segunda-feira, 9 de maio de 2011

Apesar de Tabu, Produção de Carne de Cavalo Cresce na Argentina


Considerado um dos povos mais carnívoros do mundo, os argentinos vêm consumindo cada vez mais outros tipos de carne além da bovina. Mas o hábito argentino tem alguns limites, como a carne de cavalo, rechaçada pela maioria da população. O paradoxo dessa história é que enquanto comer carne equina é considerado tabu em muitas partes da Argentina, o país é um dos maiores produtores mundiais do alimento.

Por muitos anos, a Argentina chegou a ser o maior exportador no mundo da carne de cavalo. A carne equina é exportada principalmente para Rússia, que compra metade da produção, e também para Holanda, França, Itália, Japão, Bélgica e Alemanha.

Os fãs de carne de cavalo garantem que ela é mais saudável e tem menos colesterol que a bovina, além de ter maior concentração de ferro e de estar livre do risco de febre aftosa. Na Argentina, a produção da carne equina começou a crescer a partir de 1995, quando uma lei regulamentou a atividade.

Antes disso, a criação de cavalos para consumo doméstico era proibida. Isso porque, em um país de forte tradição no campo, o animal é considerado um companheiro do homem e não uma fonte de alimento.

Em 2010, foram sacrificados mais de 150 mil cavalos na Argentina para suprir a demanda do exterior, segundo dados da Senasa (Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agrária e Alimentação, com sigla em espanhol). No total, o país tem 1,9 milhão de cavalos registrados.

Apesar de ser um líder mundial na exportação da carne equina, com 23 mil toneladas comercializadas para o exterior, o negócio representa apenas uma fração de seu comércio exterior. O valor gerado por esse negócio em 2010 foi de 75 milhões de dólares, o que é muito pequeno se comparado ao mais de US$ 1 bilhão gerado pela carne bovina e os US$ 17 bilhões da soja.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Google Mostrará Interior de Restaurantes



O Google está criando um serviço chamado Google Business Photos. Pelo nome, parece se tratar de algo chato, mas não é. É uma super ferramenta, muito semelhante ao Google Street View, mas que mostra o interior de restaurantes, lojas e hotéis.

O serviço permitirá que empresas cadastradas no Google Street View mostrem o interior do seu estabelecimento. O serviço será produzido por fotos justapostas, exatamente do mesmo jeito que o Google Street View. Obviamente, não entrará nenhum carro fotografando cada estabelecimento. O serviço deverá ser solicitado pelos empresários, que devem se inscrever no Google solicitando a visita de um fotógrafo da empresa. Atualmente, já existem diversos fotógrafos percorrendo os establecimentos de cidades selecionadas dos EUA, Japão, Austrália e Nova Zelândia.

O projeto ainda não tem data prevista de lançamento, mas especula-se que dentro de uma semana já estará no ar. Não existem informações se o serviço será disponibilizado no Brasil. Nós temos grande interesse que chegue logo nas terras tupiniquins...

A ação do Google faz sentido, já que o Bing está a frente do mercado de fotos de interior com seu Photosynth, que permite que donos de estabelecimentos enviem fotos panorâmicas do local.

Veja abaixo o vídeo de lançamento feito pela empresa, uma animação muito simpática.



quinta-feira, 5 de maio de 2011

Culinária Brasileira Busca seu Lugar na Gastronomia Mundial


Os sabores característicos da tradicional cozinha brasileira receberam, e ainda recebem, influência de diversos outros países. Contudo, nos últimos anos há um movimento no sentido de buscar uma nova identidade da cozinha local, que já seduz a crítica internacional. Apesar disso, o trabalho deve continuar, para que possamos conquistar os paladares mais exigentes e marcarmos de uma vez por todas nosso posicionamento na gastronomia mundial.

Segundo o crítico gastronômico Álvaro Cézar Galvão, a gastronomia que está sendo feita no país é a base de produtos que só nós temos. São receitas de nossas avós que têm se somado às novas técnicas, obtendo novos sabores e texturas. Para ele, a recente classificação do restaurante paulistano D.O.M. entre os dez melhores do mundo é o resultado do trabalho de uma nova geração de chefs brasileiros que compreenderam que não é preciso mais copiar o que vem da Europa.

