segunda-feira, 11 de julho de 2011

Chefs se Dividem Entre uso de Carvão, Lenha, Pedra Vulcânica ou Gás

 

Uma boa pizza não tem mais sido feita no forno a lenha. O churrasco também não tem sido mais feito com carvão. A grande novidade tem sido o uso de gás para essas preparações. Segundo alguns especialistas, defensores da mudança, não existe qualquer prejuízo relacionado ao sabor. Eles apoiam a tese da utilização do gás em defesa da preservação ambiental, higiene e uniformização da temperatura, que permite um melhor controle do cozimento dos alimentos.

De um lado, um número crescente de empresários de restaurantes vem aderindo a fornos "flex" (no qual o calor é gerado pelo gás) para assar pizzas e grelhar churrascos em pedras vulcânicas. Do outro, alguns acreditam que nada substitui o calor e o defumado típicos das brasas vegetais.

Roney Moreira da Forno Flex, maior empresa do mercado de fornos híbridos, tenta quebrar o mito de que a lenha deixa a massa com sabor defumado, afirmando que a fumaça sobe e a pizza fica no mesmo nível da lenha, sem que entrem em contato.  

Conforme já publicamos, existe sim uma mudança de sabor na queima de lenha e carvão em relação ao gás. "A madeira em combustão exala vapores aromáticos que se impregnam no produto, ou seja, o assado fica levemente defumado. E é justamente esse sabor que tanto nos agrada. Ainda existe uma outra vantagem: pode-se usar diferentes tipos de madeira, mudando o sabor da defumação." Veja a postagem completa: Forno a Lenha, Realidade ou Ilusão?

A questão ambiental tem sempre um peso importante na hora de optar entre gás ou madeira, mas não há resposta simples para essa escolha.

Embora a lenha vinda de reflorestamento possa ser considerada fonte de energia renovável, pesam contra ela as dificuldades de armazenamento e os incômodos da fumaça, que exigem investimentos altos em filtros para reduzir os impactos nocivos.

Equipamentos que utilizam gás, por outro lado, "têm maior eficiência energética, porém o balanço de carbono é negativo [relação entre a quantidade de carbono emitida e o reflorestamento feito para compensar a emissão]", diz Carlos Eduardo Beduschi, da Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Efeito Similar ao da Maconha Pode Explicar Gula por Alimentos Gordurosos


Um estudo feito por cientistas da Universidade da Califórnia revelou que a gordura contida nos alimentos, como as batatas fritas, desencadeiam um mecanismo biológico de gula no organismo muito parecido com os efeitos da maconha. A larica para os mais íntimos.

A pesquisa descobriu que quando provaram comidas gordurosas, ratos utilizados como cobaias na pesquisa começaram a produzir substâncias químicas conhecidas como endocanabinóides, uma espécie de lipídios biologicamente ativos que exercem um efeito semelhante ao da maconha sobre o indivíduo. A larica para os mais íntimos.


O processo tem início na língua, onde as gorduras contidas no alimento geram um sinal que vai do cérebro para o intestino através de um nervo chamado de vago. Lá, ocorre o estímulo na produção de endocanabionóides. A substância provoca uma onda de ativação celular que induz à ingestão desenfreada de alimentos gordurosos. A larica para os mais íntimos.

Todos sabem que comidas gordurosas podem ter um um bom sabor, mas os mecanismo moleculares e sinais por trás dessa resposta eram desconhecidos. Agora, segundo a pesquisa, sabemos que comidas gordurosas geram um sinal na língua que leva o intestino delgado a produzir as substâncias químicas conhecidas como a maconha natural do corpo humano, que induzem ao consumo de gordura '', afirma Daniele Piomelli, que comandou a pesquisa.

A pesquisa pode inclusive indicar novos caminhos na luta para conter a obesidade e outras doenças segundo os cientistas envolvidos no estudo. A ampla disponibilidade de alimentos gordurosos em países industrializados é considerada um fator determinante para condições como a obesidade, diabetes, câncer e doenças cardiovasculares.

O estudo sugere que pode ser possível conter a compulsão de se comer alimentos gordurosos ao se obstruir atividades endocanabinóide por meio da utilização de medicamentos que bloqueiam a ação desses lipídios.

Como essas drogas bloqueadoras não precisam penetrar no cérebro, elas não teriam porque causar efeitos colaterais, como ansiedade e depressão, que surgem quando a ação endocanabinóide é bloqueada no cérebro, segundo Piomelli.

Essa pesquisa pode, inclusive, ser relacionada a essa postagem anterior do nosso blog: Tem Maconha no McDonald's?

fonte UOL

terça-feira, 5 de julho de 2011

Chefs Mais Premiados do Mundo se Juntam para Formar Manifesto


Eles são conhecidos como o G-9 da cozinha mundial. Tidos como os maiores chefs internacionais, Ferran Adrià, René Redzepi, Yukio Hattori, Massimo Bottura, Michel Bras, Dan Barber, Gastón Acurio, Alex Atala e Heston Blumenthal vão se reunir em setembro para criar a "declaração de Lima".

A nata da cozinha mundial permanecerá durante 48 horas num local secreto no Peru para formular um manifesto sobre os novos rumos da gastronomia global e o papel dos grandes chefs.

Segundo Gastón Acurio, a gastronomia mundial precisa de cozinheiros ativistas, militantes, que não se isolam na cozinha, atuam para preservar a natureza, promovem comércio justo e oportunidades econômicas para pescadores e lavradores.

