quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Atum Muito Caro


Funcionários do mercado atacadista Tsukiji, em Tóquio, carregam um atum-rabilho vendido por um preço recorde no primeiro leilão do ano.

O peixe de 342 kg foi vendido por 32,49 milhões de ienes (US$ 396,7 mil ou seja, R$ 658,52 mil) nesta quarta-feira. O peixe custou a bagatela U$ 1.160,00 o quilo, aproximadamente R$ 1.926,00/kg. É o maior valor desde 1999, quando os dados começaram a ser divulgados .

No ano passado, o valor recorde pago por um peixe havia sido US$ 175 mil por um atum-rabilho de 232 kg.

Segundo correspondentes, o atum-rabilho é considerado o de melhor qualidade para fazer sushi. O alto consumo e a pesca predatória intensa contribui para a redução da quantidade de atum no planeta, que já é considerado uma expécie em risco de extinção.

fonte TERRA

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Slow Food


O movimento Slow Food é algo muito maior do que simplesmente comer de forma tranquila e sem pressa, como muita gente pensa. Surgiu em 1986, idealizado por Carlos Petrini, e em 1989 se tornou uma associação sem fins lucrativos. Hoje, com sede internacional em Bra, na Itália, o movimento conta com mais de 100.000 membros e tem escritórios na Itália, Alemanha, Suíça, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido, além de apoiadores em 132 países.

O princípio básico é o direito ao prazer da alimentação, utilizando produtos artesanais de qualidade especial, produzidos de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto as pessoas responsáveis pela produção, os produtores. O Slow Food opõe-se à tendência de padronização do alimento no Mundo e defende a necessidade de que os consumidores estejam bem informados, se tornando co-produtores e participantes ativos na manutenção da agricultura, meio ambiente e ecologia.

O Slow Food conjuga o prazer e a alimentação com consciência e responsabilidade. As atividades da associação visam defender a biodiversidade na cadeia de distribuição alimentar, difundir a educação do gosto e aproximar os produtores de consumidores de alimentos especiais através de eventos e iniciativas.

A principal crença do Slow Food é que todos têm o direito fundamental ao prazer de comer bem e consequentemente têm a responsabilidade de defender a herança culinária, as tradições e culturas que tornam possível esse prazer. O Slow Food segue o conceito da ecogastronomia, reconhecendo as fortes conexões entre o prato e o planeta, ajudando na redescoberta do prazer de saborear um alimento e na compreensão da importância de conhecer sua origem, quem o produz e como é feito.

A associação acredita que o alimento deve ser BOM, LIMPO E JUSTO. O alimento que comemos deve ter bom sabor; deve ser cultivado de maneira limpa, sem prejudicar nossa saúde, o meio ambiente ou os animais; e os produtores devem receber o que é justo pelo seu trabalho. Tendo informação sobre como nosso alimento é produzido e apoiando efetivamente os produtores, nos tornamos parceiros no processo de produção.

Uma das maiores bandeiras do Slow Food é a defesa, manutenção e divulgação de alimentos em extinção pelo mundo todo. Essa lista conta com 750 itens, sendo 13 genuinamente brasileiros. A intenção é restituir ao alimento sua dignidade cultural, favorecer a sensibilidade do gosto e luta pela preservação e uso sustentável da biodiversidade. Protege espécies vegetais e raças animais, contribuindo com a defesa do meio ambiente, da cozinha típica regional, dos produtos saborosos e do prazer da alimentação.

Conheça mais o movimento Slow Food Brasil.

Confira matéria da REVISTA ÉPOCA sobre alimentos em extinção.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Champagne deve ser Servido Como a Cerveja

          

O tradicional brinde de fim de ano poderia ter sido melhor se seguíssemos conselhos de alguns químicos franceses, que dizem que o champagne deve ser servido da mesma forma que a cerveja, com a taça "de lado".

Pesquisadores da Universidade de Reims concluíram que a temperatura ideal para o consumo de champagne deve ser de 4°C. Além disso, deve ser servida com a taça inclinada, pois a baixa temperatura e a inclinação correta do copo conseguem diminuir a agitação das moléculas de CO2, que demoram mais tempo para se desprender da bebida, o que é fundamental para o champagne e outros espumantes.

A efervescência formada pelo CO2 dos espumantes ajuda a transferir o sabor, o aroma e a "sensação" da bebida para a boca (para as papilas da língua) de quem degusta.

