terça-feira, 31 de janeiro de 2012

McDonald's Muda Receita Após Denúncia de Jamie Oliver



A rede de fast-food McDonald's anunciou que mudará a receita de seus hambúrgueres nos Estados Unidos. A mudança acontece pouco tempo após o chef de cozinha britânico Jamie Oliver descobrir e mostrar em um programa de TV que a rede usa hidróxido de amônio para converter partes gordurosas de carne em recheio para seus produtos, segundo informações do Mail Online. 

O hidróxido de amônio é uma base solúvel, cancerígena, que só existe na forma líquida e é derivado do amoníaco, que é um gás. O produto é muito usado na indústria química, principalmente em produtos de limpeza. O produto, nocivo quando ingerido, é extremamente irritante para mucosas, sistema respiratório superior, olhos e pele. Sua inalação pode causar espasmos, inflamação e edema de garganta, pneumonia química e edema pulmonar. A exposição repetida ao produto pode causar tosse, respiração ruidosa e ofegante, laringite, dor de cabeça, náusea, vômito e dor abdominal.

Segundo o chef, trata-se de comida que seria vendida por um preço muito baixo para produzir comida para cães e que depois desse processo é vendida como alimento para humanos. "Por que qualquer ser humano sensato colocaria carne com amônio na boca de suas crianças?", questionou o chef.

A receita, que o apresentador chamou de "lodo rosa", é produzida, segundo ele, em um processo pelo qual a carne é "centrifugada" e "lavada" em uma solução de hidróxido de amônio e água.

De acordo com o Mail Online, o processo de conversão nunca foi utilizado no Reino Unido nem na Irlanda, países que usam carne de produtores locais.

Ao site do jornal, o McDonald's negou que tenha optado pela troca de sua receita por causa da denúncia de Jamie Oliver. A matéria diz ainda que duas outras redes, Burger King e Taco Bell, também utilizavam hidróxido de amônio em suas receitas, mas que já modificaram as receitas.

Procurada, a Arcos Dourados, empresa que opera a marca McDonald's na América Latina, informou que "o aditivo em questão não é utilizado como ingrediente em qualquer processo da cadeia produtiva da marca na região".

A companhia acrescentou que "os hambúrgueres são preparados com 100% de carne bovina e que toda a produção é validada pelas autoridades regulatórias locais".

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Novo Sanduíche do Burger King tem Quase 1000 Calorias


O novo sanduíche da rede de fast-food Burger King - com bacon defumado, cheddar, dois hambúrgueres angus, salada e maionese - tem cerca de 966 calorias, o dobro do Big Mac, lanche da rede concorrente McDonald's. As informações são do jornal The Sun.

Apontado como o lanche para os famintos e gulosos, o sanduíche contém 58g de gordura, sendo praticamente metade do tipo saturada. Isso significa que uma mulher, ao comer o lanche, terá ingerido praticamente toda, ou até mais, do que a dose diária recomendada de gordura saturada que é de 20g.

Laura Clark, da Associação Dietética Britânica, alertou que "este tipo de refeição consumida com frequência vai causar ganho de peso e problemas de saúde associados, como doença cardíaca". Ela também apontou que a ingestão diária de calorias recomendada para uma mulher é de 1900. O sanduíche é equivalente a quase a metade disso. O lanche nao é comercializado no Brasil.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Malbec: A paixão que nos une




Quem poderia imaginar que a malbec, aquela uva expurgada de Bordeaux por ser suscetível a fungos, iria se adaptar à altitude e ao clima seco dos Andes e virar uma das uvas mais importantes do mundo. Versátil, permite fazer vinhos leves, perfumados e baratos para beber cedo. Ou robustos, tânicos para guardar até adquirirem aromas complexos e bouquets inebriantes. Nem os enólogos da Catena que subiam as encostas testando os clones mais adaptáveis às altitudes imaginavam que o Malbec pudesse vir a ser um vinho de guarda, com bouquets intrigantes de frutas vermelhas e silvestres, especiarias, etc. Não por acaso o Malbec tornou-se o vinho nacional da Argentina e o preferido do Brasil, umas das pouquíssimas paixões que nos une.

Pão quente

O clima de Mendoza permite a elaboração de vinhos bons e baratos. Algumas pessoas podem fechar os olhos à evidência de que a Argentina também está produzindo grandes vinhos comparáveis aos europeus, mas ninguém contestar que na faixa de vinhos baratos, excetuando o Chile, ninguém compete com a Argentina.