Na prática, o G-9 quer que os chefs sejam exímios conhecedores e aplicadores de técnicas, mas que também entendam a história da cozinha, a influência de adubos no sabor dos ingredientes, a importância de comprar produtos de pescadores que respeitam regras ambientais, entre tantas outras atitudes.

Para o americano Barber, o papa da cozinha sustentável, um dos pontos que constarão da "declaração de Lima" é o dever dos chefs de se envolver mais na criação de diferentes sementes. Assim, evitam transportes longos, que prejudicam o ecossistema e o sabor da comida. "Muitos alimentos não têm gosto de nada porque são resultado de cruzamentos para obter espécies que duram mais nas prateleiras, resistem melhor ao transporte e dão safras maiores, não para ter mais sabor", diz Barber.

ANTROPOLOGIA

No Brasil, o chef Alex Atala diz que o manifesto deve ressaltar a importância da história da cozinha e da antropologia para os cozinheiros.

Segundo Atala, conhecer a história da cozinha é fundamental, saber de onde veio a "nouvelle cuisine" e como chegamos até Ferran Adrià. "Estamos virando a página, entrando no pós-Adrià, e não sabemos aonde vamos dar."

Atala menciona como exemplo da importância da antropologia o valor dado ao dinheiro pelo caboclo. "Nas comunidades com as quais eu trabalho que me fornecem ingredientes, eu tentava pagar com dinheiro e eles não queriam, preferiam que eu pagasse com celular."

fonte FOLHA DE SÃO PAULO

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A Pressa é Inimiga da Refeição


Como já postamos anteriormente (veja aqui), o Movimento Slow Food é muito mais do que comer de forma tranquila. O princípio básico é o direito ao prazer da alimentação, utilizando produtos artesanais de qualidade especial, produzidos de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto as pessoas responsáveis pela produção. Mas realmente a parte de se alimentar de forma tranquila ainda é considerada muito importante.

Na correria do dia a dia, a maioria das pessoas come com pressa, sem mastigar direito. Mas a economia de alguns minutos na agenda custa caro para a saúde. Comer depressa pode causar problemas de estômago e dificuldade na absorção dos alimentos. Isso acontece porque sem a mastigação adequada eles não são bem triturados e chegam em pedaços grandes ao estômago. O resultado é uma digestão inadequada, que pode fazer a pessoa sentir azia, refluxo e uma série de outros problemas.

Desacelerar na hora de comer ainda tem outra vantagem. O contato do alimento com o estômago estimula a produção de substâncias que fazem o organismo “entender” que você está satisfeito. Para chegar ao cérebro, essa mensagem de saciedade leva, no mínimo, 15 minutos. Isso quer dizer que se uma pessoa terminar a refeição em dez minutos, por mais que tenha preparado um prato rico em nutrientes e adequado à sua dieta, é grande a chance de continuar sentindo fome e partir para uma segunda rodada, comendo além de suas necessidades. Ou seja, comer depressa demais, além de tudo, engorda.

Por outro lado, se o alimento permanece por um tempo maior na boca, além de ser amassado e chegar ao estômago com uma consistência mais adequada, a própria ação da saliva já começa o processo de digestão. A mastigação prepara o alimento para que suas vitaminas e minerais sejam mais bem absorvidos pelo corpo. Se ela não for bem realizada, boa parte dos nutrientes passa sem proveito pelo intestino e é eliminada direto nas fezes.

Segundo Vilani Dias, nutricionista, não existe um número ideal de mastigações, embora alguns especialistas sugiram que a cada garfada se deva mastigar pelo menos 20 vezes. Ela prefere raciocinar em termos de tempo. Sua recomendação é que um almoço ou jantar não leve menos do que meia hora, o tempo necessário para o organismo tirar dos alimentos os melhores resultados.

Abaixo, seguem algumas dicas para que todos tenhamos uma refeição melhor:

- Tranquilidade: se você mora longe de casa e precisa recorrer a restaurantes na hora do almoço, procure os estabelecimentos mais sossegados. Locais barulhentos e cheios de gente costumam deixar as pessoas agitadas, fazendo com que tenham mais pressa de comer e ir embora.

- Acompanhado: se possível, no trabalho, coma junto com colegas. Comer conversando faz, por exemplo, você dar mais pausas entre uma garfada e outra, levando mais tempo na refeição.

- Talheres: tente repousar os talheres na mesa depois de algumas vezes que levar o alimento à boca, buscando relaxar e mastigar com calma. No começo pode parecer estranho, mas serve como exercício e é capaz de trazer resultados.

- Sabor: sempre que possível, busque extrair da comida o maior prazer buscando a mais saborosa. Não se contente em “encher a barriga” porque está mais perto ou é mais barata. Pesquisar e variar são maneiras de achar outras alternativas pelo mesmo preço. “Apreciar a comida é uma ótima razão para comer devagar, pois quando as pessoas não gostam do que estão comendo acabam engolindo ainda mais depressa”, observa Vilani.

- Fome: faça pelo menos um lanche entre o café da manhã e o almoço, de preferência com pães integrais, frutas, sucos ou iogurtes. Isso ajuda a não chegar com tanta fome à mesa e a comer mais sossegado.

- O começo: comece a refeição com saladas verdes, legumes e grãos, já que esses alimentos por si só exigem mais mastigação.

fonte TERRA
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