segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal!


Hoje é dia de festejar e de se esbaldar! Desejamos a todos um grande abraço e o sorriso mais sincero que possam imaginar!

É um prazer estar aqui com todos vocês!

Nós, do Gastronomia Descomplicada, humildemente, lhes desejamos um feliz NATAL!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Por Quem Birimbam os Sinos

Esse texto, maravilhoso, saiu no caderno Paladar e não poderia passa incólume ao blog. Ele foi escrito por Luiz Horta, que fez uma brilhante análise sobre importância, influência e, por que não, o futuro de Robert Parker.


Por quem bimbalham os sinos?

Por Luiz Horta

Gosto de pregar no meu blog uma peça de 1º de abril que começa assim: Robert Parker morreu na Patagônia. Depois do susto inicial, explico: o famoso bandoleiro Butch Cassidy e seu companheiro Sundance Kid morreram lá, depois de roubarem bancos. O verdadeiro nome de Butch era Robert Parker. Já seu homônimo dos vinhos passa bem e continua morando em Baltimore, US$15 milhões mais rico. Só não é mais o crítico mais poderoso do mundo. Vendeu esta semana parte de sua publicação The Wine Advocate pelo valor anunciado.

Vai continuar editor, cobrindo Bordeaux e Rhône para o site e a newsletter, mas, aos 65 anos, seu declínio de influência é notável. E quem então é o CMPM (crítico mais poderoso do mundo) atual? Ninguém. Não haverá sucessor. Simplesmente porque o mundo mudou, se estilhaçou em microinfluências.

Quando Parker, bem intencionado e influenciado por seu ídolo, Ralph Nader, começou a publicação, não havia internet, os americanos começavam a beber vinho a sério e ele queria defender o consumidor, ensinando o que era válido comprar, explicando para o ávido mas neófito comprador de garrafas o que devia beber. Foi o homem certo no momento perfeito. De uma simples ideia, tocada com a mulher, feita com esforço, garrafas compradas com seu salário de advogado, impressos meio de fundo de quintal e distribuição atrapalhada, ganhou um poder extraordinário. Passou a determinar o gosto do maior mercado bebedor do mundo. Mais ou menos como em Guerra nas Estrelas, começou Jedi a acabou Darth Vader.

Seu grande tropeço, e a herança maldita que vai deixar por alguns anos, é o malfadado sistema de pontos. Para facilitar a vida das pessoas, passou a dar notas aos vinhos, numa escala de 90 a 100. De boa-fé. Ficava mais simples para Joe, o encanador, e Bill, o novo-rico, entenderem que vinho era melhor: o que tinha mais pontos, assim simples. Mas vinho é uma coisa deliciosamente complexa, um desafio para a vida toda. Sua graça é justamente ser complicado.

A brilhante ideia parkeriana destruiu o desafio. Vinho bom passou a ser o que tem de 90 pontos para cima, os de menos de 90 ninguém quer. Até aqui funciona assim: importadoras alardeiam os de 95 pontos RP e escondem os de 88, sem mencioná-los. Alguém (acho que Hugh Johnson) já mostrou a falha: na verdade, há apenas duas notas no sistema – acima e abaixo de 90.

Já tomei vinhos fantásticos que tinham pontuação baixa. E já tomei belas porcarias com 100 pontos (sim, 100 pontos!). Por que? Porque Parker não sabe nada? Não: porque o gosto dele é diferente do meu, do seu e do de d. Maria, que só quer um vinho gostoso para a pizza de domingo.

E também por ter várias bocas degustando em seu nome.

Os vinhos argentinos e espanhóis eram provados e pontuados pelo notório dr. Jay Miller, psicólogo amigo de Parker, que se envolveu numa falcatrua de venda de visitas para provar vinhos, importante fratura na confiabilidade da coisa, ano passado. Nem todos os pontos Parker são dados por ele, nem todos os vinhos ele provou de língua própria.

A tirania dos pontos virou maldição. E o gosto de Parker começou a determinar, para produtores mais venais, o sabor de seus vinhos, feitos para agradá-lo e ganhar alta pontuação. Mas isto não é um necrológio, embora eu espere que o sistema de pontos desapareça aos poucos.

Não haverá outro Parker. Seria um chinês, de um mercado crescente de vinhos, e influenciaria o Oriente. Mas as condições não são iguais e ele não teria o impacto global que Parker teve. RP foi um acidente do século 20, irrepetível.
É preciso dizer que o legado de Parker é positivo. Seu livro sobre Bordeaux é imprescindível. Ele fez uma ponte importante entre o caipira americano inseguro e preconceituoso contra tudo de fora e a sofisticação esnobe dos grandes châteaux. Deu a deixa para que se bebesse mais e provavelmente salvou muito vinicultor europeu da falência, permitindo que se vendesse em volume enorme para os EUA. Mas já é mais que hora de as pessoas simplesmente abrirem garrafas, provarem e decidirem se gostam ou não, sem olhar quantos pontos um cara que mora em Baltimore atribuiu àquelas safras.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Brasil Food Trucks - Em Busca da Regularização



Os Food Trucks, por conceito, defendem a prática da gastronomia gourmet acessível (R$ 12-16 o ticket médio) desmistificando a comida de rua através de um formato profissional em todo processo de produção e com uso de insumos de qualidade – locais, orgânicos, etc – e com seu ar irreverente mixando práticas de sustentabilidade e responsabilidade social, tornam-se plataforma de um novo tipo de negócio que movimenta chefs, profissionais de gastronomia, consumidores ávidos por novidades. 

Quando tratamos de restaurantes móveis profissionais, regulamentações sanitárias, normas técnicas, criação de parquimetros e outras necessidades devem ser atendidas. A criação dessas normas e regulamentações abriria um novo mercado que traria muitos benefícios para a sociedade. Com exemplos a serem seguidos do exterior e o atual momento de grandes Eventos Esportivos Mundiais que o Brasil irá realizar, esse mercado torna-se uma oportunidade para pequenos e médios empreendedores, chefs de cozinha, famílias e a sociedade em geral, com a geração de novos empregos, inovação de mercado, profissionalismo e gastronomia profissional.