A enorme versatilidade da cepa malbec resulta em vinhos gostosos e baratos, aqueles cujos preços nos permitem fazer companhia ao pão nosso de cada dia. O mais famoso deles, evidentemente é o Alamos aquele dos 30 pontos por 90 reais... (Epa! Um revisor, meu vinho por um revisor!) digo, Alamos Malbec 90 pontos por 30 reais. Mas há outros muito baratos e agradáveis. Canópia, que custa 18 reais e Uxmal 20 reais, ambos da Catena, são vinhos muito redondos que podemos incluir em nossas mesas. Não vamos deixar de fora o Altos Lãs Homrigas Malbec que custa 42 reais. Um vinho excelente, fruto da qualificação profissional de quatro enólogos italianos que há dez anos decidiram testar sua experiência européia no clima excepcional de Mendoza e desde o início tem obtido generosas avaliações da crítica. Fechando a fila dos bons e baratos, por 55 reais vem o delicioso Animal Malbec, com aromas florais, marca registrada do enólogo Ernesto Catena.

Terroir

Existe uma crença que o clima de Mendoza é invariável ao longo da Cordilheira, só variando apenas com a altitude. Trabalhos recentes de enólogos de Mendoza estão demonstrando que isso não é verdade.

Como exemplo tem o Nicolas Catena que é um blend de Cabernet com Malbec oriundos de dois vinhedos Nicasia e Adrianna. Os dois vinhedos estão 100Km distante um do outro, mais ou menos na mesma altitude, têm climas ligeiramente diferenciados. Nicasia, locado em Altamira, mais ao sul, é mais frio. Adrianna, situado em Gualtallary é mais quente. Na sintonia fina desses vinhedos constata-se que o Nicasia é mais fino e elegante e o Adrianna mais potente e exuberante. Vinhos com 95 pontos no Parker e 96 na Wine Spectator, com um preço surpreendentemente baixo para a qualidade, confrontados em degustação permitem apreciar suas sutilezas. Podem ser tomados já, ou guardados por mais 10 anos. São ótimos, mas diferentes.

Viñas Viejas

Uma crítica a Mendoza é que as cepas são muito jovens para produzir grandes vinhos. Afirmação discutível porque o fator mais importante da idade da parreira é o aprofundamento das raízes, o que a leva a ser menos sensível às variações climáticas, como em Mendoza não chove, e os vinhedos são regularmente irrigados, a idade das cepas é menos importante.

Apesar disto, outro efeito do envelhecimento das parreiras que é a geração de sumos mais concentrados e complexos, justifica fazer vinhos de Viñas Viejas. Dois exemplos: Mapema e El Inimigo. Em Mapema, Pepe Galante, enólogo da Catena, selecionou diversos vinhedos antigos e produziu o Malbec 1ª Zona, 92 pontos Wine Spectator, um dos mais elegantes da Argentina.

No El Inimigo, Adrianna Catena, historiadora descobriu vinhedos plantados no século XIX e com o enólogo Alejandro Vigil produziu um blend de Malbec com Petit Verdot, um vinho robusto fora de série.

Coluna gentilmente cedida por Luiz Groff - Acesse www.invinoveritas.com.br

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Alex Atala Comanda Almoço com Alain Ducasse em Paris



Na próxima semana, o chef Alex Atala, dos restaurantes D.O.M. e Dalva e Dito em São Paulo, embarca para Paris, capital francesa, para assinar um almoço no restaurante do conceituado chef Alain Ducasse no hotel Plaza Athénée.

Segundo a assessoria de imprensa do brasileiro, ele não terá a companhia de Ducasse. A data agendada é o dia 24 de janeiro.

Atala utilizará em seu menu ingredientes tipicamente nacionais, como a mandioca, em uma adaptação do tradicional francês mil-folhas, e a tapioca em um de seus pratos principais, que também levará castanha-do-pará, presente em outros atos da refeição.

O menu completo trará um "amuse bouche" (entrada), sete pratos, uma "pré-dessert" (pré-sobremesa) e duas sobremesas.

