terça-feira, 9 de agosto de 2011

Dia dos Pais no Vila Roti



No próximo domingo, dia 14 de agosto, o Vila Roti abre suas portas exclusivamente para o Dia dos Pais com um almoço com pratos especiais, muito lúpulo e cevada. "Temos parcerias com diversos cervejeiros da cidade. Para o Dia dos Pais, ofereceremos opções de uma das melhores: a Way Beer, que é premiada e, pelo cuidado com a qualidade de seus produtos, tem tudo a ver com o Vila Roti", explica o chef Fábio Pimentel, sócio-proprietário do restaurante.

No menu, pratos especiais para o dia e opções do cardápio normal que agradarão a todos da família. De entrada tem a Salada Caesar Roti com alface americana, tiras de frango grelhado, bacon e lascas de parmesão ao molho caesar, que entra em cena somente nesta data. Destaque também para a Brandade de Bacalhau com purê de batata salsa e nozes, acompanhado de torradas. O Barreado de Javali cozido à exaustão e acompanhado de arroz de castanhas brasileiras e pirão do caldo do cozimento, é uma opção diferenciada, que harmoniza muito bem com os chopes servidos no dia. Além disso, outros pratos como o Peixe com Legumes e o Spaghetti Carbonara de Lingüiça Blumenau, foram especialmente selecionados para a ocasião. Para sobremesa a novidade é a Tartelete de Nutella com compota de laranja Kinkan.

No dia serão servidos três tipos diferentes de chope: o American Lager (claro, 100% puro malte), o APA (American Pale Ale, eleito pela Revista Maxim como o melhor Pale Ale do Brasil) e o Irish Red Ale (uma cerveja em que o malte é o protagonista). A Way Beer é uma cervejaria curitibana que está no mercado desde 2010 e trabalha só com cervejas artesanais. Cada chope consumido vale uma rotizeta, que dá direito a outro.

No menu kids tem o rotiburguer, que é um cheeseburguer artesanal com queijo gouda, salada verde, batatas fritas e maionese sem ovos. Além disso, eles podem montar brincando um delicioso prato escolhendo a proteína e os acompanhamentos. Por exemplo, o mignon pode ser combinando com o fettuccine artesanal com molho de queijos ou batatas fritas e o frango empanado com purê de batatas. Para sobremesa tem brigadeiro de colher.

Reservas antecipadas pelo telefone 41 3352-0226 ou contato@vilaroti.com.br.

Serviço:
Data: 14 de agosto
Horário: 12h às 16h
Local: Rua David Carneiro, 469 I São Francisco I Curitiba-PR
Cartões: American Express, Diners, Mastercard e Visa. Todos os cartões de débito e tickets refeição.
Tem ambiente climatizado, acessibilidade para portadores de necessidades especiais, acesso wi-fi.
Informações: www.vilaroti.com.br

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Manifesto de Ferran Adriá Sobre a Cozinha Molecular


Parece claro que, a essa altura, se as perguntas que costumam me fazer em entrevistas servem como guia, todo o mundo culinário deve considerar que sou o pioneiro, o criador, o máximo representante da cozinha molecular. Não exagero caso diga que, em nove de cada dez entrevistas, fazem referência a esse fato, quando na verdade eu jamais disse coisa alguma a respeito, e aliás nem considero que minha cozinha seja "molecular". Por isso, gostaria de expressar por escrito minhas opiniões quanto ao assunto. Para começar, é importante para mim assinalar que o trabalho dos cientistas merece o mais absoluto respeito, a máxima admiração, e que já há séculos eles vêm realizando um trabalho de máxima seriedade; seria imperdoável recair na frivolidade.

O termo "cozinha molecular" veio precedido por outro, "gastronomia molecular". Pela metade dos anos 80, uma série de cientistas fãs da gastronomia (Nicholas Kurti, Harold McGee e Hervé This, entre outros) começaram a se interessar pelos processos físicos e químicos que aconteciam na cozinha. Tratava-se de um movimento que buscava elucidar o motivo dessas reações, e que recebeu o nome de "gastronomia molecular". Na realidade, se tratava de uma prática comum há décadas na indústria de alimentos, que nesse caso apresentava uma novidade fundamental: a de tomar por centro a cozinha. Começaram a partir dali a divulgar os frutos de suas pesquisas, e inclusive publicaram seus resultados com sucesso, mas infelizmente, salvo em ocasiões raras, esse movimento não atraiu grandes cozinheiros.

