: está tudo liberado, ou melhor, quase tudo!

Uma matéria, publicada no jornal inglês "The Telegraph" nesta semana, afirma que as pesquisas realizadas anteriormente e que nos levaram a acreditar que esse tipo de comida é um veneno foram baseadas somente na saúde de homens que já não eram saudáveis e que seus resultados nunca deveriam ter sido publicados.

Então, você deve estar se perguntando: "ok, então, o que eu posso comer?"

Vamos à lista:
1. manteiga e a mal vista banha de porco
2. leite integral
3. iogurtes integrais
4. tortas
5. bolos e biscoitos (com moderação, obviamente!)
6. carnes gordurosas
7. linguiças
8. BA-CON!!!
9. queijos e creme de leite
10. chocolate

Claro, ainda existem algumas restrições como frutose (com exceção da encontrada naturalmente nas frutas), pão branco, arroz branco, açúcar e comidas processadas (argh!). 

Mas, com o bacon, a manteiga e o chocolate liberados, quem é que liga pro arroz??

fonte THE TELEGRAPH


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Água de esgoto seria perfeita para fazer cerveja


Art Larrance é o mestre cervejeiro de maior renome do estado do Oregon, nos Estados Unidos. Como forma de chamar a atenção da sociedade para a importância do tratamento das águas residuais, ele reuniu colegas e o governo local para uma torneio em que venceria a melhor cerveja feita com a água da estação de tratamento do rio Tuolumne Tualatin.

Além da ação com objetivo social, ainda existe uma questão científica. Larrance afirma que a água tratada é realmente ideal para a produção de cervejas, já que o tratamento químico pelo qual passa a água residual a deixa com características muito próximos à água destilada usada na fabricação convencional.

"O processo deixa a água 'esterilizada' e, em seguida, são adicionados os minerais. Quando ele é feito, a água resultante atende todos os padrões de água potável", disse Larrance ao site da revista Fast Company.

"O desafio que temos por anos é que sempre encaramos o produto que tratamos, que é a água limpa, como algo descartável que deve ser jogado fora. Hoje, sobretudo pelos problemas que alguns enfrentam de escassez, estamos começando a perceber que esta água tratada é um recurso importante", disse.

Água residual tratada tem sido vista como uma solução para lugares onde as reservas do recurso são poucas, além de representar uma oportunidade para o desenvolvimento de novas tecnologias.

fonte ESTADÃO

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

McDonald's vira peça de Museu na Islândia


O último hambúrguer do McDonald’s vendido na Islândia, antes da rede fechar as portas no país, está em exposição pública, ao alcance de uma câmera de vídeo conectada à internet.

A cadeia de lanchonetes foi vendida na Islândia em 30 de outubro de 2009, no início da crise financeira global, e desde então o país não tem mais nenhuma loja do McDonald’s. No dia seguinte, Hjortur Smárason, um morador local, comprou o último hambúrguer da rede e transformou-o em peça de museu.

O sanduíche está em exposição sob uma campânula de vidro e pode ser visto no site do Bus Hostel em Reykjavik. Pela webcam, os internautas podem acompanhar a aparência do hambúrguer com o passar do tempo.

Quer ver o sanduba? 

Clique no link http://bushostelreykjavik.com/last-mcdonalds-in-iceland

Spoiler Alert! O sanduíche está igualzinho há cinco anos!

fonte ESTADÃO

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Mc Donalds revela como são feitas suas batatas fritas


Depois de mostrar como são feitos hambúrgueres e nuggets, A gigante rede de fast food resolveu mostrar agora como são feitas as batatas-fritas, um dos itens mais consumidos do seu cardápio.

Entre os ingredientes, estão dois aditivos à base de petróleo: DIMETILPOLISSILOXANO, um tipo de silicone não-tóxico usado para evitar que se forme espuma no óleo durante a fritura, e BUTILHIDROQUINONA (TBHQ), um antioxidante que age na preservação do alimento. Segundo a empresa, os dois produtos são seguros, têm seu uso justificado e são liberados por autoridades de saúde americana.