Veja abaixo o menu completo do almoço de Alex Atala no Plaza Atenée:

Entrada:

- Mil-folhas de mandioca

Pratos:

- Chibé (prato típico amazônico feito com farinha de mandioca e água);
- Fettuccine de palmito na manteiga e sálvia, queijo parmesão e pó de pipoca;
- Ostra empanada com tapioca marinada;
- Raia na manteiga de garrafa com tomilho limão, mandioquinha defumada, brócolis e espuma de amendoim;
- Robalo com tucupi;
- Arrroz negro levemente tostado com legumes verdes e leite de castanha-do-pará;
- Filé mignon de javali com toffee e mandioca à Brás;

Pre-dessert:

- Sorbet de taperabá

Sobremesas:

-  Piprioca, ravióli de limão e banana ouro;
- Torta de castanha-do-pará com sorvete de uísque, curry, chocolate, sal, rúcula e pimenta

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O Enigma Econômico do Big Mac Argentino


É a mesma rede, as ofertas de combos que incluem sanduíche, batata-frita e refrigerante e, para as crianças, a opção de levar de brinde algum personagem infantil estão ali. Mas falta um item importante no painel luminoso que exibe o cardápio de qualquer Mc Donald's na Argentina: o Big Mac.

Na maior parte das lanchonetes da rede no país, o Big Mac só aparece em um papel fixado na parede, onde se lê os preços de todos os itens à venda. Em outras, nem isso. Mais estranho ainda, apesar de estar escondido, o Big Mac é bem mais barato que todos os outros sanduíches.

O famoso combo número 1 custa 21,90 pesos (R$ 9), enquanto os outros oscilam entre 35 e 45 pesos (R$ 14 e R$ 18). O sanduíche sozinho sai por 20 pesos (R$ 8), enquanto os demais custam entre 26 e 34 (R$ 11 e R$ 14). Faz algum sentido o Mc Donald´s baratear o preço do carro-chefe da marca e escondê-lo dos clientes? Não é mais lógico para uma empresa propagandear suas grandes promoções?

Para os analistas financeiros argentinos, o Índice Big Mac, da revista The Economist, é a resposta do enigma. Criado em 1986, o curioso índice compara o preço do Big Mac ao redor do mundo com seu valor original em dólares, para medir de forma simplificada a valorização e desvalorização das moedas no mercado internacional.

É baseado na teoria da paridade do poder de compra: como o Mc Donald's usa ingredientes e procedimentos idênticos nos 120 países em que tem filiais, o preço do Big Mac deve refletir as variações do câmbio local. Ou seja: se o Big Mac de um país custa o mesmo preço em dólares que nos Estados Unidos, há paridade cambial entre o dólar e a moeda deste país. Ao longo do tempo, a variação do preço do lanche também serve como um indicador da inflação de cada região.

Desde o ano passado, pipocam denúncias nos jornais sugerindo que o governo esteja pressionando o Mc Donald´s a manter o preço do Big Mac mais baixo que o de outros lanches e assim maquiar o Índice Big Mac, para que o peso argentino pareça mais forte do que realmente é.

O secretário de comércio exterior, Guillermo Moreno teria negociado baixar o preço do Big Mac em troca de não oferecer restrições à importação dos brinquedos do Mc Lanche feliz - o que tanto a rede de lanchonetes como o Indec (o IBGE argentino) negam com veemência.

Não é a primeira vez que a Casa Rosada é acusada de manipular índices. O Indec divulga que a inflação argentina é de 9,5% ao ano, enquanto na análise de consultorias privadas chega a 22,8%. Em casos recentes, o governo chegou a multar e processar analistas independentes, alegando que divulgavam informações falsas e tecnicamente falhas.

Em junho do ano passado, a própria Economist decidiu contestar as taxas de inflação divulgadas pelo governo argentino. Analisando a variação do preço do Big Mac nos últimos dez anos, a revista concluiu que o peso teve uma inflação anual de 19%, muito maior que a divulgada oficialmente, e afirmou que apoia os que dizem que o governo está tentando maquiar os índices.

No último dia 12, foi publicado pela revista o novo Índice Big Mac, atualizado. Dessa vez, na Argentina, apesar das acusações de acordo com o governo, o lanche é o 7º mais caro do mundo, o que reflete a alta da inflação (o do Brasil é ainda mais caro, está em 4º lugar, mas há que se considerar a inflação brasileira, que é menor). Se custasse o mesmo que os outros lanches, ficaria ainda mais acima no ranking.

Enquanto o caso não se esclarece, o Big Mac continua escondido. Os clientes mais bem informados - que ainda são poucos, a julgar pela amostragem dos lanches nas mesas - aproveitam a estranha oferta secreta para economizar.

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