Mas devemos ser equânimes e colocar as coisas no contexto. A gastronomia molecular jamais pesquisou, por exemplo, coisas que hoje constituem o diferencial entre a cozinha atual e a de uma década atrás, como os novos hidrocoloides (agentes de adensamento, emulsão, gelificação etc.) Afirmar que o uso desses produtos é cozinha molecular não deixa de ser uma forma de confundir o público, como também o seria afirmar que a elaboração de uma espuma ou sorvete salgado por um cozinheiro obedece a razões científicas.

No nosso caso, até 2003 os contatos que mantivemos com o mundo da ciência foram esporádicos, e o que conhecíamos de Harold McGee e Hervé This se limitava a contatos em congressos daquele período (a exceção foi uma palestra de This a que assistimos em Biarritz em 1996). Por isso, não podemos dizer que nossas criações (nascidas de uma busca simplesmente culinária) tiveram base científica. Para oferecer outro exemplo, quando em 1998 descobrimos que o agar-agar era capaz de suportar temperaturas elevadas e criamos uma gelatina quente, a descoberta se baseou simplesmente na observação, sem qualquer base científica. Limitamo-nos a empregar a informação que obtivemos na prática.

A partir de 2003, começamos a colaborar com Pere Castells, cientista amante da gastronomia, o que conduziu por exemplo à criação da Fundación Alicia. Com Pere, pudemos concretizar o que havíamos tentado em ocasiões anteriores com outros cientistas, em diálogos que não chegaram a bom porto, já que estabelecer um sistema de trabalho não era nada fácil. Foi então que começamos a trabalhar de maneira séria, durante 18 meses, e nos demos conta da dificuldade que existia para estabelecer esse diálogo. Entre os frutos concretos da colaboração está, por exemplo, a publicação do Léxico Científico Gastronômico, uma ferramenta com a qual desejamos estabelecer uma ponte entre esses dois mundos.

Mas retornando ao meu papel como "pioneiro" da cozinha molecular. Preciso ser radical quanto a isso. Creio que se trata, nada mais, nada menos, que de uma operação de marketing, e creio que não podemos confundir o público afirmando que a cozinha molecular é um tipo de culinária. Na realidade, por mais que hoje exista vontade de conhecer os processos científicos que acontecem na cozinha, são duas atividades distintas. Se falamos de cozinhar, a pesquisa não deixará de ser um apoio. Cozinhar significa conhecer (a história, a técnica, os produtos, a tradição e a modernidade, os processos culinários), pensar, testar, refletir, escolher e também pesquisar. Se para o resultado final é necessário recorrer à ciência, ou estudar livros de história ou de qualquer outra disciplina criativa, esse fato será simplesmente um conhecimento que incorporamos à nossa filosofia de cozinha.

Essa confusão foi um dos motivos que nos levou a redigir a "síntese de nossa cozinha", ou seja, os 23 pontos com os quais pretendíamos definir e delimitar nossa maneira de entender e praticar a cozinha. Essa síntese nos serviu para muitas coisas, e entre elas darmo-nos conta de que o papel da investigação e da ciência, se bem que importante, fica limitado a um de seus 23 pontos. A cozinha é mais, ou é outra coisa, pois, repito, é preciso ter o máximo respeito pelo mundo científico, um respeito que deveria começar por não banalizar seu trabalho. A partir de hoje, se algum cozinheiro desejar definir seu trabalho como cozinha molecular, tem toda a liberdade para fazê-lo. Mas insisto que, em nosso caso, a classificação não procede.

Tradução de Paulo Migliacci











sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O que Fazer Quando a Pimenta Arde? Água Resolve?



Denis Lee é famoso no Youtube por fazer videos explicativos sobre diversas situações do cotidiano. Neste, em especial, a conversa é sobre a atuação da pimenta na boca e explicando se a água realmente refresca numa hora dessas.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Vinhos Bag-in-Box



O movimento começou com o uso de rolhas sintéticas e as cápsulas Stelvin, mais conhecidas como screw caps ou tampas de rosca. Elas surgiram com o objetivo de diminuir o tremendo prejuízo que as vinícolas vinham sofrendo com a contaminação das rolhas de cortiça pelo TCA, substância química que faz os vinhos apresentarem um gosto de papelão molhado e mofo, a que normalmente se dá o nome de “sabor a rolha”, proveniente de uma contaminação por uso de uma rolha de cortiça de má qualidade.