Em seguida, elas são mergulhadas em uma mistura de dextrose, um tipo de açúcar natural, que serve  para manter a cor dourada do alimento após frito. Também é usado o  pirofosfato ácido de sódio, que é levemente tóxico (duas vezes mais tóxico que o sal comum) e utilizado em pastas de dentes e detergentes, além de diversos outros alimentos industrializados, ele é utilizado para evitar que elas fiquem cinza durante o congelamento. Por fim, o sal entra na mistura.

Elas então são fritas pela primeira vez em uma mistura formada por óleo de canola, óleo de soja, óleo de soja hidrogenado, tempero com sabor de carne, trigo hidrolisado, leite hidrolisado, ácido cítrico e o dimetilpolissiloxano, citado acima.

Nas lojas, elas são fritas mais uma vez em um óleo similar àquele usado na fábrica, mas com um ingrediente extras: butilhidroquinona, que é um anti oxidante.

O jornal britânico Metro esclareceu que estes produtos químicos citados são usados apenas nas lojas dos EUA.

Um porta-voz do McDonald's, disse: "Os únicos ingredientes usados no Reino Unido são óleo vegetal, dextrose e sal".

E no Brasil?

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Menina Mostra Porque Você Só Deveria Consumir Orgânicos

Essa menina, americana, teve que apresentar um trabalho escolar sobre crescimento dos vegetais. Algo muito simples: colocar uma batata doce na água e acompanhar seu crescimento.




Bud Nip é um regulador de crescimento utilizado em muitos vegetais. Sua principal função é a de evitar que vegetais brotem depois de colhidos, aumentando assim seu tempo de prateleira (shef life).



quinta-feira, 3 de julho de 2014

Porque Cerveja Faz Bem às Mulheres


Ano a ano, a cerveja tem conquistado espaço no público feminino e em torno de 58% das mulheres já declaram preferência pela bebida, segundo pesquisas. Um dado interessante é que o consumo pela grande maioria (63%) delas tende a ser de forma moderada, isto é, ingerindo não mais do que duas latas por ocasião.

Quando se fala em saúde da mulher, os benefícios observados com maior destaque são os relacionados à saúde cardiovascular, estendendo-se em menor escala para o controle do peso corporal, manutenção da saúde óssea e até para o envelhecimento de forma mais proveitosa.

Para o professor doutor em ciências biológicas pela UFRJ Fredson Costa Serejo, os benefícios são os mesmos para todas as idades, porém destaca-se o período da menopausa, principalmente no que diz respeito à saúde óssea.

Nesta fase ocorre uma diminuição importante dos níveis de estrogênio, o que pode prejudicar a densidade mineral óssea, tornando-os mais frágeis. Tanto o malte quanto o lúpulo da cerveja são fontes de polifenóis que durante a fermentação produzem subprodutos dentre os quais os flavonóides, poderosos antioxidantes. Estes atuam prevenindo processos anti-inflamatórios e tem um poderoso efeito estrogênico que protege a massa óssea no período pós-menopausa — explica o especialista.

- Os estrogênios são hormônios sexuais femininos envolvidos em diversas funções corporais. Estudos epidemiológicos demonstram que o risco de doenças cardiovasculares é maior em mulheres na fase de pós-menopausa, possivelmente porque os estrogênios participam do controle dos níveis de colesterol e da regulação da pressão arterial. Observou-se que o consumo diário de uma lata de cerveja ao longo de um mês poderia aumentar o colesterol HDL (colesterol bom) em mulheres, o que previne a deposição de placas de gordura nos vasos, além de favorecer o transporte do colesterol em excesso para o fígado, para que seja removido do organismo. Do mesmo modo, detectou-se que tal quantidade de cerveja seria capaz de reduzir os níveis de fibrinogênio, uma proteína envolvida na coagulação do sangue, em 80% dos indivíduos estudados, considerando que os altos níveis desta substância estão relacionados com a formação de coágulos que podem entupir os vasos sanguíneos. Segundo um estudo realizado com 6.793 indivíduos em três países europeus, quem consome doses moderadas de cerveja ainda apresenta menores níveis sanguíneos de alguns marcadores de inflamação, os quais quando aumentados, indicam maior risco de eventos cardiovasculares.