Alex Atala se declara entusiasmado com tudo que tem acontecido. Segundo ele, nós brasileiros sempre fomos orgulhosos quanto ao futebol e música, mas quando o assunto é cozinha, sempre quisemos parecer europeus. Alex acredita que a gastronomia brasileira está atravessando um momento de transformação e a nova geração de chefs têm cada vez mais orgulho de ser brasileira. O chef descreve essa nova gastronomia como a arte de aproveitar o melhor momento dos ingredientes e das receitas brasileiras, somados às influências de outros lugares.

Segundo Helena Rizzo, chef do Mani, eleito o 74° melhor restaurante do mundo, a gastronomia brasileira não deve se isolar no processo de busca e construção da identidade brasileira. O ideal seria continuar descobrindo ingredientes e aproveitar as características do Brasil de abraçar, com muita facilidade, influências de fora. Helena considera que a principal característica é a combinação da aposta pelo produto originalmente brasileiro somado à diversidade mundial. Ela se mostra otimista sobre a aceitação das novidades culinárias por parte de um consumidor que, apesar de ter preconceitos, é aberto e sente curiosidade.

fonte FOLHA DE SÃO PAULO

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Cerveja Brasileira Ganha Duas Estrelas em Teste Internacional


A KAISER (sim, a KAISER) conquistou pela segunda vez um título no Superior Taste Awards do ITQI (Internacional Taste & Quality Institute) em Bruxelas, na Bélgica. No ano de 2009, a marca faturou sua primeira estrela. Neste ano, a cerveja foi contemplada com duas estrelas, sendo um total de três. O selo da premiação já está disponível nas embalagens do produto.

O júri do ITQI é formado por chefs e sommeliers que avaliam e prestigiam bebidas e comidas de qualidade superior em todo o mundo. O Superior Tast Award é o maior reconhecimento atestado pela organização e tem reconhecimento internacional.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Cake Pops




O cake pop, que também pode ser chamado de cakeballs ou cakesides, promete fazer sucesso e entrar na briga para decretar o fim do reinado do seu primo mais velho, o cupcake. Essa nova invenção vem fazendo sucesso nos EUA e, aos poucos, começa a chegar aos blogs e festas de criança pelo Brasil. A novidade não deixa de ser um bolo apresentado em um palito, como se fosse um pirulito, e servido, mais ou menos, como se fosse um sorvete.

De uma forma geral, o bolo é produzido e, depois de frio, é esfarelado e misturado com alguns cremes para dar liga. Os principais são creme de leite, leite condensado, nutella, doce de leite, um brigadeiro um pouco mais líquido, cream cheese, entre tantos outros. Depois de pronta a mistura, a massa é moldada em um palito e levada ao freezer por pouco tempo, para que fique bem gelada, mas sem chegar a congelar.

Depois de moldados, a decoração tende ao infinito. Pode ser cortado, moldado em diversas formas e decorados dos mais variados jeitos. Alguns  chegam a virar pequenas obras de arte na mão de gente talentosa e especializada. Combina  muito bem com festas de aniversário, chás de panela e casamentos modernos.

fonte PETITCHEF

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O Uso de Cada Tipo de Óleo


Óleos são usados para diversas preparações culinárias. Para algumas é opcional, para outras indispensável. Com ele é possível fritar, guisar, saltear, selar, refogar e até temperar. Os óleos são, por definição, substâncias viscosas, líquidas e imiscíveis com a água, ou seja, não se misturam sem o uso de algum agente emulsificante. Eles podem ser usados como lubrificantes de motores, combustíveis e na alimentação, obviamente. Mas a origem do produto é que dita as regras. Os melhores para a gastronomia são os de origem vegetal – extraídos de plantas oleaginosas. Vejam alguns exemplos de óleo e suas melhores qualidades.

Soja

Conhecida há aproximadamente cinco mil anos, a soja é considerada um dos cereais essenciais na alimentação humana, pois possui alto valor protéico. Seu óleo refinado é usado como matéria-prima na produção de margarina, gordura vegetal, maionese, tempero de salada, além do tradicional óleo de cozinha. Esse é utilizado principalmente para frituras, pois confere leveza aos alimentos sem que eles fiquem “encharcados”. O óleo de soja ainda é muito requisitado na cozinha profissional, devido ao seu baixo custo e pela neutralidade de sabor, ou seja, não interfere nos demais sabores.