Atualmente, a legislação dos Estados brasileiros trata de forma arcaica a comercialização de comida de rua, dificultando cada dia mais sua profissionalização. Para estados como RJ e SP existem restrições sem que se discuta um modelo de negócio adequado, enquanto que outros estados, sequer citam esse tipo de comércio de rua, que na atual legislação é categorizado como ambulante.

Agora já existe uma boa notícia, está começando a ser criado o caminho permitido para termos Food Trucks no Brasil, agora para atingirmos nosso objetivo de regulamentar e legalizar a Comida de Rua profissional, devemos fomentar o interesse público brasileiro.

O melhor caminho para isso são as Petições Públicas, sendo assim pedimos a todos ajuda na divulgação e captação de assinaturas, todos interessados em gastronomia profissional e de preço acessível. 

PARA QUEM QUISER FAZER PARTE DESSA REVOLUÇÃO, É SÓ ASSINAR  A PETIÇÃO ONLINE.



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Desabafo de Adolfo Lona


Muito se fala sobre o potencial dos espumantes brasileiros. Neste cenário, os espumantes de Adolfo Lona se destacam pela sua indiscutível qualidade.

Adolfo Lona é um argentino radicado a mais de 40 anos. Nessa semana, ele publicou um excelente texto sobre o mercado nacional de vinhos.

Segue o texto na íntegra:


Salve-se quem puder

Sabe quando a impotência deixa você arrasado, raivoso, enfim, emputecido?

Pois é, esse foi o sentimento que tive hoje quando analisei (poucas vezes o faço) uma nota fiscal emitida para um cliente nosso de Belo Horizonte.

Sobre um total de R$ 17.600,00 dentro dos quais está embutido o ICM local, IPI, PIS, Finsocial, IR e algumas coisinhas mais, meu cliente teve de pagar R$6.000,00 (!!!!!) de Substituição Tributária de forma antecipada, antes de embarcar. Ou seja, desembolsou 30% a mais do custo dos espumantes que fatalmente será repassados ao mercado. 

É possível isto?

É possível ser competitivo?

É possível viver em paz, pensar no futuro, fazer projeções, planos de ampliação, ações no mercado?

É possível que toda a cadeia produtiva retire de seu capital de giro volumes tão astronômicos de dinheiro, de forma antecipada, bem antes de receber o resultado da venda?

É possível imaginar que isto será pior com o passar dos anos?

É possível não ficar indignado quando vemos toda a montanha de dinheiro público (NOSSO!!!) sendo roubado, desviado, utilizado para gastos inúteis como os cartões corporativos do alto escalão, as viagens a passeio de ministros e assessores, as despesas sem justificativa que ministros, deputados e senadores fazem com a maior cara de pau?

É possível aguentar comentários de alguns desavisados que criticam os altos preços dos vinhos e espumantes nacionais sem considerar que nosso maior e indesejado sócio, a cada dia tem mais fome?

Líderes do setor (Sindicatos da uva e do vinho, Uvibra, Ibravin, Agavi, Fecovinho, Aprovale, Apromontes e muitas outras mais) ACORDEM!!!

A REDUÇÃO DA CARGA TRIBUTÁRIA É PRIORIDADE MÁXIMA!!!!

UTILIZEM SUA FORÇA POLÍTICA PARA TIRAR DE NOSSAS COSTAS (E DAS COSTAS DOS CONSUMIDORES) ESTE PESO MORTO QUE NADA DEVOLVE, QUE NADA FAZ, QUE PARA NADA SERVE!!!

PAREM DE FICAR PREOCUPADOS SOMENTE EM GANHAR MEDALHAS E PARTICIPAR DE FEIRAS!!!
JUSTIFIQUEM SUA EXISTÊNCIA!!! 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

I Festival Paranaense de Cerveja



As pequenas e micro cervejarias do Paraná se reunirão para uma grande festa em Curitiba no próximo dia 08 de dezembro. O I Festival Paranaense de Cerveja é uma iniciativa da mais nova associação cervejeira paranaense, a PROCERVA - Associação das Microcervejarias do Paraná.

A atividade cervejeira no Brasil está em grande expansão. Com 12,4 bilhões de litros produzidos em 2011 e consumo per capita de 60L, o país desponta no ranking como o 3ª maior fabricante da bebida do mundo, atrás apenas da China e EUA.

O interesse cada vez maior das pessoas pela gastronomia e pelos assuntos relacionados ao bem comer e beber impulsiona as importações, a produção e o consumo das cervejas especiais, que ocupam espaço cada vez maior nas cartas de bares e restaurantes e nas prateleiras de empórios e supermercados.

Atualmente existem cerca de 200 microcervejarias no Brasil, representando 5% do faturamento do setor cervejeiro. Com crescimento médio de 15% ao ano, as microcervejarias estimam alcançar 20% das vendas do segmento até 2015. Com um nível de excelência na produção comparável ao de países com tradição nesta área, as microcervejarias vêm conquistando um nicho de mercado diferenciado cada vez maior.

Um claro reflexo da qualidade das cervejas especiais produzidas no estado do Paraná são os inúmeros prêmios recebidos em concursos nacionais e internacionais pelos cervejeiros e micro-cervejarias nos últimos anos. Além disso, os eventos que evocam a cultura cervejeira tem cada vez maior adesão de público.

Em sua primeira edição o I Festival Paranaense de Cerveja terá atrações musicais locais e oferta gastronômica de alto nível. Os participantes do evento terão a oportunidade de degustar mais de 50 rótulos de cervejas produzidas pelas pequenas e microcervejarias de Curitiba e Região Metropolitana, muitas delas já reconhecidas e aclamadas pelos apreciadores de cervejas especiais.