- A cerveja possui uma combinação de fatores nutricionais e antioxidantes, além da baixa concentração de álcool, que promovem a redução do risco do desenvolvimento de aterosclerose e infarto, assim como parece estar envolvida na proteção de doenças neurodegenerativas. Nutricionalmente destacam-se as vitaminas do complexo B, em especial a niacina, envolvida no metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras, que auxiliam no metabolismo energético do organismo — afirma o doutor Fredson.

O consumo moderado de cerveja seria também capaz de estimular a produção de um hormônio no tecido adiposo chamado adiponectina, que atua no metabolismo de gorduras. Níveis elevados desse hormônio estão associados com menor risco de doenças cardiovasculares e no melhor controle do peso corporal. O acompanhamento indicou que a ingestão diária de uma ou duas latas de cerveja por mulheres na pré-menopausa resultou em aumento dos níveis de adiponectina em torno de 8% após três semanas de consumo regular.

Com relação à saúde óssea, a cerveja é considerada fonte de silício, mineral que tem sido fortemente associado à redução da perda de massa óssea na fase de pós-menopausa, uma vez que está envolvido nos processos de produção de colágeno, componente fundamental dos ossos. A cerveja possui fitoestrógenos, que têm o potencial de mimetizar algumas das ações benéficas dos estrogênios naturais, como a renovação da estrutura óssea. Estudos que avaliaram a densidade de massa óssea de mulheres em pós-menopausa têm evidenciado resultados positivos quanto ao consumo moderado de cerveja e proteção contra a osteoporose nessa fase da vida.

O consumo dessa bebida leve e refrescante, cada vez mais apreciada pelo público feminino, pode trazer múltiplos benefícios à saúde da mulher quando consumida de forma moderada, sem esquecer-se da importância dos hábitos de vida saudáveis, como uma alimentação equilibrada e a prática regular de exercícios físicos.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Açougue de Jamie Oliver é Fechado por Falta de Higiene



O açougue Barbecoa, propriedade do chef britânico Jamie Oliver em Londres, esteve fechado por 24 horas em janeiro por inspetores da vigilância sanitária do Reino Unido. Segundo os agentes, foram encontradas fezes de ratos, carnes mofadas e carne de vitela vencida no depósito do estabelecimento. As informações são do jornal britânico The Times, que teve acesso aos documentos da inspeção.

Segundo a revista TIMES, foi próprio açougue optou por abaixar as portas até que as condições de higiene estivessem adequadas. “Os inspetores viram melhoramentos na questão da higiene”, afirmou o porta-voz do açougue de luxo à agência italiana de notícias Ansa,.

Segundo a agência de notícia Reuters, o chef de 38 anos controla 35 restaurantes no Reino Unido e em mais sete países e tem fortuna estimada em 225 milhões de libras (cerca de 732 milhões de reais). Tudo proveniente de um verdadeiro império gastronômico formado por livros, programas de televisão, uma escola de culinária, serviços de bufê e restaurantes.   

Essa não é a primeira vez que um estabelecimento do grupo sofre com esses problemas...

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Peixe Panga Faz Mal, Verdade ou Mentira?


Quem me conhece sabe que sou chef de cozinha e fui proprietário de restaurante há alguns anos atrás. Nesse tempo, virei um fâ do peixe Panga. Sua carne é macia, saborosa e é um peixe muito fácil de se trabalhar. Sem contar o preço, que é sempre muito baixo, sendo sempre um dos peixes mais baratos à disposição. Só reclamo do Panga quando o vejo sendo vendido como linguado em alguns restaurantes.

De textura inconfundível, o segredo do Panga é tirar aquela gordura. Se isso não for feito, ele se transforma em uma carne forte e pesada, que não lembra em nada sua leveza e maciez.

Por todos esses motivos, chegou a vez de defender o bichinho daquele eterno email que todos recebem falando muito mal desse belo peixe.