Esse composto químico inutiliza qualquer vinho, mesmo os mais caros. Indiretamente a nova vedação também acabou diminuindo os custos pela eliminação da rolha tradicional em vinhos mais baratos. No início houve restrições quanto ao uso dessa modalidade de fechamento, mas não por razões técnicas. O principal argumento era a falta do charme e ausência do ritual que envolve o desarrolhar de uma garrafa em certas ocasiões. Com o tempo a novidade acabou sendo bem aceita até para vinhos de qualidade superior.

Mais recentemente apareceu no mercado brasileiro outra novidade: vinhos em caixas de papelão corrugado. Ao contrário da vedação esse método de embalagem tem sido mais difícil de aceitar, pois desde o século 18 os vinhos sempre foram engarrafados. Aos que imediatamente rejeitam a ideia por associá-la a outros produtos como leite e sucos, é preciso esclarecer que não se trata de uma caixa tipo Tetra Pak, mas sim de uma engenhosa invenção para ser adotada em algumas situações, até com vantagens sobre a garrafa. A embalagem chamada Bag-in-Box consiste, como o próprio nome diz, de uma bolsa numa caixa. A bolsa é feita com diferentes camadas de filme plástico flexível onde o vinho é contido sem contato com o ar. À medida que é servido por uma torneirinha na parte inferior da caixa, a bolsa vai se desinflando em torno do conteúdo remanescente.

Como o oxigênio não atinge o vinho, qualquer que seja sua quantidade na bolsa, a oxidação é mínima e o vinho pode ser consumido sem perda da qualidade original por até seis semanas depois da abertura. A capacidade das caixas é superior ao conteúdo das garrafas normais, sendo de três e cinco litros as mais comuns. Seu formato retangular permite empilhamento, são fáceis de manusear e, além de tudo, recicláveis. Muitos produtores estão preferindo esse tipo de solução para vinhos mais simples, pois o preço é 30% inferior ao da garrafa de vidro. Além de leves e mais seguras para transportar, também não estão sujeitas ao TCA. Para resfriar rapidamente vinhos brancos, a bolsa pode ser retirada da caixa e colocada em balde de água gelada. Na temperatura correta retorna à caixa para ser servido.

Como a bolsa não é totalmente hermética, os vinhos Bag-in-Box não servem para guarda e devem ser consumidos dentro do tempo prescrito na embalagem, normalmente até nove meses. Porém, isso não impede que seja utilizado com sucesso em várias situações. Em casa, por exemplo, como vinho para o dia a dia, mais de uma caixa pode ser "aberta" simultaneamente para servir pequenas doses ou maiores quantidades em festas familiares. Os restaurantes mais simples poderão servir vinhos em taça sem risco de oxidação, ao contrário dos que permanecem nas garrafas abertas. Nas cozinhas - neste caso sem restrições de padrão - os profissionais contarão sempre com vinhos frescos para uso na panela em receitas mais sofisticadas.

Existem ainda outras opções de armazenamento de vinhos, mas nada que afete o mercado dos tradicionais vinhos em garrafa, que ainda é a maneira mais charmosa de comercialização da bebida de Baco. 

fonte TASTE

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O Espumante Brasileiro é o Melhor da América Latina


“Sem dúvida alguma, o espumante brasileiro é o melhor da América Latina!” Esta afirmação foi feita pelo enólogo francês Michel Rolland, considerado um dos mais importantes e influentes do mundo, durante o evento da Miolo Wine Group, em São Paulo, no começo do mês.

Segundo Rolland, como a reformulação no processo de produção é recente, o Brasil sai na frente com o espumante por ter um tempo menor de maturação em relação ao tinto. O país possui o melhor terroir se compararmos com os vizinhos. Sobre os tintos, diz que a falta de tradição na vitivinicultura é um dos motivos de o Brasil não ter grandes destaques mundiais. “É claro que os melhores estão na França e na Itália, pois possuem séculos de produção. Mas o Brasil caminha na direção certa.”

Rolland presta consultoria para a Miolo desde 2002 e a exploração dos diversos terroirs do país é um dos focos do seu trabalho. A partir de pesquisas e experimentações com as muitas variedades de uva, foi possível descobrir regiões brasileiras que despontaram no cenário mundial na produção de vinhos e espumantes, como é o caso do Vale do São Francisco e da Campanha. Este último produz 80% dos rótulos do grupo.