Girassol

Originário das sementes da própria flor, cuja planta chega a alcançar 3 metros de altura, o óleo de girassol é conhecido como um dos mais versáteis. Ele pode ser consumido a frio, com molhos, em temperos de saladas ou em maioneses. Esse óleo é visto como uma alternativa saudável e é indicado na dieta para pessoas que visem a redução do colesterol. O óleo de girassol é mais leve que o de soja, mas o uso é praticamente o mesmo.

Milho

O milho é um cereal que se espalhou pelo mundo após o descobrimento das Américas, pois era cultivado nessas terras há quase cinco mil anos. Atualmente, é muito utilizado na alimentação animal. O óleo é extraído do germe de milho e tem diversas aplicações, como na indústria farmacêutica, cosmética e veterinária. Na alimentação humana, ele é visto como uma das alternativas saudáveis, pois também contribui para a redução do colesterol ruim. Pode ser usado na preparação de pratos e temperos de saladas, assim como o óleos de soja e de girassol. Aguenta mais temperatura do que o óleo de girassol.

Canola

A canola é originada a partir de modificações genéticas feitas na Colza, planta cuja composição apresenta compostos tóxicos que a impedem de ser utilizada para fins alimentícios. Por conta deste processo, pode ser considerado um óleo artificial. Com cor amarelada, odor e sabor suaves, o óleo de canola é muito utilizado na América do Norte, mais especificamente no Canadá. Ele é visto também como um óleo saudável, pois ajuda a equilibrar o colesterol e apresenta baixo índice de gorduras saturadas. Assim é um forte aliado para aqueles que possuem doenças de coração. É um óleo diferenciado devido aos diversos fins que lhe são dados, além de poder atuar como substituto ao óleo de soja, girassol e milho, podendo ser usado para variadas preparações, quentes ou frias.

Veja nossa postagem sobre óleo de canola.
 
Amendoim

O fruto é originário da América do Sul. Seu óleo é muito conhecido pelos antigos cozinheiros. Ele sempre foi muito utilizado devido à leveza, que proporciona melhor digestão, e à grande concentração de vitamina E. O óleo de amendoim é extraído das sementes descascadas e sem película. Agora, de volta às prateleiras dos supermercados, seu consumo tem aumentado. Ele tem diversas aplicações, como na indústria cosmética e de sabões. Na alimentação, pode ser usado para saladas, preparações sofisticadas (principalmente nas comidas asiáticas) e, especialmente, para frituras, pois tem alto ponto de fumaça, que gira em torno de 230°C. Pode ser utilizado como substituto ao azeite de oliva.

Gergelim

A planta do gergelim é de fácil cultivo em áreas secas, o que acabou facilitando a ampliação de sua produção, originária na Ásia e África. O óleo é extraído da semente prensada a frio e possui um sabor característico, o que altera a preparação final. O óleo de gergelim possui propriedades antioxidantes, isto é, age contra a ação dos radicais livres, além de possuir alto índice de ômega 3, 6 e 9. Por essas e outras qualidades, o óleo de gergelim é conhecido por trazer benefícios à pele, à memória e ao corpo de uma forma geral. Na alimentação, ele é muito utilizado na cozinha oriental, pois possui um sabor particular que concede sabor característico aos pratos. O óleo de gergelim deve ser usado com cautela, pois seu sabor é muito forte e pode acabar com qualquer preparação se usado em exagero.

Linhaça

Cultivada desde a antiguidade na Índia, a linhaça é utilizada para a produção têxtil. O óleo é extraído da semente a frio e devido a um sabor amargo característico, é muito indicado para saladas e pratos frios. O óleo possui alta sensibilidade. Por isso, para cozimentos, não deve ser usado em temperaturas muito altas.

Reciclando o óleo

O destino dos óleos depois de serem usados é uma grande preocupação para os ambientalistas. Normalmente, o fim mais rápido e prático é o ralo da pia. Ao longo do tempo o acúmulo dessas substâncias, que não se dissolvem e nem se misturam com a água, causam entupimento da rede de esgotos. A solução é a reciclagem, que pode ser feita através da coleta nas casas e empresas. Assim, o óleo pode ser transformado em biodiesel, um combustível mais limpo que os derivados de petróleo, que ao ser queimado libera na atmosfera menor quantidade de gás carbônico. Em algumas cidades, a coleta dos óleos já utilizados tem sido feita pela prefeitura. Em outras, algumas ONGs se tornam responsáveis por essa função.

Leia nossa postagem sobre destinação do óleo de cozinha.

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