A festa que celebrará o lançamento da PROCERVA espera receber cerca de 800 participantes, dentre cervejeiros profissionais e amadores, formadores de opinião e um qualificado público de admiradores de cervejas especiais. Constituída em outubro de 2012, a entidade é composta atualmente por 14 cervejarias associadas e tem como principal objetivo defender os interesses das micro e pequenas cervejarias e de fortalecer ainda mais a cultura cervejeira do estado.

Cervejarias participantes:

ASGARD
BIERHOFF
BODEBROWN
CERVEJA MADALOSSO
DE BORA
DIABÓLICA
DUM
F#%*ING BEER
GAUDEN BIER
KLEIN BIER
MORADA
OGRE BEER
PAGAN
THE BEERS
WAY BEER
WENSKY BEER


Serviço:
I FESTIVAL PARANAENSE DE CERVEJA
Festa de Lançamento da PROCERVA
Data: 08/12/2012
Horário: 14h às 22h
Local: Asgard |Rua Brigadeiro Franco, 3388 Rebouças
Ingressos: R$ 30,00 (1o lote) e R$ 40,00 (2o lote)
Pontos de Venda: Barba Negra, Barbarium, Bierhoff, Bodebrown, Cervejaria da Vila, Don Kebab, Clube do Malte, Hop’N Roll, Mestre Cervejeiro, Templo da Cerveja e Empório Weiss.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Barracas de Chefs Abrem Discussão Sobre Comida de Rua



Ao mesmo tempo em que ganhou projeção nas redes sociais, a iniciativa de chefs como Henrique Fogaça (Sal) e Janaina Rueda (Dona Onça) de vender quitutes em barracas na madrugada abriu um debate sobre a falta de regulamentação da prefeitura para a comida de rua em São Paulo.

Em grandes cidades como Londres e Nova York, a prática é disciplinada com fiscalização e com a concessão de registro sanitário. Sem lei, diz a gestão de Gilberto Kassab (PSD), pratos tradicionais como o acarajé, a tapioca, o milho cozido e o yakisoba, por exemplo, são apreendidos.

Curiosamente, a única comida de rua permitida hoje em São Paulo, pela existência de uma lei específica, é o cachorro-quente. "A prefeitura não dá mole a ninguém", diz o chef Checho Gonzáles, um dos organizadores das feiras da madrugada.

Procurou, então, parceiros que tivessem identidade com a cultura de rua para iniciar a empreitada em favor da comida de qualidade feita fora de restaurantes, a preço justo.

Surgiram nomes como o de Dagoberto Torres (Suri), que começou a carreira fazendo arepas nas ruas da Colômbia. Outros chefs, como Lourdes Hernández, se interessaram em reverter a baixa oferta. "Falta variedade, quantidade e horários que façam esse revezamento que uma cidade sempre acordada exige", afirma Lourdes.

"Comida de rua é uma forma de colocar culturas gastronômicas em evidência", diz Graziela Milanese, professora de história da gastronomia da Anhembi Morumbi. Segundo afirma, uma saída para oferecer comida segura é cadastrar os ambulantes, oferecer treinamento e fazer fiscalização. "Não se pode punir o comerciante depois que ele se instala. É preciso que exista o mínimo de estrutura para ele trabalhar", diz Vera Kawasaki, professora de nutrição da Anhembi Morumbi.

O costume também é defendido pelo britânico Richard Johnson, ex-crítico do jornal "Guardian", que se dedica ao British Street Food Awards, um festival que premia as melhores comidas de rua no Reino Unido.

"É uma loucura que uma cidade como São Paulo não tenha comida de rua legalizada. Nós enxergamos o Brasil como um país de pessoas que vivem ao ar livre. Ser obrigado a entrar num recinto fechado para comer não faz sentido. O clima brasileiro e os hortifrútis do país provocam inveja no mundo", diz ele, também autor do livro "Street Food Revolution" (A Revolução da Comida de Rua, em tradução livre).

No Brasil, as regras para a preparação de alimentos na rua, são, em grande parte, locais -definidas pelo município. Em São Paulo, uma lei de 1998, regulamentada em 2002, normalizou o ofício dos "dogueiros motorizados" (como são chamados os vendedores de cachorro-quente).

Entre outras providências, a regra determina a conduta do comerciante, que deve usar luvas descartáveis e ter um ponto de água potável e um recipiente frigorífico.

A Câmara de Vereadores de São Paulo diz que dois projetos que tratam da legalização de quatro itens de alimentação vendidos nas ruas estão em discussão. Um deles pretende regularizar a venda de pastel e caldo de cana no entorno de estádios de futebol. Outro propõe a legalização da venda de algodão-doce e de pipoca. 

Mas nos estádios, podemos explorar muito mais os alimentos do que pastel e caldo de cana. Algodão doce e pipoca se resumem somente à parques e escolas.

Porque não fazer projetos bacanas e simplesmente fiscalizar o trabalho feito? No nosso entender, barracas de comida sem higiene e mínimos cuidados são descartada pela população naturalmente. Em caso de contaminação, o dono deve responder em juízo, simples assim, como é feito em qualquer lugar no país. 

Patético pensar que grandes chefs querem fazer coisas interessantes é só  liberam cachorro quente, pipoca e algodão doce.

A Prefeitura de São Paulo afirma, também, que não propôs projetos que discutam a venda de comida de rua nos últimos anos.


Nesses casos, a prefeitura se mostra burra e preguiçosa.

Vida aos Food Trucks!!!!!


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Gastronomia HOBBIT


Enquanto todos esperam o lançamento do filme Hobbit - Uma Jornada Inesperada, a Warner vem provocando seus fãs, lançando diversos materiais relativos ao filme.