Mais de 100 vinícolas de 12 países diferentes recebem a consultoria de Rolland. Ele é conhecido por mudar completamente a produção dos vinhos por onde passa. Na Miolo, colocou em prática o projeto de alterar o sistema de condução dos vinhedos aumentando a qualidade do produto.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Dieta do Brasileiro é Pobre e Rica em Calorias


O brasileiro consome menos frutas, verduras, legumes, leite e alimentos com fibras do que o recomendado. Ao mesmo tempo, ingere em excesso biscoitos, refrigerantes e outros produtos industrializados com muitas calorias e poucos nutrientes.

O resultado dessa dieta é que brasileiros a partir de dez anos apresentam padrões altos demais de ingestão de sódio (oriundo do sal), açúcar e gordura saturada - substâncias associadas ao desenvolvimento de hipertensão, diabetes e até câncer. O consumo de vitaminas A, D e E, cálcio e fibras está abaixo do recomendado.

A constatação é do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que ouviu 34 mil pessoas entre 2008 e 2009 para o primeiro estudo de abrangência nacional sobre consumo individual de alimentos. Na Pesquisa, foram considerados os produtos ingeridos dentro e fora de casa.

"Embora tenha uma alimentação ainda à base de arroz e feijão, que têm teores de nutrientes bons, o brasileiro precisa melhorar o consumo de frutas, legumes e verduras e diminuir o de sódio e de açúcar", diz André Martins, técnico do IBGE e um dos responsáveis pelo estudo.

De acordo com o endocrinologista Isaac Benchimol, especializado em nutrologia, o baixo consumo de vitaminas e cálcio constatado pela pesquisa pode levar ao desenvolvimento de osteoporose e a problemas nos olhos, na pele e nos cabelos, entre outros.

Um dos "vilões" apontados por André é o refrigerante, que já aparece entre os cinco produtos mais consumidos pelos brasileiros, atrás do café, do feijão, do arroz e dos sucos e refrescos. Mesmo ingeridos em quantidades menores, biscoitos, salgadinhos, pizzas e doces também preocupam.

Outro problema é a escassez de frutas, verduras e legumes - alimentos que, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) deveriam somar ao menos 400 g por dia.

De acordo com a pesquisa, mais de 90% da população com dez anos ou mais de idade consome menos do que isso. Metade sequer atinge 69 g diários, ou seja, pouco mais de um sexto do ideal.

Para a coordenadora geral de alimentação e nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Constante Jaime, os dados do estudo confirmam a "urgência" de políticas públicas para a promoção da alimentação saudável no país.

Segundo ela, o governo está desenvolvendo um plano nacional de combate à obesidade e outro para o combate às doenças crônicas. Ambos devem ser lançados até o fim deste ano. O objetivo é não só conscientizar os consumidores para a necessidade de fazer escolhas mais saudáveis, mas também adotar medidas que permitam elevar a qualidade dos alimentos disponíveis para consumo.

Exemplos dessa estratégia são acordos com a indústria para a redução dos teores de sódio dos alimentos processados e o fomento da agricultura familiar.

Para corrigir o déficit generalizado de nutrientes, porém, a melhor receita é dar preferência a alimentos naturais e montar um prato colorido, como ensina Isaac.

A situação nutricional do brasileiro é compatível com as piores expectativas da atualidade, assim como observamos em outros países em desenvolvimento e do Primeiro Mundo. O maior tempo dedicado ao trabalho leva a um consumo crescente de alimentos industrializados, prontos e com excesso de sal, açúcar e gordura saturada, além da opção pelo fast food. A manipulação dos alimentos na forma natural, principalmente frutas, legumes e verduras, está sendo relegada ao segundo plano do planejamento doméstico.

Ao mesmo tempo, cada vez mais observamos a popularização do uso de suplementos de minerais, como cálcio, potássio e zinco, ou de vitaminas, na tentativa de suprir uma necessidade artificial, criada pela publicidade. É mais fácil tomar uma pílula do que comer três porções de frutas e vegetais todos os dias. Grupos específicos, como idosos, podem precisar dessa suplementação, em forma de produtos farmacêuticos ou de alimentos fortificados com fibras solúveis, ômega-3, etc.

Mas o que as pesquisas mostram é a necessidade de projetos educacionais para a alimentação saudável, que ataquem tanto a desnutrição infantil quanto a obesidade. Seria necessário um pacto incluindo a indústria da alimentação e as esferas de governo em prol dessas ações educativas. Por que não um projeto "Obesidade Zero"?

por ANTÔNIO GOIS, DENISE MENCHEN e DANIEL MAGNONI
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