Os cientistas estudaram a perda de dióxido de carbono no champanhe usando dois métodos distintos. Um envolvendo o derramamento da bebida em linha reta na taça. O outro foi feito com o recipiente inclinado (igualzinho o método utilizado com a cerveja). Concluíram qua a taça levemente inclinada diminui a perda de gás carbônico (CO2) pela metade.

Eles também testaram a quantidade do gás em três temperaturas distintas (4ºC, 12ºC e 18ºC) e observaram que quanto mais baixa, mais o CO2 se mantinha no líquido. O que já se suspeitava pela lei da solubilidade: quanto mais quente a bebida, mais agitadas ficam as moléculas e os gases se desprendem com mais facilidade. Isso explica o porquê de refrigerantes e cervejas borbulharem mais quando não estão gelados.

Essa é a primeira vez que cientistas estudaram especificamente a relação entre a quantidade de CO2 e o sabor e a qualidade da bebida. O estudo foi publicado no "Journal of Agricultural and Food Chemistry", uma revista científica da Sociedade Americana de Química.

O grupo da Universidade de Reims, liderado por Gérard Liger-Belair, tem trabalhado há algum tempo com as bolhas e o sabor do champanhe e de vinhos finos. Em 2009, eles publicaram outro artigo no qual mostraram que o formato da taça - reto (em forma de "flauta") ou ovalado (de "navio") - pode influenciar a capacidade de a bolha se misturar à bebida, alterando seu sabor. Nesse estudo, eles mostraram que a ovalada é melhor.

 

Agora, a intenção do grupo é desenvolver um modelo matemático completo, que inclua as múltiplas formas de desprendimento do CO2 enquanto o champanhe é servido.

O motivo do interesse pela bebida dos brindes tem uma explicação: a Universidade de Reims fica na região de Champagne-Ardenne, na França. Exatamente onde é que é feita a bebida original, que leva o nome da região.




quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Superstições de Ano Novo


A festa de Revéillon, como todas as celebrações, é regada a comida, bebida e uma grande carga de superstições. E os alimetos não poderiam ficar de fora, afinal, ninguém quer se arriscar a ter um ano ruim.

As supertições alimentares variam muito conforme a região, mas são todas muito importantes para quem acredita e até mesmo os mais céticos acabam seguindo alguns rituais.

A LENTILHA (pelo Amor de Deus, não deixem de comer lentilhas) atrai a riqueza, supostamente. Elas evocam a morte e o renascimento do grão, que quando enterrado renasce multiplicado. A origem desta supertição é italiana e foi trazida para o Brasil pelos imigrantes. No Chile e na Venezuela, pratos à base de lentilha são consumidos no primeiro minuto do ano. Uma colher de sopa é suficiente para assegurar um ano inteiro de muita fartura à mesa.

O ARROZ, presente nas mesas de quase todos os países, simboliza a divindade pela sua cor branca. O consumo desse alimento ainda simboliza riqueza, abundância e fertilidade.

As FRUTAS têm grande importância na ceia de Revéillon. As preferidas  são as que contém muitos caroços, como a romã, a uva e a maçã, por significarem abundância. As ROMÃS servem para atrair dinheiro. Devemos comer sete partes e guardar as sementes na carteira. As UVAS também servem para garantir dinheiro. A tradição portuguesa nos ensina a comer 3, 7 ou o número da sorte de cada um e guardar as sementes na carteira ou bolsa até o próximo revéillon.

As CASTANHAS, NOZES, AVELÃS e TÂMARAS trazidas pelos árabes ao ocidente são recomendadas para garantir fartura durante todo o ano.

Para os supersticiosos, o consumo de PERU e GALINHA ou qualquer tipo de ave, SIRI e CARANGUEIJO ficam terminantemente proibidos. De acordo com a crença popular, por "ciscar" para trás ou "andar de lado", se alimentar desses animais pode arruinar qualquer plano para o ano novo. Somente na Rússia e em alguns locais da África que uma ave é sugerida. Eles comem GANSOS como sinal de fecundidade.

SUÍNOS e PEIXES dão muita sorte. Os suínos se alimentam fuçando para frente, o que simboliza o progresso e a evolução. Os peixes, além de nadar para frente, simbolizam a pureza por viverem na água e a união da família, já que vivem em cardumes e poucos deles são solitários. Sem contar que são leves e pouco calóricos, coisas importantes para o verão brasileiro. Os chineses nunca comem o peixe inteiro, pois as sobras representam a fartura para o próximo ano e, na Rússia, as maiores e mais bonitas escamas são dadas de presente para amigos e familiares como sinal de boa sorte.