A última novidade é um site com as receitas do BOMBUR, o cozinheiro da Companhia dos Anões. Além  de dar a receita de diversos pratos da Terra-Média, o site permite que os fãs possam enviar seus experimentos gastronômicos.

Pra quem tem o interesse em de aprofundar seus conhecimentos nessa culinária, é só entrar no SITE e começar seus testes. Receitas como bolinho de anões e refogado de rins do Gollum estão lá para quem quiser aprender.

fonte POLOCRIATIVO


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Proprietário do NOMA Abrirá Restaurante na Bolívia



Um novo revolucionário chegou à Bolívia!!!

Claus Meyer, conhecido chef dinamarquês e empresário, é um dos proprietários do Noma, aquele restaurante em Copenhague, considerado o melhor do mundo que é, simplesmente, amado por críticos gastronômicos por seu purismo local e métodos de cozinha vanguardistas.

Agora, Meyer está construindo um restaurante em La Paz, em uma experiência que vem com generosos acompanhamentos de revolução e ambição. Ele descreveu o restaurante Gustu, que deverá abrir em janeiro, como muito mais do que um lugar para fazer uma refeição elegante no país mais pobre do continente.

Ele o descreve como o início de um movimento alimentar boliviano que vai redescobrir ingredientes locais, como carne de lhama, "chuos" (batatas desidratadas no alto dos Andes) e coca, a planta que é usada para fabricar cocaína, mas que há muito tempo é usada no país como um estimulante suave, um chá e uma erva medicinal.

A missão do Gustu será a de ensinar os bolivianos a comer de maneira mais saudável, a de incentivar o crescimento econômico, o turismo e as exportações e a de apoiar os agricultores locais. Se tudo correr bem, diz Meyer, o restaurante usará a comida para mudar o destino do país.

O restaurante só usará ingredientes cultivados na Bolívia. Os vinhos virão das poucas vinícolas do país, e a bebida destilada se limitará principalmente a "singani", um conhaque local.

O menu incluirá itens inspirados em pratos bolivianos, como o cordeiro na cruz, feito com um carneiro inteiro aberto em uma cruz de ferro e cozido lentamente sobre fogo de brasa, ou a "calapurca", uma sopa aquecida pela colocação de uma pedra quente na tigela.

Cestari disse que o preço médio de um jantar será de US$ 50 a US$ 60 por pessoa, o que, segundo ele, está no nível de outros bons restaurantes locais.

No entanto, os valores chocaram vários bolivianos. O salário mínimo no país é de cerca de US$ 143 por mês.

O projeto ainda inclui uma escola de culinária para jovens bolivianos de famílias pobres, que Meyer espera que criará uma nova geração de chefs de mentalidade experimental.

fonte FOLHA DE SÃO PAULO

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Alface Transgênica Brasileira Terá 15 Vezes Mais Ácido Fólico



Nos próximos cinco anos, será colocada no mercado brasileiro uma alface com concentração 15 vezes maior de folato. Em fase de estudos de biossegurança, a hortaliça, com apenas 12 gramas, poderá suprir 70% da necessidade diária de ácido fólico, cuja ausência no organismo pode causar depressão e problemas na gravidez.

Através do projeto realizado pelo Embrapa, foi desenvolvida uma alface crespa com genes da planta Arabidopsis thaliana, primeira espécie a ter o genoma completamente sequenciado. 

"A principal função desta alface será servir como alternativa para obtenção de ácido fólico sem necessidade de ingestão de medicamentos", afirma o pesquisador Francisco Aragão, que coordena a pesquisa.

Após serem realizados os testes, a comercialização dependerá da liberação na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

A recomendação de ingestão diária nos homens adultos é de 200 microgramas de ácido fólico por dia, enquanto que para as mulheres é de 180 microgramas. Durante a gravidez, a dose diária recomendada dobra para 400 microgramas, isto porque o consumo adequado de ácido fólico por gestantes reduz em até 80% os casos de má formação do tubo neural de bebês - que implicam em anomalias permanentes como espinha bífida e anencefalia. 

Outros estudos mostram que o ácido fólico ajuda a prevenir fissura labiopalatal (lábio leporino), além de evitar casos de depressão em jovens e adultos.

Atualmente no Brasil somente 13,8% das mulheres tomam suplemento de ácido fólico antes de engravidar, e no sistema público este número cai para 3,8%.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

MAPA Abre Consulta Pública para Regularizar Produção de Cerveja Artesanal


O MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) abriu consulta pública para definir os requisitos e procedimentos administrativos para o registro de estabelecimento e produto, incluindo no texto, a produção de cerveja artesanal e caseira.

A consulta pública é uma ferramenta de participação popular de iniciativa dos órgãos governamentais que tem o objetivo de, como o próprio nome diz, ouvir o que os setores da sociedade envolvidos com o assunto tem a dizer sobre uma futura regulamentação de alguma questão polêmica. 

O interesse é o de saber o que os envolvidos tem a dizer sobre os novos procedimentos de registro de estabelecimento e produto. Falando especificamente sobre a cerveja, a minuta estabelece, no seu artigo 11, inciso III, um limite de 30 mil litros de produção anual máxima para as cervejarias se enquadrarem na classificação de estabelecimento artesanal ou caseiro localizado em área urbana. 

Para as cervejarias artesanais, isso pode significar pouco. A grande maioria produz bem mais que 2500 litros por mês – algumas até ultrapassam o limite estipulado pela minuta em apenas um mês de produção. O restante da minuta especifica apenas procedimentos burocráticos de registro, que não diferem muito do que já existe.

Já para os cervejeiros caseiros, a especificação de limite de produção para a cerveja pode parecer um começo de resolução da discussão sobre a venda de cerveja caseira, mas na verdade não ataca o cerne da questão, que é a regularização das cervejarias. A minuta é bem clara quando diz no seu artigo 4º, que o estabelecimento deve ser registrado no MAPA com toda a documentação exigida no seu Anexo I (PDF), qual seja, CNPJ, Inscrição Estadual, contrato social, alvará de funcionamento, autorização ambiental, documento expedido pelo conselho de classe do responsável técnico, projeto e manual de boas práticas e laudo de análise físico-químico e microbiológico da água a ser utilizada no estabelecimento.