Texto alarmista

Foi 2009, que esse texto super alarmista começou a circular pela internet. O autor, muito preocupado com nossa saúde, pedia para que todos avisássemos o maior número de pessoas para não comer esse peixe, pois sua carne estaria contaminada com altos índices de venenos e bactérias.

Verdadeiro ou Falso?

Analisando o e-mail – que sofreu várias alterações com o passar do tempo – podemos verificar que ele possui vários indícios que caracterizam uma boa farsa da web:

-Cita nomes de entidades para dar mais crédito à notícia;
-É impreciso e contraditório em vários pontos;
-Apela para o lado emocional do leitor;
-Usa em certos trechos letras maiúsculas para chamar a atenção do leitor;
-Não cita as fontes de onde a tal noticia foi retirada;
-Não é datado;
-Trata de um assunto que interessa a muitos leitores: a saúde;
-Pede para ser repassado para o maior numero de pessoas possível;
-Logo no primeiro parágrafo, o texto afirma:
“REPASSANDO COM URGÊNCIA – FATO COMPROVADO – REPASSEM PARA TODOS OS SEUS CONTATOS…”

Já começa bem! Repasse para todos os seus contatos um fato comprovado. Comprovado por quem?

Mais abaixo, o texto cita a ASAE (Sociedade Americana de Engenheiros Agrônomos), mas não mostra nenhum link ou recorte de jornal para comprovar que a tal Sociedade tenha publicado tal notícia.

O autor (ou quem acrescentou o texto na mensagem original) ainda mistura o perigo do consumo do peixe Panga (Pangasius hypophthalmus) a uma contaminação que teria ocorrido na época em que o presidente do Brasil era o Sarney. Trecho igualmente sem datas ou fatos concretos que atestem a veracidade da informação.

Quem escreveu o texto afirmou que um dia estava comendo em um restaurante self-service quando teve a curiosidade de examinar um dos filés de peixe. Na verdade, o autor afirma que levou o peixe para análise, mas não apresenta nenhuma prova ou o resultado dessa análise. Será que teria levado a um laboratório? Será que a análise foi feita ali mesmo, no restaurante?

O texto prossegue e afirma que dentro das postas do peixe servido havia filamentos e esses filamentos eram vermes de dois centímetros. Será mesmo?

E ainda: Ao analisar o peixe, o autor concluiu que a amostra era “de água doce, proveniente de rios extremamente poluídos de excrementos, dejetos e toda sorte de poluição biológica, física e química devido, entre fatores diversos, à maciça ocupação de barcos que servem de vias e moradias que constituem aglomerados populacionais de pessoas carentes de serviços sanitários e salutares”! Que análise, hein?

Uma dúvida: Será que essa análise feita em apenas um filé vale para todos os peixes Panga?

Mais adiante, o e-mail afirma que:

“Os Pangas estão infestados com elevados níveis de venenos e bactérias. (arsênio dos efluentes industriais e tóxicos e perigosos subprodutos do crescente setor industrial, metais pesados, bifenilos policlorados (PCB), o DDT e seus (DDTs), clorato, compostos relacionados (CHLs), hexaclorocicloexano isómeros (HCHs), e hexaclorobenzeno (HCB)).”

Um parágrafo com tantos nomes complicados e com muitas siglas. Com tantas informações assim dá até preguiça de verificar se o parágrafo é real! É mais fácil repassar o texto. Mas será que tudo isso é verdade?

De acordo com uma análise feita em novembro de 2009 pela DECO Proteste (Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor) – onde foram testadas 5 marcas de filé de Panga congelado – foi encontrada uma bactéria chamada Listeria monocytogenes, porém em uma quantidades tão insignificantes que não chegam a ameaçar a saúde de ninguém!

Além disso, a DECO também não encontrou metais pesados e tampouco resíduos de medicamentos anti-infecciosos.