E para completar: a ÁGUA. Presente em quase todos os rituais, de quase todos os países, é a maior responsável pela purificação. Por isso a tradição de passar o ano novo no litoral e entrar no mar depois da meia noite. Dessa maneira, purificaríamos o corpo das festas e dos exageros que estão por vir.

E, por favor, sigam todas essas dicas, pois queremos que nossos leitores sejam pessoas de sorte e que progridam sempre em suas vidas. Aproveitem a data lúdica para mudar alguns hábitos que incomodam. Todos devemos aprender a amar mais, perdoar, a elevar nossas expectativas, a conseguir mais tempo para as pessoas que são importantes, a declarar nossos desejos e amores, a arriscar, a saber pagar os preços pelos nossos sonhos e nunca deixar de agradecer aqueles que nos apóiam e nos fazem viver.

Um feliz 2011 a todos!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Chefs Michelin Renovam Cardápio da TAM

GuiaMe
Depois da premiada Helena Rizzo, chef responsável pela cozinha do restaurante Maní, considerado um dos melhores de São Paulo, agora os chefs espanhóis Javier e Sergio Torres, premiados com uma estrela Michelin pelo Restaurante Dos Cielos, em Barcelona, e proprietários do Restaurante EÑE do Rio de Janeiro e de São Paulo, assumirão o novo cardápio da companhia aérea TAM.

Os mais de 500 pratos, entre entradas, principais e sobremesas, que compõem o novo cardápio idealizado pelos irmãos começarão a ser servidos nos aviões da companhia a partir de 10 de janeiro. O cardápio da primeira classe contará com pratos especiais como camarões ao pesto, lombo em crosta de ervas, costeletas de cordeiro com alecrim, dentre muitos outros. Já o pessoal da classe executiva comerão peixe com abobrinha e filés de frango em crosta de azeitona, por exemplo. A classe econômica contará com receitas como a salada de alface, abobrinha e azeitonas, a caçarola de carne com cenoura e alecrim servida com purê de batatas e abobrinha ou o filé de frango com molho demi-glace com tomilho e arroz com gergelim e verduras.

Com a renovação do cardápio, a TAM atualiza também sua carta de vinhos dos voos internacionais, sob responsabilidade de Arthur Azevedo, diretor-executivo da Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo, além de editor da revista Wine Style e consultor do site Artwine.

Para harmonizar com os sofisticados pratos do cardápio internacional da companhia aérea, o sommelier buscou vinhos em diferentes países e continentes. Azevedo incorporou produtores que, além de elaborarem vinhos de altíssima gama, também têm como preocupação o respeito pelo meio ambiente e com a agricultura sustentável, representados pelo cultivo orgânico e o uso de técnicas biodinâmicas. As opções foram pensadas para atender a Primeira Classe, a Executiva e a Econômica.

Os novos utensílios de bordo têm design elegante e moderno assinados pela holandesa deSter, tradicional fornecedora das melhores companhias aéreas do mundo. Taças e copos são de cristal vermelho tipo Baccarat. Os clientes da Primeira Classe podem escolher à vontade os cosméticos e demais itens de conforto que querem utilizar durante e após o voo. Já na Executiva e na Econômica, os itens são entregues em práticas nécessaires.

E para fechar com chave de ouro, o trabalho da teablender Carla Saueressig - maior especialista no assunto no Brasil - que desenvolveu um blend especial para seu serviço de bordo, continuará disponível para o cardápio de 2011. Carla criou uma bebida vermelha, cor que simboliza a vida e o calor da TAM, em que se misturam os sabores frutados do Brasil tropical e os herbais da Amazônia, e acrescentou-lhe um tom floral e um fundo doce de baunilha como os bons momentos da vida.


Saiba mais sobre comida de avião:




Cantina do Délio Serve Prato em Apoio à Fundação Pró-Renal



O chef Rodger Weiss Gomes, do restaurante Cantina do Délio, preparou um prato especial para ajudar a Fundação Pró-Renal de Curitiba. Durante o mês de janeiro, 10% da renda obtida com a venda do Tagliatelle Spiaggia será doada à Fundação. O prato leva um delicioso tagliatelle caseiro salteado com manteiga de ervas, uvas crimson, presunto de parma e lascas de parmesão, e custa R$ 19,30.

A fotógrafa Mônica Rocha, que fez as imagens do prato, doou o cachê para a campanha.

Cantina do Délio
Rua Itupava, 1094 – Alto da XV
Curitiba/PR
Tel: (41) 3078-0010




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