Se o texto da minuta for aprovado dessa maneira, fica definido que, para estar dentro da legalidade e poder vender a sua cerveja sem conflito com o MAPA, o produtor caseiro deve se submeter a todas essas exigências. Mesmo para uma produção caseira, será necessário ter uma empresa devidamente estabelecida, com os ônus e os bônus de qualquer negócio. Em poucas palavras: para vender cerveja, seja caseira, artesanal ou industrial, só se for com empresa devidamente registrada.

A conclusão é, portanto, que a minuta apresentada pelo MAPA não muda nada em relação à realidade existente hoje. Ela apenas delimita a quantidade da produção para fins de denominação, mas não altera o fato de que para vender cerveja, a empresa deve estar devidamente regularizada no MAPA de acordo com as exigências. Aprovada dessa forma, ela bota uma pá de cal em qualquer divergência interpretativa a respeito da questão, definindo que mesmo os produtores caseiros precisam de registro para vender seus produtos.

Como é uma consulta pública, ainda há tempo de aperfeiçoar o texto ou até mesmo alterá-lo completamente. Para isso, as respostas e sugestões tecnicamente fundamentadas deverão ser encaminhadas para os endereços eletrônicos: dbeb@agricultura.gov.br ou dvd@agricultura.gov.br ou, por escrito, para o seguinte endereço: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal – DIPOV – Coordenação Geral de Vinhos e Bebidas – CGVB – Esplanada dos Ministérios – Bloco D – Anexo B – Sala 333 – CEP 70.043-900 – Fax 55 (61) 3224 8961


Agora é a hora de mobilizar os envolvidos e mostrar para onde se quer ir. Na nossa humilde opinião, o produtor caseiro terá uma certa dificuldade para adotar todas as exigências, afinal, se você tiver contrato social, empresa aberta, uma série de exigências estruturais, projetos, laudos e afins, a produção deixa de ser caseira e passa a ser uma micro industrial. Vamos ver o que acontece...


Tomara que possamos continuar experimentando as maravilhas que somente as cervejas artesanais podem proporcionar! Boa sorte a todos!



terça-feira, 13 de novembro de 2012

Chefs de Cozinha Está Entre as Principais Profissões de Psicopatas



Circula pelos Estados Unidos um novo livro que lista as profissões que apresentam maior incidência desse distúrbio de personalidade para elucidar o comportamento de indivíduos psicopatas em ambientes de trabalho.

A profissões com maior incidência de psicopatas:

CEO
Advogado
Comunicação Social (profissionais de Rádio e TV)
Comerciante
Cirurgião
Jornalista
Policial
Sacerdote religioso
Chef de Cozinha
Burocratas

As profissões com menor incidência de psicopatas:

Agente de saúde
Enfermeiro
Terapeuta
Artesão
Esteticista e Cabeleireiro
Assistente social
Professor
Artista
Clínico
Contador

Na listagem daquelas que possuem menor incidência de profissionais com psicopatias, o autor atribui a liderança para agentes de saúde.  Em seguida surgem respectivamente enfermeiros, terapeutas e artesãos. Professores, assistentes sociais e  contadores também foram listados neste grupo de carreiras.


Para Dutton, todos os casos de psicopatia têm em comum características como emoções superficiais, tolerância ao estresse, falta de empatia, frieza, falta de sentimento de culpa e egocentrismo. Também são elencados sintomas como comportamento manipulativo, irresponsabilidade, impulsividade, vida parasitária, atitudes ilícitas e gestos antissociais.

Por sua vez, a maioria das carreiras que foram classificadas com menor incidência de casos de psicopatia requerem essencialmente forte conexão humana. São profissões que lidam com sentimentos e que não oferecem grandes poderes institucionais.

É justamente essa oferta de poder que mobiliza psicopatas. Esses são, para Dutton, profissionais responsáveis por decisões objetivas, de caráter clínico e desvinculado de sentimentos.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Os 10 Chefs Mais Ricos do Mundo



Fazer seu nome, ser reconhecido, manter padrão de sua cozinha, treinar sua equipe, se relacionar bem com clientes e funcionários, saber exatamente quanto de dinheiro seu restaurante ganha, quanto de desperdício você tem no final de todo mês, como lidar com fornecedores, fazer planilhas de custos, cuidar das horas extras de seus funcionários, ver que passa mais tempo no seu trabalho do que em casa com a família, receber críticas diretamente de seu consumidor final, pensar  no rumo de seu negócio e profissão para os próximos 5 anos, ter tempo para ser simpático na televisão, estar sorrindo e dar segurança as pessoas de que é "apenas cozinhar com a receita certa" que tudo fica bom; isso sim é ser um chef.

Abaixo, segue a lista dos 10 chefs mais ricos do mundo, são exceções que chegaram ao topo com muita capacidade, inteligência e determinação.

Lista feita pela revista Forbes, de julho de 2012.