Também é bom ressaltar que, conforme observado pelo site Agrolink, “O Panga é cultivado há mais de mil anos no Rio Mekong, no Vietnã, um dos maiores rios do mundo, localizado no sudeste asiático. Há muitos anos, é exportado para mais de 240 nações, entre elas os Estados Unidos, todos os países da Comunidade Européia, Japão, Rússia, Austrália, entre outros. Só este fato bastaria para atestar sua qualidade e segurança para o consumidor. Ainda assim, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) do Brasil realizou uma série de análises nesta espécie, com o objetivo de confirmar a alta qualidade do produto, que foi aprovado sem restrições.”.

Notícias sobre intoxicação

Pesquisando por noticias sobre o peixe Panga nas versões online dos jornais A Folha de São Paulo e do Estadão não encontramos nada sobre casos de intoxicações ou envenenamento relacionados ao consumo do dito peixe. Será que a mídia estaria escondendo o fato? A troco de quê? 

O e-mail ainda afirma no próximo parágrafo que não há nada de natural nos Pangas! Sinceramente, não dá para entender o que querem dizer com isso. Não é natural um peixe que come restos de peixes mortos?

O autor do texto também compara o Panga às vacas loucas que, segundo ele, seriam vacas que se alimentavam de vacas. Segundo o Como as Coisas Funcionam, acredita-se que nos anos 1990 a doença que atacou as vacas teria sido causada pelo consumo de ração contaminada. Como boa parte da ração britânica era composta por ossos de carneiros (e a doença surgiu primeiro nesses bichos), deduziu-se que a doença teria se propagado dessa forma. Em carneiros. Não em vacas!

A seguir, o texto alerta:

“Basicamente, são peixes com hormônios injetáveis (produzidos por uma empresa farmacêutica na China) para acelerar o processo de crescimento e reprodução. Isso não pode ser bom.”

Apesar do e-mail não dizer o nome da empresa farmacêutica chinesa, e importante avisar que o tratamento de peixes com o uso de hormônios não é exclusividade do Panga. Outros peixes também recebem essa “ajudinha” de seus criadores com hormônios naturais e/ou sintéticos. Será que esses hormônios fazem mal apenas ao Panga? A solução seria banir todos os peixes das refeições?

No trecho abaixo, o autor do texto alarmista conta que:

“Ao comprar Pangas estamos colaborando com empresas gigantes sem escrúpulos e gananciosas que não se preocupam com a saúde e o bem-estar dos seres humanos.”

O parágrafo acima talvez sintetize uma insatisfação de muitos produtores nacionais que estariam tentando boicotar a

importação do peixe vietnamita. Um exemplo disso é a notícia publicada no JusBrasil mostrando que a importação do peixe Panga teria sido suspensa em 2010 em Santa Catarina (e no resto do Brasil). O motivo: O preço do peixe importado estava abaixo do valor do peixe produzido aqui no nosso país. O mesmo motivo também é apontado por Jomar Carvalho Filho em seu artigo sobre a concorrência desleal que o importado teria sobre os nacionais.

Essa briga com os importados também ocorre em outros países: A agência de notícias BBC conta que nos Estados Unidos as autoridades do comércio decidiram impor tarifas extras sobre importações de produtos vindos de 2 países da Ásia.

Origem

Ao que tudo indica, o texto foi escrito em um blog de uma moça chamada “Pris” em junho de 2008. O texto não está mais online. Pris, conforme ela mesma afirma em sue blog, está (ou estava) morando no Vietnã e escreveu esse texto baseando-se em um documentário em francês e também nesse texto sobre o Panga. Alguém, em algum momento, traduziu o tal artigo e espalhou em português.

Conclusão:

Até onde se sabe o peixe Panga não é venenoso e não faz mal para quem o consome. Todavia, assim como todos os alimentos, é preciso que se tenha higiene ao prepará-lo. Verifique também a procedência de tudo que vai comer.

fonte E-FARSAS

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Superalimentos Podem Virar Supervilões?


Eles são saudados como a grande chave para a boa saúde, os chamados superalimentos podem fazer mais mal do que bem!