1- Gordon Ramsay, 38 milhões de dólares( 45 anos,Inglaterra)

2- Rachael Ray, 25 milhões de dólares( 43 anos,Estados Unidos)

3-Wolfgang Puck, 20  milhões de dólares( 63 anos,Estados Unidos)

4- Paula Deen, 17  milhões de dólares( 65 anos, Estados Unidos)

5-Mario Batali, 13  milhões de dólares( 51 anos, Estados Unidos)

6-Alain Ducasse, 12  milhões de dólares( 55 anos, França)

7- Todd English, 11  milhões de dólares( 51 anos, Estados Unidos)

8-Nobu Matsuhisa, 10  milhões de dólares( 63 anos, Estados Unidos)

9- Bobby Flay, 9  milhões de dólares( 47 anos, Japão)

10- Guy Fieri, 8  milhões de dólares( 44 anos, Estados Unidos)

fonte YAHHO MULHER

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Hoje Estreia o Primeiro Restaurante Pop Up de São Paulo



Abre nessa quinta-feira (08) em São Paulo (SP), o primeiro Pop up Restaurant da cidade. Restaurantes Pop Up, são restaurantes pequenos, que abrem por pouco tempo, geralmente montados em casas, antigas empresas, galpões vazios, etc, sendo praticamente um restaurante mambembe. Esse lugares viraram moda na Inglaterra, na Austrália e nos EUA no ano 2000.

Com o conceito itinerante a casa abre cercada de mistérios sob o comando dos chefs Checho Gonzales (Cebicheria Gonzales) e Henrique Fogaça (Sal Gastronomia). Ambos conhecidos por projetos de gastronomia como O Mercado, feira gastronômica onde chefs renomados servem pratos a preços acessíveis.

O lugar exato do Pos up Restaurant, ainda é desconhecido, mas o cardápio da primeira noite já foi divulgado. Burrata com Pesto de Rúcula e Tomate, Costela de Porco com Pimenta de Maracujá e Baby Beef em Salsa estão entre os pratos que serão servidos.

Fechando as noites do Pop up, o chef Diego Lozano (Do canal de TV a cabo Bem Simples), será o responsável pelas sobremesas. Para a primeira noite, o confeiteiro escolheu o tradicional doce Mil Folhas de Morango destruído, de massa folhada, a sobremesa será composta por creme de leite fresco, coulis de morango e morangos frescos.

O Pop up Restaurant vai até o dia 15 de dezembro na região da Rua Oscar Freire. Os valores são das refeições são: às quartas-feiras R$70; às quintas-feiras R$80; às sextas-feiras e aos sábado R$90 (bebidas não inclusas). Para reservas entrar em contato pelo telefone (11) 95323-3966.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Monopoly Ganha Versão Para Amantes de Vinho



A Parker Brothers lançou uma nova versão de um dos jogos de tabuleiro mais famosos do mundo, o Monopoly (Banco Imobiliário) que irá agradar muito aos amantes de vinho: Le Monopoly de la France Agricole. Ao invés de ruas, o jogo traz vinhedos de regiões famosas como Bordeaux, Borgonha, Champagne e Rhône.

O objetivo do jogo, desenhado pela France Agricole Association, é adquirir terras e construir um investimento através de vinhedos, ao invés das casas e hotéis do jogo tradicional. Os jogadores têm que negociar a terra através de leilões ou aluguéis, para depois construir instalações vinícolas.

Atividades agrícolas foram acrescentadas ao jogo. Por exemplo, se você for preso na época da colheita, os outros jogadores terão de colher suas uvas para você. O jogo, por enquanto, só tem versão em francês e pode ser encontrado no site da La Galerie Verte por 48.90 euros.

Fica a dica para um jogo brasileiro, genuinamente nacional. Temos diversas produções diferentes, seria divertido um jogo assim!


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Problemas que Podem Azedar uma Refeição



Muita coisa pode dar errado em um restaurante. Cinco frequentadores assíduos elencaram o que mais os incomoda em uma refeição fora de casa. A reportagem organizou as queixas nas categorias "à mesa", "com o vinho", "com o garçom", "no cardápio" e "com o valet"

À mesa

Lixar ou limpar?: A opinião é unânime: guardanapo sintético – aquele mesmo, que espalha a sujeira na sua boca em vez de limpá-la – é um desastre. O de papel também não é lá muito bem quisto. "Os dois são ruins, não absorvem a sujeira", diz Carlos Alberto Dória.

Pintou sujeira: Não adianta tudo correr perfeitamente bem se a toalha de mesa do restaurante estiver suja ou manchada. "Se o lugar não consegue seguir um padrão de limpeza, é melhor não ter toalha e apostar num joguinho americano bacana", diz Rosa Moraes.

A vida dos outros: Para quem gosta de saber detalhes íntimos da vida dos outros, mesas muito próximas podem ser um prato cheio! Não para Gisela Brandão, que se queixa: "Tem mesas tão grudadas que você quase vê a mensagem que a pessoa do lado está mandando pelo celular".

Com o vinho

A taxa de rolha cobrada de quem leva seu próprio vinho ao restaurante já irrita muita gente. O serviço cobrado em cima dela, então, irrita muito mais. Quando isso acontece com Alexandra Corvo, ela diz que não volta nunca mais ao lugar. Segundo a Associação Nacional de Restaurantes, essa taxa é uma remuneração pelos materiais oferecidos, como taças. Já a taxa de serviço "vai diretamente para os funcionários e, portanto, não é considerada uma sobretaxa".

Tim-tim apressado: É comum ver a carta de vinhos sendo entregue antes do cardápio. Não faz sentido, já que o ideal é que o cliente primeiro escolha o que vai comer para depois pedir o vinho mais indicado para aquela refeição.

Com o garçom

Virou moda os garçons explicarem tecnicamente os pratos. Para Carlos Alberto Dória, um discurso que pode deixar os clientes ainda mais confusos: "Essa carne foi feita em baixa temperatura". Mas o que é baixa temperatura?

Matraca: Só tem um problema maior do que um garçom que não sabe responder: o garçom que fala de mais.

Goela abaixo: O garçom deve ter cuidado triplo na hora de oferecer o couvert. A primeira regra é não colocá-lo na mesa sem antes perguntar se o cliente quer. Para completar, o cardápio deve informar o preço do couvert e deixar claro se esse valor será cobrado por pessoa ou por mesa.