Essa foi a tese defendida pela especialista em nutrição inglesa Petronella Ravenshea para a revista americana Vogue. Alimentos como goji berries, quinoa e couve podem causar uma série de problemas que vão do mau funcionamento da tireoide à artrite. No artigo publicado na edição deste mês da revista, ela sentencia:

- Meu único comentário sobre esses alimentos é que eles devem ser evitados.

A especialista explica, por exemplo, que a couve pode interferir na função da tireoide quando ingerida crua.

Além disso, Petronella destaca que comer muitos grãos como quinoa - independentemente do quão saudáveis elas são - pode causar sobrecarga de compostos potencialmente irritantes ao intestino. Isso está relacionado ao fato dessas substâncias não estarem tão livres do trigo como nós imaginamos.

Já os goji berries são ricos em um composto químico que aumenta o risco do surgimento da chamada “síndrome do intestino permeável”. O consumo também deve ser moderado, especialmente para quem tem artrite.

A moda dos superalimentos

Segundo informações do jornal britânico Daily Mail, pesquisadores constataram que, no ano passado, 61% das pessoas compraram alimentos ou bebidas porque tinham rótulos de superalimento.

A Associação Dietética Britânica também chegou a alertar que muitos desses produtos nos dá falsas expectativas sobre seus benefícios. Por exemplo: precisaríamos beber 13 doses de suco de goji berry para obter tantos antioxidantes quanto uma maçã vermelha.

Ravenshear acrescenta que as sementes de chia - outro favorito de celebridades - também pode causar problemas intestinais. Embora ricas em proteínas e ômega -3, elas incham até formarem uma massa gelatinosa no estômago. Ainda que possam ajudar a reduzir o apetite, esses alimentos também são ricos em fitatos, compostos antioxidantes que têm o potencial de inibir a absorção de certos minerais, aponta a nutricionista.

Ela explica que o apelo em torno dos superalimentos está relacionado ao desejo de que exista uma “bala mágica” que faça perder peso, promova desintoxicação e rejuvenescimento. Por isso procuramos produtos que preencham essas lacunas nutricionais.

- Muitos são os alimentos antigos que foram redescobertos, adicionando uma camada extra de intriga para suas histórias. O cacau, por exemplo, vem dos maias e astecas; e o amaranto e a quinoa eram usados pelos incas. Elas podem ser exóticos e cheios de promessas, mas não precisamos comer frutas pouco conhecidas de lugares distantes ou alimentos de civilizações antigas para ficarmos bem - observa Petronella.



O que devemos comer?

Diante de tantas dúvidas, em que superalimentos devemos acreditar? A nutricionista lembrou que, no final do ano passado, peritos do Instituto de Medicina Funcional da Inglaterra votaram nos seguintes alimentos como benéficos para a saúde: abacate, espinafre, algas, romã, blueberries, brócolis, salmão do Alasca, amêndoas, óleo de coco, azeite e chá verde.

No entanto, alguns especialistas têm uma posição ainda mais forte: a de que os produtos que dizem prevenir o câncer na verdade podem fazer o contrário: ajudar a casuar a doença. É o caso do cientista James Watson - que ajudou a descobrir a estrutura do DNA. Em entrevista ao jornal britânico “Daily Mail”, ele disse que a cura para muitos cânceres permanecerá impossível a menos que os cientistas repensem o papel dos antioxidantes, incluídos em pílulas de vitaminas e alimentos como amoras e brócolis.

Segundo ele, muito se acredita que os superalimentos melhoram a saúde e combatem o câncer por enxugar as moléculas de oxigênio chamados radicais livres. No entanto, Watson argumenta que esses radicais podem ser a chave para a prevenção da doença, e esgotá-los pode ser contraprodutivo.

Watson ainda explica que um grande número de estudos já definiram que os antioxidantes, incluindo vitaminas A, C e E, não apresentam nenhum eficácia óbvia na prevenção do câncer de estômago ou no prolongamento da vida.

- Em vez disso, eles parecem encurtar um pouco a vida de quem os toma. A vitamina E pode ser particularmente perigosa - disse ao jornal britânico Daily Mail.

fonte O GLOBO



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