Beber, beber, beber: Ficar com a taça vazia durante a refeição não dá. Mas isso não quer dizer que o garçom ou o sommelier precisam enchê-la a cada gole tomado. Para Alexandra Corvo, o atendente que faz isso quer esvaziar logo a garrafa para vender outra.

Tchauzinho no ar: "Irrita muito ter de abanar a mão para pedir alguma coisa ao garçom", diz Rosa Moares. Alexandra Corvo não gosta de demora no serviço. "Assim que você se senta, alguém precisa te oferecer algo. Não pode ficar aquele vazio na mesa, com você largado lá."

No cardápio

Gramática: Para Josimar Melo, existem três línguas: a falada, a escrita e a língua dos cardápios. "Eles sempre têm erro", diz. Em especial, os que trazem nomes de pratos em italiano. Como nhoque, que em italiano é grafado "gnocchi", mas surge como "nhochi". "Dá vontade de rir", completa.

Surpresa: Cardápio precisa informar o preço. Se a sugestão do dia não estiver no cardápio regular, o garçom deve informar o preço. O mesmo deve acontecer com a carta de vinhos. A dica dos nossos entrevistados é: nunca peça nada sem que antes o atendente diga quanto custa.

Taxa: Há lugares que cobram mais que os habituais 10% de taxa de serviço. A Associação Nacional de Restaurantes diz que o "valor deve ser avaliado pelo estabelecimento de acordo com o que acha justo ao serviço que oferece".

Tamanho ‘GG’: Alguns restaurantes têm pratos enormes, que serviriam duas, três pessoas, mas se recusam a dividi-los. Josimar Melo lembra que existem, ainda, aqueles restaurantes que não servem pratos individuais. "E se eu estiver sozinho? E se eu quiser carne, e a pessoa que estiver comigo quiser peixe?"

Com o valet

Sem manobra: Em tempos em que se faz tudo com cartão de débito ou crédito, os restaurantes deveriam incluir a taxa cobrada pelo serviço de manobrista na conta. Isso sem falar dos preços nas nuvens. Em São Paulo, esse valor pode chegar a R$ 25, segundo último levantamento deste mês do Datafolha, com base em 1.268 estabelecimentos. Há também problemas com a demora e com o fato de muitos valets deixarem seu carro estacionado… na rua.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Pra Driblar a Crise, Restaurante Aceita Produtos em Troca das Refeições



A uma curta distância dos cafés que atendem turistas perto do Palazzo Vecchio, Donella e seu marido, Frank, estão ocupados negociando a troca de vinho e batatas por uma refeição da massa florentina conhecida como "pici" --um parente do espaguete, mais curto e enrolado a mão--, acompanhada por um caldo de carne de porco.

O casal abriu um restaurante de 40 lugares em Florença que permite que clientes troquem legumes e outros produtos por um jantar típico, como maneira de encorajar as pessoas a sair para jantar apesar da recessão.

""Muita gente está sem dinheiro para sair à noite e jantar ou não tem dinheiro suficiente para se manter até o fim do mês. Por isso decidimos voltar ao velho sistema de escambo."

O restaurante se chama L'e Maiala (uma expressão toscana que significa "tempos difíceis" e deriva do termo usado para a carne dura das porcas) e retoma uma tradição sobre a qual os proprietários se lembram de ter ouvido seus avós comentar ao recordar o período posterior ao fim da Segunda Guerra Mundial, quando o escambo se tornou comum em Florença por algum tempo.

"O restaurante é dedicado aos nossos avós. O tipo de cozinha é dedicado à memória dos nossos avós que comiam em casa nos domingos e cozinhavam esses mesmos pratos, receitas muito simples, mas bastante saborosas", diz Leandro Bisenzi, outro dos sócios do restaurante.

O escambo existe há séculos como alternativa ao dinheiro, mas uma recessão prolongada pode ter reforçado sua presença em um momento no qual companhias com caixa baixo trocam serviços por meio de intermediários a fim de reduzir custos e encontrar novos clientes.

Em 2011, mais de 400 mil empresas em todo o mundo faturaram US$ 12 bilhões com ativos trocados por escambo, de acordo com a Irta (Associação Internacional de Comércio Recíproco, na sigla em inglês), uma organização sem fins lucrativos norte-americana que promove a mais antiga das formas de comércio.

O comércio por escambo deve crescer entre 5% e 10% ao ano, de acordo com a associação. E isso não inclui transações não registradas, como uma troca de serviços entre um encanador e um restaurante, por exemplo.

Na Itália, o escambo é menos comum que nos EUA. Mas se expande à medida que a recessão corrói as economias.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Cozinhar a Comida Ajudou a Desenvolver o Cérebro



Um artigo publicado hoje na revista científica "PNAS" dá apoio à tese de que cozinhar a comida foi determinante para o desenvolvimento do cérebro humano.

Duas pesquisadoras da UFRJ, Suzana Herculano-Houzel, colunista da Folha, e Karina Fonseca-Azevedo, mostraram que uma dieta baseada em comida crua impôs limitações energéticas aos grandes primatas, criando um "dilema" para o corpo entre o crescimento da massa corporal e o do cérebro. Isso explicaria o fato de que grandes primatas possuem corpos desproporcionalmente grandes em relação aos seus cérebros.

Ela explica que nossas habilidades mais sofisticadas não são o resultado de o "cérebro ser maior do que deveria, dado o tamanho do nosso corpo", e sim do número absoluto de neurônios --86 bilhões no cérebro humano.

Suzana já havia mostrado, em artigo científico publicado no ano passado, que acrescentar neurônios ao cérebro, aumentando o tamanho do órgão, custa ainda mais caro do que se imaginava em termos de energia.

No estudo publicado agora, as pesquisadoras desenvolveram um modelo que relaciona o número de calorias ingeridas numa dieta de comida crua à quantidade de energia necessária para o crescimento da massa corporal e do correspondente número de neurônios.

Elas conseguiram, dessa forma, estipular o número de horas que grandes primatas teriam precisado para desenvolver um corpo avantajado e um número grande de neurônios no cérebro. Mostraram, assim, que teria sido insustentável para gorilas e orangotangos, entre outros, com as horas de alimentação de que dispõem, adquirir calorias em número suficiente para tal tarefa.

As conclusões do artigo fortalecem a tese do primatologista britânico Richard Wrangham, que defende que um dos momentos mais importantes da evolução humana foi a invenção da comida cozida, mais fácil de mastigar, de digerir e de ter suas calorias absorvidas.

"Sugerimos que foi por causa de uma mudança qualitativa na alimentação que a limitação energética da nossa linhagem, que já vinha investindo em mais neurônios e menos corpo, foi contornada", acrescenta Suzana.

"Além de aumentar a capacidade calórica e tornar as limitações metabólicas prévias irrelevantes, cozinhar também teria aumentado nosso tempo disponível para atividades sociais e que demandassem maior poder cognitivo", escrevem as pesquisadoras no artigo.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Drink Mais Caro do Mundo Sai por R$ 18 mil




O mixologista britânico, Salvatore Calabrese, criou o coquetel mais caro do mundo. Batizado de "Salvatore's Legacy", utilizando elementos raros e duas pedras de gelo, a dose custa R$ 18 mil.

O drinque alcançou esse preço por ter em sua composição ingredientes raros e antigos, alguns datados dos séculos 18 e 19. Em sua receita estão 40 ml do conhaque Clos de Griffier Vieux, de 1788; 20 ml de licor Kümmel, de 1770; 20 ml de Dubb Orange Curacao, datado de 1860; além de angostura produzida em 1900.

Com essa fórmula, o drinque também se torna o mais antigo do mundo.

Calabrese apresentou o coquetel a profissionais da área e curiosos no Playboy Club, em Londres, no último dia 11. O evento aconteceu durante a London Cocktail Week, a semana de drinques da capital inglesa.

Agentes do Guinness Book, o livro dos recordes, também estavam presentes.

Se oficializado, o "Salvatore's Legacy" pode quebrar o recorde do drinque "27,321", no The Skyview Bar, em Dubai, nos Emirados Árabes, que custa o equivalente a mais de R$ 15 mil.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Uruguai no Rota do Azeite de Alta Qualidade



A 120 km do badalado balneário uruguaio Punta del Este, 14 fazendas de azeitona colocaram a região na rota do turismo gastronômico internacional. Concentrados na Serra dos Caracóis e na Serra de Carapé, na província de Maldonado, os solos férteis e os ventos oceânicos do leste do Uruguai dão condições para a produção artesanal de azeite extravirgem de altíssima qualidade. Além de exportar o azeite, produtores abrem suas porteiras para receber turistas interessados na degustação. 

O surgimento da rota do azeite, chamado de Ruta del Olivo, uruguaio é recente. As primeiras oliveiras foram plantadas na região há menos de 10 anos. Como o pé leva de três a seis anos para crescer e dar frutos suficientes para a produção do azeite, a maioria das fazendas está em sua segunda ou terceira colheita. E o turismo ainda é insipiente. Por não terem boa infraestrutura para receber visitantes, as degustações ocorrem de maneira bastante informal. Hoje, a microbacia produtiva uruguaia ocupa 500 hectares de oliveirais. 

Uma das principais produtoras de azeite extravirgem da rota é a fazenda Finca Babieca. Comandada pela engenheira química Isabel Mazzicchelli, diretora do Instituto de Gastronomia do Uruguai, a empresa foi criada por quatro amigos espanhóis de Bilbao que viram nas terras uruguaias uma oportunidade de investimento. Em 2005, quando compraram a fazenda, o país passava por uma crise econômica que derrubou o preço das terras. Agora, exportam para os Estados Unidos e Europa e miram o mercado brasileiro.

“Para ser considerado extravirgem, o azeite tem de ter até 0,8% de acidez, mas nosso azeite não ultrapassa os 0,3%. Então, essa não é uma preocupação para nós. Aqui, o que determina a qualidade são os procedimentos”, explica Isabel. A Finca Babieca está em sua terceira colheita. Tudo é feito manualmente e o processamento é realizado no mesmo dia da colheita. “Produzimos um litro de azeite a cada 10 kg de azeitona, ou seja, aproveitamos 10%. Acima de 20% não há qualidade”, diz.

Uma vez tirados das oliveiras, os frutos são levados em pequenas caixas plásticas até o local do processamento. “Não utilizamos o sistema a granel para não amassar o fruto durante o transporte, como fazem em produções de azeite comum”, compara. Além disso, até 600 kg de azeitonas são armazenadas no mesmo recipiente, enquanto na produção de azeite comum este número pode chegar a 5.000 kg. 

No processo mecânico, sem refinamento ou intervenção química, a colheita é filtrada e amassada separadamente, por qualidade. “Em vez de um amassador que mistura qualidades diferentes, aqui temos três amassadores para garantir a pureza e não misturar com as azeitonas trazidas de fora para serem processadas aqui”, conta.

Outro diferencial da Finca Babieca é que não se usa prensa, mais barata e mais suja, segundo Isabel. Ali se utiliza uma centrífuga e depois se decanta o produto para retirar o resto de sólido. “Somos os únicos no Uruguai que faz isso”, afirma a engenheira. Segundo ela, o azeite produzido lá tem “zero defeito sensorial”, um verdadeiro deleite para os amantes do produto.

O azeite de maior qualidade é o chamado Premium, elaborado com azeitonas da variedade arbequina. Há também azeites frutados, picantes, amargos e com sabor de ervas, feitos com outras variedades de azeitona.

A visita à Finca Babieca sai por US$ 30 por pessoa, mas precisa ser agendada com antecedência por email. O turista participa de uma aula sobre a produção, com direito a degustação do azeite, vinhos e queijos artesanais.


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